9 de outubro de 2017

BRUTALIDADE E ENERGIA

Terceiro trabalho dos goianos combina de forma homogênea brutalidade e coesão

Por João Messias Jr.

Race of Disorder
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Apesar de manter a fidelidade no som, Race of Disorder, novo trabalho dos goianos do Mugo é surpreendente em muitos aspectos, que serão dissecados linhas abaixo. O mais marcante fica por conta da combinação homogênea de brutalidade, energia e coesão. Músicas trabalhadas e agressivas que não perdem a pegada, dessa forma, gerando momentos quebra pescoço.

Descrição que casa com as faixas Corruption e Terra de Ninguém, que seguramente estarão entre as favoritas dos fãs nos shows. Só que o álbum também apresenta outras nuances. Desde o clima caótico de Deliverance e a grooveada Seeds of Pain mostram novos contornos no som do quarteto.

Só que os ápices ficam por conta de Race of Disorder e Elo Quebrado. Ambas na faixa dos seis minutos, mostram um bom nível técnico, com passagens empolgantes sem perder a brutalidade.

A banda também foi feliz na produção, a cargo de Ciero (Oitão), que acertou nos timbres e deixou tudo na cara, além do acabamento em digipack e uma bela arte que coroa esse belo registro, que será escolha dos melhores do ano na lista de muitos.
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TALENTO EM ESTADO BRUTO

Aposta no metal tradicional  é o trunfo do novo álbum da banda mineira

Por João Messias Jr.

Leviatã
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Para aqueles que não conhecem os mineiros do Exorddium, a banda tem treze anos de estrada, já lançou alguns trabalhos antes de Leviatã. Materiais que serviram para marcar o nome do quinteto no mundo da música. Porém, o novo registro tem tudo para ser a referência dos caras no heavy metal. 

Aqui, o quinteto formado por Eduardo Bisnik (vocal), Fernando Amaral (guitarra), Paulo César (guitarra), Nicolas Cortelete (baixo) e Jailson Douglas (bateria) não fugiu das raízes do metal tradicional, porém injetou uma dose de qualidade nas canções, fazendo deste trabalho o ponto alto da carreira.

O som que dá nome ao CD já entrega tudo. Pesada e dona de um refrão apoteótico, já pode ser considerada um clássico da banda. Além de trazer uma saudável referência dos primeiros dias do Eterna, em especial do álbum Shema Israel. Outro som que resgata essa sonoridade é Coração de Aço.

Outros destaques ficam por conta da oitentista Hail e das épicas Brinde a Vida e Dama das Sombras, que fecha o disquinho, que conta com uma boa produção e uma arte que combina com a proposta do grupo.

A única coisa que a banda precisa lapidar é uma linha específica a seguir. Algo que não ofusca o brilho do trabalho dos caras, que tem tudo para surpreenderem ainda mais, pois o potencial é evidente.

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18 de setembro de 2017

A CONCILIAÇÃO DE DINÂMICA E REFRÃO

Quarteto gaúcho alia sonoridade moderna com músicas para se cantar junto

Por João Messias Jr.

Manipulation
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Convenhamos que aliar uma sonoridade pesada e atual com refrãos de fácil assimilação não é algo
diferenciado hoje em dia. Mas a forma como se pratica essa mistura é. Algo que o quarteto gaúcho fez bem em seu primeiro trabalho, o álbum Weakless Machine, chamado Manipulation.

Impressão que é passada logo na faixa que nomeia o disquinho. Ritmo tribal com muito groove e dinâmica tomam conta da canção, além de vocais limpos bem encaixados. Get Ready começa com uma bateria veloz e ao seu decorrer ganha andamentos cadenciados e  solos de tirar o fôlego.

Ainda é só o começo. Tarred With the Same Brush é bem  pula pula e Burning All é daquelas pra cantar junto, assim como Tribal Wars, que também deve deixar o pescoço em frangalhos. Unbroken tem vocais limpos e uma linha contagiante e alterna momentos cadenciados e agressivos.

Agregam muito as canções a produção feita por Renato Osório (Hibria) e o acabamento em digipack que reforçam a boa impressão que temos nas canções, Afinal, é muito melhor ter TODO o produto do que parte dele.

Só que o melhor fica por conta da inusitada balada Death Knocks on my Door. que é quase acústica e surpreende o tempo todo, principalmente na hora do refrao. 

O quarteto formado por Jonathan Carletti (voz), Fernando Cezar (guitarra), Gustavo Razia (baixo) e Luke Santos (bateria) estreou bem em seu primeiro registro, cuja sonoridade agradará em cheio fãs de formações como In Flames (atual) e Linkin Park e grupos de metalcore, que aliam de forma (quase) perfeita dinâmica e refrão.

Vamos aguardar os próximos passos dos gaúchos.

O LEVANTE GANHA UM NOVO NOME

Duo brasiliense aposta em temática baseada na cultura indígena

Por João Messias Jr.

Invasão Alienígena
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Já pensou em um movimento que canta sobre a história do país, resgatando fatos do passado usando elementos da cultura e ainda registram eventos e discos? Sim, o Folk Metal cabe nesta descrição, mas não é dele que falo, mas sim do Levante do Metal Nativo, nicho da música pesada que tem como nomes de destaque formações como Voodoopriest, Armahda e Tamuya Thrash Tribe. Corrente que ganhou um novo nome, a banda Tupi Nambha, cujo primeiro fruto é o EP Invasão Alienígena.

Marcos Loiola (vocal) e Rogério Delevedove (guitarra) não se contentaram apenas em cantar sobre a tribo tupinambá, mas sim cantar na língua indígena e abordar todos os temas voltados a esse povo. Musicalmente a banda funde os ritmos tribais com o peso do metal, mistura que lembra muito a Nação Zumbi, grupo que contou com o folclórico e saudoso Chico Science.

Vamos falar um pouquinho das faixas. O som que nomeia o trabalho lembra um pouco o Metallica e tem uma linha pra cantar junto. Já Antropofagia tem mais groove e o lance tribal e introspectivo que manda nela. 

Tribo em Guerra é empolgante e possui um refrão que soa como um mantra. Porém o melhor fica para as três últimas faixas. Galdino Pataxó é dançante, dona de um ritmo que alegra e contagia enquanto Feiticeiro e Ayamasca o peso sabbathico são predominantes.

O Levante continua ganhando nomes aos quatro cantos do país.
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11 de setembro de 2017

EM BUSCA DA IGUALDADE

Trio aposta em sonoridade calcada no Death e Thrash dos anos 80 e 90

Por João Messias Jr.

Omnia Mors Aequat
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Uniformidade é o conceito presente em Omnia Mors Aequat, álbum de estreia da banda Odium Hominum, cujo nome é baseado numa carta escrita por um senador romano que buscava a igualdade entre os povos. talvez essa a grande busca da humanidade, ou ao menos para alguns.

Conceito que é "banhado" na mescla de Death, Thrash, Black e Doom que chama a atenção pela habilidade dos músicos e pelas canções trabalhadas. Descrição que aparece em A Life Damned to Hatred, que além das características citadas acima, tem como ponto alto os vocais agonizantes.

Falando em vozes, elas são o trunfo do trabalho. Guturais e berros são o diferencial aqui, pois estão equilibradas, sem atropelos e assim, geram bons momentos como em War Tales.

Já War Blood Dishonour chama a atenção pelo ritmo cadenciado, enquanto The Spell of Goddess of Destruction que é trabalhada e com vocais mais lentos , que não chegam a ser Doom. A canção também chama a atenção pelas guitarras bem Slayer, em especial de álbuns como Show no Mercy e Hell Awaits.

O que é interessante ao ouvir o disquinho é que embora as músicas tem total referência aos cenários do Death e Thrash dos anos 80 e 90, nada aqui soa batido. Principalmente por causa da produção, feita por Victor Próspero (Absyde, ex-Justabeli e Necromesis) junto com a banda, que está clara.

Se hoje vivemos num cenário desigual, que predomina bandas que investem pesado (nos mais variados sentidos), cabe aos headbangers buscarem ouvir as bandas e fazer seu próprio julgamento, sem se deixar influenciar pelo que aparecem em sites ou revistas.

SEM SOAR COMO CÓPIA

Cariocas apostam no thrash oitentista com passagens cadenciadas e trabalhadas

Por João Messias Jr.

Breathing Hate
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Tarefa complicada ouvir, absorver e resenhar discos num espaço tão curto de tempo. O quesito complicado reside no fato de passar o recado em poucos caracteres, sem soar como um sermão ou um TCC. Felizmente existem bandas que facilitam a vida, como a galera do Forkill, com o álbum Breathing Hate, cuja capa feita por Marcus Venicius chama a atenção logo de cara.

Claro que o nome e o título entregam que estamos diante de uma banda de Thrash Metal que bebe nos anos 80, mas a galera composta na época por Joe Neto (voz e guitarra), Ronnie Giehl (guitarra), Gus NS (baixo) e Marc Costa (bateria) aposta em sons mais pesados, dinâmicos e trabalhados.

A intro climática de Frequency of War abre caminho para a faixa que nomeia o disquinho. que nos seus seis minutos, ganha velocidade aos poucos em meio aos momentos cadenciados e trabalhados. Vendetta chama a atenção pela variação de vozes, enquanto os momentos mais viscerais ficam por conta de War Dance e The Joker.

Brainwashed começa flamenca e ganha riffs poderosos e que nos traz na mente bandas como Nuclear Assault (a exceção dos vocais). Após o interlúdio de Radio, temos uma curta versão (pouco mais de um minuto) e Metal Mania (Robertinho do Recife) com a participação do Stress (outro ícone do metal nacional). O que foi uma grande sacada, pelo fato de ser uma canção que não foi over martelada.

Breathing Hate apresenta mais alguns momentos dignos de nota. A produção feita por Robertinho do Recife e a embalagem em digipack e um encante que vira poster, fazendo deste disquinho um trabalho digno de elogios.

Que felizmente não soa como cópias não autenticadas dos discos da Woodstock lançados no Brasil nos anos 80.

4 de setembro de 2017

SEMPRE COM QUALIDADE

Goianos mergulham no Heavy Rock em Wing Seven

Por João Messias Jr.

Wing Seven
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Para muitos o Sunroad pode parecer uma banda nova, mas essa rapaziada guiada pelo  baterista Fred Mika vem construindo sua trajetória desde 1996 e hoje chega ao seu nono registro, o álbum Wing Seven.

Em toda a carreira, a banda nunca se importou em figurar em apenas num nicho musical e com o novo trabalho não foi diferente. Agora acompanhado de André Adonis (voz), Netto Mello (guitarra), Mika e o recém integrado Pedro Jordan (baixo) mergulham no Heavy Rock dos anos 80. Mistura que gera músicas marcantes como Destiny Shadows e White Eclipse.

Mas o lance não para por aí. In the Sand é inspirada pelo Hard Rock e Misspent Youth é bem pesada. Outros bons momentos ficam por conta de Whatever e Drifting Ships, essa uma baladaça pesadona e com uma bela atuação do vocal. Que ainda rouba a cena em Craft of Whirlwinds, a melhor do disquinho, dona de uma energia que contagia.

A bolachinha se encerra com a bela e longa Last Sunray in the Road. Intimista e com mais uma bela interpretação de Adonis, é daquelas que merecem sempre um 'repeat', de tão bonita que é.

Produção competente, músicas emblemáticas, capa bonita e um vocalista fora de série são alguns dos fatores que evidenciam que Wing Seven venceu. E se ainda não se convenceu, procure assistir um show do grupo, que transborda energia e competência.