27 de junho de 2007

OLD AND NEW IMAGES # 01


EVERGREY – A NIGHT TO REMEMBER
HELLION – NAC


Belíssimo lançamento que só vem a coroar este fantástico quinteto sueco que traz uma grande apresentação, num DVD duplo que com certeza enlouquecerá seus fãs!
No primeiro DVD, temos a apresentação mesclando músicas de todos seus álbuns (até THE INNER CIRCLE), onde se destaca a desempenho da banda, que ousou e colocou um quarteto de cordas e três vocalistas de apoio, onde com todos estes ingredientes temos ótimas músicas como More Than Ever, As I Lie Here Bleeding, Blinded, Rulers of the Mind, The Masterplan She Speaks to the Dead e Recreation Day, e apesar de não haver legendas, dá para ver e acompanhar o show numa boa!
O segundo DVD vem com todos os clipes, entrevistas e documentários (algumas raridades, como shows com os primeiros membros e até o HAMMERFALL dá o ar da graça no documentário) tudo para satisfazer qualquer fã de metal!
Parabéns a banda por mais este grande trabalho e parabéns a HELLION (gravadora da banda aqui no Brasil), que lançou este presente!


URIAH HEEP – ACOUSTICALLY DRIVEN
INDIE – NAC


Confesso que não sou grande fã do URIAH HEEP, mas a curiosidade falou mais alto e garanto que é um dos melhores DVD’S feito neste formato.
Trazendo versões bem diferentes das originais, usando instrumentos étnicos, violinos, backing vocals, a banda toda (em especial o vocalista Bernie Shaw) dá um show em 70 minutos de pura viagem.
Os maiores destaques são Circus(com participação de Ian Anderson do JETHRO TULL), Wonderworld, Come Back To Me, More Fool, o medley The Wizard/Paradise/Circle of Hands e Different World, além dos extras que contém entrevistas, entre outras coisas que se eu contar, perde a graça.
Excelente lançamento desses gigantes que estão gravando álbum novo para sair este ano ainda.


LISA STAINSFIELD – LIVE AT RONNIE SCOTT’S
INDIE – NAC


Depois de flertar com a música eletrônica, Lisa lança esse DVD ao vivo gravado na tradicional casa de shows Ronnie Scott’s, onde mescla seus sucessos com algumas releituras do jazz.
Quando Lisa (a moça ainda está muito bem) canta seus hits, é diversão garantida, mas quando vem a parte jazz... só para quem aprecia o estilo, pois apesar de muito bem executado( a banda é incrível) cansa...
Mas vamos aos destaques: 8-3-1 (bela abertura), Someday, Change, Never Never Gonna Give you Up (cover do Barry White) e o seu maior hit All Around the World e Live Together, além da moça que canta muito bem.
Uma boa opção, que peca pela falta de linearidade.


THE CULT – LIVE CULT
WARNER – NAC


Esse DVD de 2002 mostra um apanhado de toda sua carreira até o álbum Beyond Good and Evil, onde o repertório agrada logo de cara.
Acompanhando a dupla Ian Astbury(V) e Billy Duff (G), temos o batera Matt Sorum (atual VELVET REVOLVER), o guitarrista Mike Dimkich (que parece estar tocando só para ganhar o bicho, tamanha apatia) e o excelente baixista Billy Morrison, que em duas horas de show detonam sons como Lil’ Devil, Take the Power, Rain, Fire Woman, Sweet Soul Sister, She Sells Sanctuary e Edie(Ciao Baby).
O ponto negativo do show são os vocais de Ian, sem a mesma força de antes, mas é um item que agradará tanto os fãs da banda quanto curiosos!



VAN HALEN – LIVE: RIGHT HERE RIGHT NOW
WARNER – NAC


Estava num supermercado da região quando vi uma promoção de DVD’S, quando vi este que resenharei a seguir, não pensei duas vezes!
Esse DVD é um item que todo fã de HARD ROCK tem que ter em sua coleção!
Feras como Eddie Van Halen, Michael Anthony, Alex Van Halen e Sammy Haggar sabem do seu papel e não decepcionam principalmente Sammy, tanto nas músicas de sua fase ( Man on a Mission), Right Now, Topo f the World e a balada When it’s Love e Runaround), como em Jump(maior sucesso da fase com Dave Lee Roth) além da fantástica produção (que ainda bate muito lançamento em DVD por aí).
O que é de se lamentar é que uma fase tão bem sucedida se encerrou devido a divergências e a banda nunca mais encontrou o seu rumo.
Atualmente a banda está ensaiando uma volta (sem Sammy e Michael Anthony) com Dave Lee Roth, vamos aguardar, pois se tratando de VAN HALEN…


RESENHAS: JOÃO MESSIAS

MY HONOUR: SLAUGHTER

Cansados por não poderem explorar sua criatividade na Vinnie Vincent Invasion, o guitarrista/vocalista Mark Slaughter e o baixista Dana Strum resolvem formar uma nova banda, o SLAUGHTER.
Para esta nova banda são escolhidos o baterista Blas Elias e o guitarrista Tim Kelly, e logo arrumam um contrato com a gravadora Chrysalis, que curiosamente apostou neles e demitiu a banda do ex-patrão Vinnie Vincent.
A banda lançou os seguintes álbuns: Stick to Ya, The Wild Life, Fear no Evil, Revolution, Eternal Live e Back To Reality, sempre mantendo o HARD ROCK, sem se preocupar com modismos.
Desde 1999, quando lançou Back to Reality, estamos no aguardo de lançamentos desta excelente banda que infelizmente poucos conhecem, a não ser quando confundida com seus “xarás” canadenses, que fazem um som bem diferente.
Abaixo segue uma discografia comentada dos álbuns citados:



STICK TO YA (1990): Os caras conseguiram logo no debut soltar um disco “redondinho”, desde a sua produção, músicas, performances, enfim, tudo para agradar aos fãs de HARD ROCK, com destaque maior para os vocais de Mark Slaughter, no melhor estilo SLADE, SUZI QUATRO, e claro, músicas como Fly to the Angels (cujo clip tocou bastante na MTV, Desperately, e vale lembrar que o disco foi tão bem que foram “ open act” do KISS durante seis meses.




THE WILD LIFE (1992): E a experiência como “open-act”doKISS por seis meses só trouxe matiridade ao quarteto, que nos trouxe um disco mais pesado e criativo, onde todos os instrumentistas mostram muita técnica e a produção. Vale lembrar que é neste álbum que estão seus maiores clássicos como Reach for The Sky, Out for Love, Dance for me Baby, Times They Change(com seus sete minutos e várias mudanças de andamento, incluindo solos HEAVY), além das baladas Streets of Broken Hearts e Real Love( participa do clp a atriz Shaney Dobberty, a Brenda do seriado Barrados no Baile). Excelente disco, mas que não funcionou devido á queda do HARD ROCK e o ápice do GRUNGE.



FEAR NO EVIL (1995): Com bandas como SOUNDGARDEN, PEARL JAM em alta, o HARD ROCK tem o seu declínio, e com isso o SLAUGHTER perde o contrato com a Chrysalis(que no Brasil era representada pela EMI), que um tempo depois assina com a CMC Music International(selo pequeno que tinha em seu CAST bandas como WARRANT e WIDOWMAKER) e lançam este álbum, que reflete bem o momento de mudanças da banda, que parte para um som mais agressivo(HEAVY em muitos momentos), assim como a produção e o visual dos músicos, mas o disco é muito bom e em 50 minutos contagia como nas Heavies Live Like There’s No Tomorrow, Outta my Head, Unknown Destination e Hard Times, na bluesy Searchin’ e nas baladas It I’ll be Alright (esta muito criativa com uma introdução com instrumentos de sopro, não é a toa que integrou a coletânea americana ROCK BALLADS) e Yesterday’ s Gone. Furioso e urgente!


REVOLUTION (1997): Se FEAR NO EVIL mostrava um lado mais furioso da banda, este aqui...
...Neste álbum a banda estava mais relaxada e solta, parecendo que não tinha nada a provar e o resultado é um disco mais setentinsta, intimista e que requer algumas audições para ser compreendido.
Os destaques deste álbum são American Pie, Heaven it Cries Tongue in your Groove, Hard to Say Goodbye, Heat of the Moment e a inspiradíssima You’re my Everything, além da produção e da parte multimedia que acompanha o CD, com clips e tudo mais. Mas a boa fase logo se encerra com a morte do guitarrista Tim Kelly em um acidente automobilístico.


ETERNAL LIVE (1998): Como homenagem ao guitarrista, a banda solta este ao vivo que mostra um apanhado geral da carreira da banda, com músicas dos três primeiros álbuns.
Apesar de alguns overdubs e apenas uma “palhinha” de Spend My Life, é um álbum muito gostoso de ouvir, mas como fã senti a falta de algumas músicas como Outta My Head, Times They Change e Streets of Broken Hearts, mas não deixa de ser uma bela homenagem ao guitarrista, que pode ser vista no encarte do álbum.


BACK TO REALITY (1999): Já com o guitarrista Jeff Blando (ex-Vince Neil, a banda solta este petardo que para muitos é na linha de seus dois primeiros álbuns, mas que na verdade soa como uma retrospectiva na carreira da banda, e apesar de soar como uma colcha de retalhos, o disco é muito bom, e o novo guitarrista é um dos maiores destaques com um estilo diferente de Tim, numa linha mais bluesy e solos mais curtos.
O álbum é bem linear onde destacam-se Killin' Time, All fired Up, Dangerous, Love is Forever, a pesada Bad Groove, Nothin left to Loose e a”WHITESNAKEANA ON MY OWN.
A única pisada na bola é Headin for a Dream que lembra um pouco o álbum Revolution, mas não tira o brilho.
Depois disso pouco se ouve falar da banda, que continuava fazendo tours e shows, e algumas participações em tributos ou discos de outros artistas.
A última notícia que tivemos foi que nos shows que Vince Neil (MOTLEY CRUE) fará em sua tour solo terá como músicos de apoio Dana Strum e Jeff Blando.
Ficamos no aguardo de um novo álbum dessa banda que merecia muito mais do que conseguiu.



TIM , BLAS , DANA E MARK

Fontes: Revistas ROCK BRIGADE, METAL, ROADIE CREW.
TEXTO E RESENHAS: JOÃO MESSIAS
FOTO EXTRAÍDA DO ÁLBUM FEAR NO EVIL

15 de junho de 2007

INTERVIEW - SUNSETH MIDNIGHT



VOCALISTA JAIR SAEZ AO VIVO


É CHOVER NO MOLHADO DIZER QUE A CENA ROCK/METAL NACIONAL VEM CRESCENDO MUITO E COMO CONSEQÜÊNCIA TEMOS GRANDES BANDAS SURGINDO COMO O SUNSETH MIDNIGHT, QUE SEM EXAGERO NENHUM, PODEMOS DIZER QUE É UMA BANDA PRONTA PARA ESTOURAR LOGO NO SEU PRIMEIRO TRABALHO SUN SETH, QUE TRAZ UM GOTHIC METAL REPLETO DE INFLUÊNCIAS DE HARD/ROCK/SYNTHPOP/INDUSTRIAL QUE VEM OBTENDO MUITAS RESENHAS POSITIVIAS EM REVISTAS E ZINES.
CONFIRA ENTREVISTA FEITA COM O GUITARRISTA/VOCALISTA RICARDO CAMPOS:

NEW HORIZONS ZINE: O álbum SUN SETH vem obtendo uma grande repercussão pouco tempo após seu lançamento, vocês esperavam rapidamente tanto reconhecimento?
Ricardo Campos:
Não. Fizemos as músicas com o coração e tivemos uma grande preocupação com a finalização do álbum, tanto musical quanto visualmente, mas não imaginávamos que ganhássemos rápido reconhecimento. Ainda mais porque a cena Gothic ainda não é tão forte no Brasil e não são tantas as bandas daqui que se aventuram por esses lados com músicas próprias. Estamos muito felizes com o resultado do álbum e é uma grande satisfação saber que as pessoas estão gostando dele.
NHZ: Falando do álbum ele abrange todas as vertentes do estilo, desde o GOTHIC tradicional (SISTERS OF MERCY, BAUHAUS, DEPECHE MODE), até as mais pesadas (PARADISE LOST, TYPE O NEGATIVE), além de outras vertentes como o SYNTHPOP e o HARD ROCK resultando num álbum variado e agradável, como foi chegar nesse resultado tão diversificado?
Campos:
A regra no Sunseth Midnight é não ter limite dentro da sonoridade Gótica e ainda nos damos total liberdade para trazermos influências de outros estilos. A banda é composta por músicos com gostos bem variados e foi bem natural o surgimento dessa sonoridade diversificada. Fazer esse tipo de coisa é arriscado, pois você pode acabar não agradando, mas para a nossa felicidade as pessoas estão gostando. Foi algo feito com o coração e não para abranger maior público ou tornar as coisas mais "acessíveis"... Enquanto compúnhamos, e posteriormente nos arranjos, dávamos para as músicas o que elas "pediam".
NHZ: As vocalizações são outro destaque, onde mesclam vozes graves, melódicas e guturais, como é o processo de composição para os vocais?
Campos:
Da mesma forma que as músicas, com o coração. Mas no caso das vocalizações ainda podemos perceber que tipo de sentimento a parte instrumental demanda, e seguimos com a adição das linhas. Temos a felicidade de todos os músicos no Sunseth Midnight cantarem bem, então podemos explorar algo bem amplo neste lado. Creio que no próximo álbum a diversidade será ainda maior no quesito, mas sempre mantendo a voz grave como chave, pois ela é uma das grandes identidades do estilo Gótico.
NHZ: A bela capa foi feita por Alessandro Bavari, que possui em seu currículo artistas como Eros Ramazotti, como vocês chegaram até ele?
Campos
: Pela Internet. Conferimos o trabalho dele e percebemos que o estilo artístico de Bavari tinha muito a ver com o nosso som, letras e atmosfera geral. Depois do primeiro contato passei para ele as idéias que tinha acerca do título "Sun Seth", mostrei todas as músicas e dei liberdade total para que ele trabalhasse em cima de uma arte que fosse voltada para a faixa-título do álbum, mas que também refletisse o contexto sonoro geral da banda. Ficamos maravilhados com o trabalho dele, assim como o que foi feito pelo Rodrigo Cruz no encarte e capa da versão digipack. As idéias do Sunseth Midnight e do Cruz bateram de tamanha forma que certamente o procuraremos para os futuros álbuns.
NHZ: O disco saiu pela HELLION RECORDS, o que estão achando do trabalho dela até o momento?
Campos:
A Hellion faz um bom trabalho. O nosso álbum está nas lojas e quem o confere encontra um padrão internacional, tanto sonoro quanto visual. Isso é fundamental para a "concorrência" com bandas de fora. O pessoal não tem muito dinheiro hoje em dia, então um artista que não prime pela qualidade de ponta corre o risco de sempre perder numa situação de "escolha" durante uma compra. Desde o começo a nossa parceria com a Hellion tem sido muito saudável e cremos na manutenção deste trabalho conjunto. O importante para uma banda que assina com uma gravadora é ter claro na mente que trabalhará muito, ainda mais do que trabalhou para conseguir aquele contrato. Não adianta mais ficar sentado sem fazer nada e reclamar que a gravadora não obtém os resultados esperados... Esse é o tipo de coisa que não funciona nos dias de hoje, pois o mercado é outro, o perfil dos fãs é diferente e ainda tem a Internet, que é uma faca de dois gumes.
NHZ: Recentemente a banda passou por mudanças de formação, queria que falassem dos novos membros e o que trouxeram para a banda?
Campos
: Sim, tivemos a entrada do vocalista Jair Saez e do baterista Lou Melt. O Lou já era antigo conhecido, pois toca no Hard Rocket, outra banda do nosso guitarrista/vocalista Theo Vieira. A entrada dele deu-se naturalmente, pois já vinha fazendo alguns shows com o Sunseth Midnight substituindo Luis Bueno, que atravessava algumas complicações pessoais. O Luis, por sua vez, era substituto do Ricardo Batalha, que gravou o álbum, mas infelizmente não pôde continuar a tocar bateria conosco por motivos de saúde. Também já conhecíamos o Jair, que há tempos curtia o som da banda. Ele se prontificou para fazer um teste logo que ficou sabendo que o Roger saiu e a identificação foi praticamente instantânea. Percebemos que ele supriria muito bem as vozes graves e nos daria um alcance ainda maior em outros tons. Além disso, com o desenvolver dos ensaios e já nos primeiros shows que fizemos juntos, o Jair mostrou-se um excelente frontman, com uma bela desenvoltura no palco. Quem quiser conferir vídeos ao vivo já com a nova formação, basta acessar o site do YouTube e digitar "Sunseth Midnight" no "search".
NHZ: Ricardo, você também é redator da revista ROADIE CREW, como é conciliar a atividade de revista com a banda?
Campos
: No dia-a-dia é trabalhoso, mas normalmente dedico todo o "horário comercial" dos dias de semana para a revista, enquanto as noites ficam voltadas para o Sunseth Midnight, tanto para composição quanto para "business" ou shows. Já os finais de semana trabalho pesadíssimo na banda, com gravações, ensaios, shows e outras atividades. Entretanto a vida de jornalista é sempre recheada de imprevistos, mas nada que atrapalhe uma carreira paralela na música. No lado profissional como redator da Roadie Crew, trato o Sunseth Midnight como qualquer outra banda nacional, sem utilizar o meu cargo para obter uma maior notoriedade. O público é inteligente e percebe quando uma banda precisa forçar a barra para aparecer, seja utilizando-se de bons contatos ou altos investimentos. Se a música não é boa nada disso é válido e algumas vezes algo bom ainda acaba perdendo-se no excesso. Quero que o Sunseth Midnight cresça pelos próprios méritos musicais e por tocar o coração das pessoas com o som que executa. Nada mais que isso.
NHZ: Apesar do pouco tempo de lançamento do debut, vocês possuem planos para um novo trabalho, devido à excelente repercussão de SUN SETH?
Campos:
Com certeza. Estamos compondo o novo álbum e muitas músicas já estão prontas. Entre o final deste ano e o início do outro já entraremos em estúdio para a gravação do segundo trabalho. Mas o leitor deve ficar atento, pois muito em breve soltaremos gratuitamente uma faixa nova como prévia do novo trabalho. Ela foi gravada recentemente no Carbonos Studio ao lado do produtor Beto Carezzato e com uma estrutura ainda superior à do "Sun Seth". Logo colocaremos informações a este respeito no site
www.sunsethmindight.com
NHZ: Essa parte da entrevista funciona da seguinte maneira: coloco alguns tópicos e queria seu comentário sobre cada um deles: PIRATARIA, PÚBLICO EM SHOWS DE METAL NACIONAL e a IMPORTÂNCIA DOS ZINES NO PASSADO E PRESENTE.
Campos: PIRATARIA
- Horrível. A maior inimiga da arte - no meu caso a música - na atualidade. Mas não dá para tapar o sol com a peneira e ficar sentado reclamando. As bandas devem se mexer, ter idéias novas e sempre tentar oferecer um produto cada vez mais completo ao seu público, conciliando altos padrões sonoros e visuais, assim como uma postura profissional. A pirataria está aí e é muito grande no nosso país, mas ainda acredito que as pessoas valorizem o produto físico e original se motivadas a isso.
PÚBLICO EM SHOWS DE METAL NACIONAL - Há poucos anos os shows da maioria das bandas nacionais de som próprio estavam em baixa, mas felizmente isso está mudando. As pessoas estão começando a valorizar as bandas ainda não consagradas daqui, que por sua vez estão oferecendo produtos cada vez mais profissionais e sabendo trabalhar melhor o contato com os seus fãs. Além disso, estão aparecendo mais casas de shows com estrutura digna do ingresso pago e o interesse dos proprietários em colocar bandas de som próprio tocando é crescente. Tudo que eu disse está interligado e é necessário que exista um funcionamento em conjunto. Assim, a tendência é que a coisa melhore ainda mais nos próximos anos.
IMPORTÂNCIA DOS ZINES NO PASSADO E PRESENTE - Imensa, tanto agora quanto no passado. A revista onde trabalho começou como um zine e recentemente comemoramos a nossa edição nº100, o que nos deixou muito orgulhosos. O zine faz parte da cultura do Rock e nunca deixará de existir. Está se adaptando com o advento da Internet, mas sempre terá o seu papel fundamental na veiculação de bandas novas e na informação dos fãs da boa música.
NHZ: Muito obrigado pela entrevista, um abraço á todos e deixe um recado para os leitores do zine.
Campos:
Agradeço esta oportunidade em nome de todo o Sunseth Midnight. Nos sentimos honrados em poder participar dos primeiros passos do zine NEW HORIZONS. Parabéns pelo ótimo trabalho e lhe desejo muita sorte nesta nova empreitada. Eu também gostaria de agradecer ao leitor pela atenção. Acesse o nosso site (
www.sunsethmidnight.com), ouça o material sonoro lá disponível e procure pelo nosso álbum nas lojas. Fazemos música para tocar o seu coração e esperamos poder encontrá-lo em nossos shows. IN GOTH WE TRUST!


ESQUERDA PARA DIREITA: RICARDO CAMPOS, JAIR SAEZ E THEO VIEIRA






SUNSETH MIDNIGHT – SUN SETH

HELLION - NAC



Finalmente uma banda para elevar o gótico nacional a um novo patamar, e não pensem que estou sendo injusto, pois o álbum é uma mescla perfeita da nova e velha escola do estilo.
Acompanhado de uma produção caprichadíssima, embalagem em digipack, e músicas de primeira como as sorumbáticas The Bath, Nosferatu, A Good Carrousel, modernas como Bleed Me (os teclados lembram HARD TIMES do SLAUGHTER), e Loneliness (a melhor do álbum), a POP Dancin’ with the Fire, e as mescladas She’s not innocent (puro THE CULT) e Stop Haunting Me, isso sem falar do show dos vocalistas Roger Lombardi e Theo Vieira (este a lá Joe Eliott – DEF LEPPARD).
Se houver um pouco de justiça, o SS00 se tornará um dos grandes nomes do gothic nacional muito em breve!


ENTREVISTA E RESENHA: JOÃO MESSIAS


FOTOS: VENOM

14 de junho de 2007

OLD AND NEW SONGS #01




OVERDOSE – PROGRESS OF DECADENCE
COGUMELO – NAC


Antes da resenha, um pouco de história; o início dos anos 90 ficou marcado por aqui como o descobrimento da “BRASILIDADE”, onde as bandas passaram a adicionar ritmos da música brasileira em seu som, só para citarmos alguns grupos: Angra, Sepultura, Jolly Joker, PUS, o próprio Overdose, que resenharemos a seguir.
Progress... é o seu sexto álbum, e mostra uma evolução ao anterior, CIRCUS OF DEATH, pois aqui o “THRASHÃO” é misturado as percussões e o resultado é muito bom, pois a banda soa mais agressiva e lendo as letras nota que a mistura é bem homogênea.
Destaque para Street Law, Progress of Decadence, que inclusive possui um video clip muito legal, Favela, Alquissarerá, Stupid Generation e Zombies Factory(a lá SLAYER).
Garimpe essa pérola do THRASH brazuca, pois ao lado do Roots(SEPULTURA) E Holy Land(Angra), são exemplos de evolução musical sem perder as raízes.
Nem precisa dizer que esse trabalho “BOMBOU” no exterior, onde a banda tinha um grande nome, mas aqui as pessoas só prestavam atenção no seu “PRIMO RICO”...




CEREMONYA – SACRAMENTO DA CURA
HEAVENS MUSIC – NAC


Para quem não sabe, esta é a nova banda do batera/vocal Danilo Lopes (ex-ETERNA), que está acompanhado de um time de primeira: Demian Tiguez(G/V – SYMBOLS), Marcelo Fleming(B) e Francis Botene(K/V – ex- SKYLORD).
Musicalmente a banda surpreende trazendo um HARD/HEAVY em português empolgante e gostoso de ouvir com destaque para O som do silêncio, Abraço Amigo, Dois Pedaços de Amor e a grudenta Ora por Mim, onde Danilo divide vocais com Márcia Veloso.
Outro destaque é a produção de Ricardo Nagata, que deixou a banda bem próxima do que é ao vivo.
Um ótimo lançamento e ficamos no aguardo do material em Inglês ser lançado um dia, pois não deve em nada ao lançamento atual.




MILLENIUM – HOURGLASS
HELLION – NAC



HARD ROCK de primeira linha, com guitarras afinadíssimas e um vocalista que dá show.
E o tal de Jorn Lande acaba sendo o maior destaque com seu timbre a lá Coverdale conduz a banda a excelentes canções como Hourglass, Superstar, Rocket Ride que te levam a cantar e solar com sua “AIR GUITAR”.
Infelizmente a banda não está mais na ativa, mas o lançamento vale a pena ser adquirido e como as reuniões têm sido uma constante, quem sabe!



SHAAMAN – REASON
DECKDISK – NAC


Após o ótimo debut RITUAL, e o DVD RITUALIVE, a banda surpreende mais uma vez trazendo um som mais agressivo.
O HEAVY PROGRESSIVO de outrora dá lugar a um GOTHIC METAL mesclado com METAL TRADICIONAL que empolga, pois o som está mais orgânico e pesado, com destaque para os solos de Hugo Mariutti e os vocais de André Matos (seu melhor desempenho da carreira).
E o resultado desta ousadia resulta em sons como Turn Away, Reason, Innocence(que lembra Moonlight do VIPER), Trail of tears e More, cover do SISTERS OF MERCY, que ficou tão bom quanto a original.
Confira, pois este é um dos melhores discos do Metal Nacional de todos os tempos!




MONSTER – HARDER THICKER AND LONGER
INDEPENDENTE – NAC



Se esses caras fossem gringos, seriam uma banda consolidada!
Nesse seu terceiro trabalho, o poderoso POWER-TRIO brazuca investe numa dose extra de peso, solos anos 80, backing vocals no estilo “GRITO DE TORCIDA”, resultando num trabalho de alta qualidade!
Monsters of the Loose já abre o disco mesclando todos esses itens, assim como Us Against the World e That’s Why I’ve Killed the President, embora os maiores destaques sejam All InVain, com sua pegada STONER e This is Your Story, que possui um ótimo refrão!
Impossível não citar a capa (não precisa dizer o que lembra né) e o encarte, onde os caras mostram que freqüentaram as aulas de criação publicitária (risos)!
Uma pena que a banda passou por problemas de line-up, mas já arrumaram outro guitarrista e estão prontos para serem novamente nossos “piores pesadelos”!





MONSTER – THE NIGHTMARE CONTINUES
INDEPENDENTE - NAC


Após a excelente repercussão da demo WORST NIGHTMARE, a banda lança seu primeiro álbum, que já é um clássico!
Os caras aperfeiçoaram a fórmula de mesclar a malícia do HARD ROCK e o peso do THRASH que resultam em músicas poderosíssimas como Why Don’t you Wake Up, Everyone Seems to Have the Truth e The Hangman, isso sem dizer nas regravações das músicas da primeira demo, que ficaram mais agressivas e próximas de como a banda é ao vivo, com total destaque para Worst Nightmare, um clássico do metal brazuca!
Também vale destacar os vocais de Paul X, que soam bem próprios, numa grande interpretação!
Guardem esse nome!


MAD DRAGZTER – STRONG MIND
INDEPENDENTE – NAC

Quem disse que o THRASH está morto precisa ouvir urgentemente este álbum!
Muita criatividade, com passagens inusitadas, para se ter uma idéia, o som soa como um híbrido entre o “old” METALLICA e WHITE ZOMBIE, principalmente nos vocais de Tiago Torres, que também responde pelas guitarras, que são o maior destaque deste álbum!Ah! Duvida? Ouça a seqüência Break Down, Lost e Strong Mind e me diga se seu pescoço ainda está inteiro!
Confira!



EVERGREY – MONDAY MORNING APOCALYPSE
HELLION – NAC


Após o fim de uma era com o ao vivo “A NIGHT TO REMEMBER”, esse quinteto sueco retorna renovado e melhor!
Com um som mais direto e com menos viagens os caras surpreendem, com destaque para os vocais de Tom S. Englund que estão em sua melhor fase!
Outro fator que surpreende é a produção, que desta vez ficou a cargo de Stefan Glaufmann e Sander Sandquist, que possuem no currículo gente como BON JOVI e BRITNEY SPEARS, que deixou o som bem mais acessível, que resulta em ótimas músicas como Lost (com um solo a lá RITCHIE KOTZEN), a faixa título, Obedience, At loss for Words até o encerramento com Closure, arrisco-me a dizer que a banda lançou seu álbum preto, e digo isso de forma positiva!
Altamente recomendável para aqueles que gostam de novidades!



EVERGREY – RECREATION DAY
HELLION – NAC

Ao invés dos “climas progressivos,a banda surpreende mais uma vez e injeta uma dose THRASH de peso, principalmente nas guitarras e trazem um grata surpresa!
Ainda falando das guitarras ,lembra em várias vezes a BAY AREA, e só isso é motivo de elogios, e come solto em As I lie here bleeding, Blinded, End of your days, Unspeakable, além das baladas Recreation Day e I´m Sorry (cover da artista sueca DILBA).
Parabéns pelo álbum e fugirem do habitual.



EVERGREY – IN SEARCH OF TRUTH
HELLION – NAC


Este foi o album que consolidou o nome da banda não somente aqui no Brasil, mas no mundo todo.
Embora comparada a nomes como DREAM THEATER, a banda pouco ou nada tem a ver, pois segue uma linha mais gótica e obscura, além de soar mais pesada em muitos momentos.
Tom S. Englund também mostra um diferencial, pois sua voz é mais agressiva e foge dos gritinhos habituais.
Recomendo ouvirem faixas como The Masterplan, Rulers of the Mind, Mark of the Triangle e Different Words, mas o album é bem linear.Uma curiosidade: este album foi usado por alguns psicólogos em regressões na Europa!



ARMORED SAINT – SYMBOL OF SALVATION
WARNER – NAC


Para quem não conhece, esta é a banda do vocalista John Bush, antes dele fazer parte do ANTHRAX, e era tão boa, ou melhor, quanto...
Symbol of Salvation marca um período de mudanças na banda, ao começar da perda do guitarrista Dave Prichard, vítima de Leucemia até o som da banda, que perdeu em peso e agressividade, mas ganhou em pompa e amadurecimento.
Até hoje é difícil achar um álbum tão linear desde a trinca de abertura com Reign of Fire, Dropping like Flies, Last Train Home, Tribal Dance, Hanging Judge, a balada Another Day, até o encerramento com Spinless, além de o voclaista John Bush ser um show a parte, seu melhor registro até hoje!
Um dos melhores álbuns de todos os tempos!


AKASHIC – A BRAND NEW DAY
HELLION - NAC


Após uma longa novela com uma antiga gravadora, finalmente o quinteto gaúcho lança seu segundo álbum depois da excelente estréia com o debut Timeless Realm.
A Brand New Day traz dez faixas de um PROG/ROCK bem próprio, numa linha mais intimista que agrada logo de cara, com destaque para o guitarrista Marcos De Ros, com um estilo bem próprio e o vocalista Rafael Gubert, que mescla influências de Coverdale á Layne Staley.
Embora mais suave e intimista, têm tudo para agradar fãs de PROG/METAL, como a pesada Revealed Secrets, Vaudeville, as cadenciadas Be the Hero, Envy Days, a balada Hush Break, além de The Oásis Heart(bela letra), e o encerramento com Nose-to-Nose(com direito a berimbau).
Enfim, mais um lançamento nacional de peso, que não deve anda as bandas européias, muito pelo contrário!



LITA FORD – LITA
BMG - IMP



Neste trabalho, a êx-vocalista das RUNAWAYS usa uma fórmula consagrada, que embora nada original, sempre funciona: mesclar hards e baladas com seu charme, sem contar o time que a auxiliou nas composições: Mark Chapman, Nikki Sixx e o “deus” Lemmy
E desta mistura temos bons momentos como Back to the Cave, Fatal Passion, mas os maiores destaques são as baladas Falling in Out of Love e Close My Eyes Forever, onde Lita divide os vocais com OZZY OSBOURNE.
Este foi um bom começo para a moça, que se destacou com os álbuns STILLETO e DANGEROUS CURVES, mas que depois abandonou a carreira, embora Lita faça planos para uma volta.
Vamos fazer torcida hein, já que ela recentemente participou no álbum natalino dos caras do TWISTED SISTER!


OIL – REFINE
O LEVITA – NAC

Após sua conversão, o vocalista Ron Rinehart volta à cena com esta nova banda, que apesar de bem pesado, em quase nada lembra o DARK ANGEL.
O som é um THRASH bem moderno que possui bons momentos como Divided, Struggle, Scream e Sin, mas que não apresenta muitas novidades, embora a banda fosse muito boa em sua proposta.
Após isso, nunca mais se ouve falar da banda, a não ser sobre um show de reunião do DARK ANGEL com Ron, mas que também não aconteceu. Alguém realmente sabe o que ocorreu?



DEBBIE GIBSON – GREATEST HITS
WARNER – NAC



Mais uma dessa safra de cantoras que surgiram nos anos 80, explodiu mundialmente, e que depois pouco ou nada se houve falar.
Mas Debbie (pelo menos aqui) merecia melhor sorte, pois além de linda é muito talentosa e continua firme e forte, lançando discos e fazendo shows.
Falando da coletânea, uma seleção muito bem feita de seus maiores hits como Only in My Dreams, Electric Youth, Staying Together, Out of the Blue, No more Rhyme, e claro a indispensável Lost in Your Eyes, que emocionou muito marmanjo no Rock in Rio II.
Para quem não têm nada e quer conhecer o som, esta coletânea é um ótimo começo.


SEVEN ANGELS – THE SECOND FLOOR
MEGAHARD – NAC



Após excelentes críticas da demo e muitas apresentações de destaque, como o Tributo ao STRYPER, sai o tão aguardado debut deste quinteto paranaense.
Musicalmente a banda deu uma lapidadada em seu POWER/MELÓDICO que possui excelentes músicas como a faixa-título, Purify, Breathless Years, Deceiving Time, Here I Am (bem diferente da demo), além dos riffs do guitarrista Karim Serri, que posssui muitas influências dos anos 80, e claro, tudo muito bem gravado e produzido.
Atualmente a banda divulga o segundo trabalho, Faceless Man, que segue uma linha mais pesada que a do debut, com a mesma qualidade.



ERIC MARTIN – DESTROY ALL MONSTERS
WET – NAC



Após alguns álbuns mais POP e uma temática mais “DOWN’’, finalmente Eric volta a sorrir novamente e com um álbum mais pesado (risos).
Seguindo a mesma linha do anterior PURE, já começa com tudo na pesada What’s the Worst that could happen, com direito a belos solos, e o álbum vai seguindo com ótimas músicas como Janie Won’t Open, a tristonha Living And Black and White, Something There, Burning in My Mind, If, alem das inusitadas I can die now(bem REGGAE) e You’re to good for him(com um violão flamenco), além da voz de Martin estar muito boa!
È o melhor álbum do vocalista em muito tempo, desde Hey Man, quando estava com o Mr. Big.


ERIC MARTIN – SOMEWHERE IN THE MIDDLE
ATLANTIC – IMP


Talvez o album Hey Man do Mr. Big não tenha sido suficiente para o vocalista expor toda a sua melancolia e daí a concepção para este álbum. E que belo álbum que musicalmente lembra muito Behind The Eyes da Amy Grant.
Seguindo uma linha semi-acústica e intimista, em que quase nada se faz lembrar de sua outra banda, soando bem POP, como em Over My Heart e Better Day.
Mas a emoção vem mesmo em sons como Wink and Smile, Something from Nothing, a faixa título e o fim com a linda I Love the Way You Love Me.
O resultado é tão bom que dá até para imaginar que se um dia ele tiver de escolher entre o Mr. Big e sua carreira solo virá coisa boa, independente da escolha!



WARLOCK – HELLBOUND
POLYGRAM – NAC



HARD/HEAVY “classe A” era a receita deste quinteto alemão liderado pela belíssima DORO PESCH.
Mesclando peso e maturidade o quinteto já entra com o jogo ganho desde a abertura com a faixa-título, All Night, mas é nas HARDS que eles detonam como Down and Out, Time to Die e na maravilhosa Out of Control que é um convite para pular junto até o encerramento com Catch My Heart.
Pra quem pensa que na Alemanha só tem SCORPIONS e ACCEPT, descole e veja que tem muita coisa boa.



BADLANDS – BADLANDS
KOCH – IMP


Super banda criada no fim dos anos 80 com Ray Gillen(V), Jake e. Lee (G, ex-Ozzy), Craig Chaisson(B) e Eric Singer (D, KISS/ALICE COOPER), onde se esperava um HARD arena (pelo BACKGROUND dos músicos), mas frustrando um pouco as expectativas fizeram um álbum mais bluesy, mas que possui com suas qualidades, e que tem seus bons momentos como Dreams in The Dark(ótimo HARD), Dancin’ on the Edge, Hard Driver e o bônus Ball and Chain, além é claro, os músicos em plena forma.
Após este álbum Eric singer deixa a banda, foi substituído por Jeff Martin e lança o álbum VOODOO HIGHWAY e DUSK(este lançado após a morte do vocalista Ray Gillen, vítima das complicações da AIDS), e a banda foi (quase) ao esquecimento.




VAUGHN – SOLDIERS AND SAILORS ON THE RIVERSIDE
Z – IMP




Primeiro album solo do ex-vocalista do TYKETTO, que neste CD, busca uma sonoridade mais densa e melódica.
Desde a sua abrtura com Bad Water, vemos que quase nada executado tem a ver com seus trabalhos anteriores, mas Danny segura o ouvinte, com músicas fortes e consistentes, como nas contagiantes Paradise at Home, Shadowland, a melancólica faixa título, que possui um lindo coro, a funkeada Gandy Dancer, Healing Hands, a HARD Is There All There Is, que lembra um pouco sua ex-banda.
Apesar de só encontrar na versão importada, vale a pena o investimento de um dos maiores vocalistas de HARD ROCK de todos os tempos.


PAULA ABDUL – FOREVER YOUR GIRL
EMI – NAC




Paula Abdul fez muito sucesso entre o fim dos anos 80 e início dos 90 com um POP bem dançante e contagiante.
Este álbum, talvez o melhor de sua carreira não foge a regra, mas a moça canta muito e destaques não faltam como Knocked Out, Opposites Attract, a faixa título, Straight Up(cujo clip foi muito tocado) e One of the Order.
A moça lançou mais álbuns (alguns bons e outros nem tanto) e sumiu de cena, a última notícia dela é que era jurada num reality show norte americano.
Ah! Antes que você me pergunte, sim ela ainda está muito bonita!



PAULA ABDUL – HEAD OVER HEELS
EMI - NAC


Se Forever Your Girl era um álbum cheio de qualidades, o mesmo não posso dizer deste, pois a moça priorizou o lado mais dançante e o resultado não foi dos melhores.
O álbum começa bem com Crazy Cool (que mostra como serão as outras músicas) á exceção de My Love com influências de Dança do Ventre, mas a ousadia parou por aí, embora Under The Influence e Missing You sejam outros bons momentos.
Não que o álbum seja ruim, mas é que cai na mesmice em muitas partes, e se tratando de Paula Abdul, é muito triste, uma pena!


HARDLINE – DOUBLE ECLIPSE
BMG – IMP




Após o fim das atividades com o BAD ENGLISH, o guitarrista Neal Schon e o baterista Deen Castronovo (ambos JOURNEY) montam este novo projeto faziam um som bem americanizado, e muito legal, com destaque para o vocalista Johnny Gioeli (atual AXEL RUDI PELL) com uma voz estridente e o melhor, o moço sabia como usar a voz sem irritar.
Todas as faixas são contagiantes (inclusive as baladas), mas as “HARDS” são as melhores como Dr.Love, Hot Cherie, Bad Taste e Everything, que na segunda ouvida, você já está cantando o refrão.
A banda tempos depois e sem Deen e Neal lançaram outro álbum e um CD ao vivo e há rumores para um terceiro álbum de estúdio.



HANSON – UNDERNEATH
SONY/BMG – NAC



Vocês devem achar que o redator ficou louco por colocar esta banda na seção, mas a verdade é que estamos de um disco muito bom, basta as pessoas se livrarem do preconceito e ouvi-lo.
UNDERNEATH não foge do POP/ROCK de FM que a banda faz, mas a música é tão bem feita que logo você começa a cantar faixas como Dancin’ in the Wind, a balada Underneath, ou as agitadas Lost Without With Order, Get Up and Go, Crazy Beautiful, além do carro-chefe Penny and Me, que fez muito sucesso nas rádios e na MTV.
Outro grande destaque é o desempenho do trio, desde as composições e execuções das músicas, tudo em harmonia.
É como disse no começo, ouça sem preconceitos.


SAMANTHA FOX – GREATEST HITS
BMG – IMP



Que a moça é muito bonita, não há o que discutir, mas o resultado nesta coletânea é um balaio de gatos, pois abrange várias fases de sua carreira, que no começo era mais POP e depois fica mais HARD.
Mas vamos destacar os pontos positivos, que é a produção caprichadíssima, o encarte, com notas explicativas (uma pena estar tudo em japonês), e músicas como Nothing’s gonna Stop Me Now, I Only Wanna Be With You, Naughty Girls, Another Woman e Spirit of América e o negativo vai para uma versão bem fraquinha de Satisfaction dos Stones.
Embora a linearidade não seja o forte aqui, é recomendado para aquelas pessoas que curtem as “DIVAS” dos anos 80!



RITCHIE KOTZEN – ACOUSTIC CUTS
WET – NAC



Aproveitando a boa fase do ex-guitarrista do POISON e Mr. BIG
no Brasil, a gravadora WET solta boa parte de sua discografia em terras brasilis.
ACOUSTIC CUTS como o próprio título diz, é somente violão e voz com um bom resultado, onde o maior destaque é a voz de Ritchie, que lembra muito a de Chris Cornell (ex-SOUNDGARDEN e AUDIOSLAVE).
O álbum em si é bem linear e garante meia hora de música para acalmar e relaxar.
Ouça esta faceta deste guitarrista que merecidamente está ganhando maior reconhecimento.


DEBBIE GIBSON – BODY, MIND & SOUL
WARNER – NAC



Falar de Debbie Gibson é falar de música de qualidade, feita com dedicação e paixão e este disco parece até uma coletânea tamanha uniformidade das faixas.
Musicalmente o álbum vai numa linha um pouco mais dançante que no seu início de carreira, mas agrada logo de cara com Love or Money, Free Me e Shock your Mama, e claro, Debbie além de muito bonita, manda muito bem, me arrisco a dizer que este é seu melhor trabalho, que encerra com a belíssima Goodbye.
No Brasil, pouco se ouviu falar dela, mas ela continua lançando álbuns e continua bela como sempre.






BONFIRE – FIREWORKS
BMG – NAC




É com muito prazer que comento este que é um dos melhores discos de HARD ROCK de todos os tempos.
Apesar de alemã, a banda faz um som bem americanizado e se sai melhor que os próprios, mesclando guitarras mais pesadas e vocais não tão afetados e a receita não desanda.
E como em um bom disco do estilo tem faixas agitadas como Ready for Reaction, Never Mind, Sweet Obssession, American Nights, Don’t Get Me Wrong e Champion e melódicas como Sleeping All Alone, todas excelentes, com destaque para o vocalista Claus Lessmann com um timbre bem próprio.
Infelizmente, a banda não fez o mesmo sucesso dos seus conterrâneos do SCORPIONS, mas continua firme e forte lançando álbuns e fazendo shows.



TESTAMENT – LOW
ATLANTIC – IMP


Após duras críticas ao álbum anterior THE RITUAL e a debandada de dois membros, o vocalista Chuck Billy, o guitarrista
Eric Peterson e o baixista Greg Christian lançaram um dos seus melhores trabalhos.
Para acompanhar a trupe são recrutados o guitarrista James Murphy (êx-DEATH, OBITUARY) e o baterista John Tempesta(êx-EXODUS, WHITE ZOMBIE, atual THE CULT), que apenas gravou o álbum, mas que deixou sua marca mostrando muita técnica mediante a agressividade.
O bicho come solto nas faixas Low, Hail Mary, Dog Faced Gods, All I Could Bleed, que mostram uma banda mais extrema e coesa e que não havia perdido a melodia como na balada Trail of Tears (embora bem deprê).
Outro destaque são as guitarras de Peterson e Murphy, que não nos deixam sentir saudades de Skolnic.
A banda deu uma renovação ao THRASH, mesclando elementos do DEATH, resultando numa ótima fusão, ainda mais explorada no álbum posterior, DEMONIC.
Clássico de uma banda clássica, que ao contrário de algumas bandas do estilo, sempre se manteve fiel e com muita qualidade.



TYKETTO – STRENGHT IN NUMBERS
CMC – IMP



Se você pensa que hoje é que passamos em branco perante muitos lançamentos, saiba que esse problema vem de outros carnavais, e esta banda foi uma das que são quase desconhecidas por nós brasileiros, á exceção dos fãs de HARD ROCK.
Depois do aclamado debut DON’T COME EASY, a banda lança um trabalho mais maduro, mesclando baladas, momentos acústicos e hards pegajosos e o resultado disso são hinos como a faixa título, Catch my Fall, Standing Alone(bela balada de encerramento), Meet me in the Night(seria uma bela trilha “TEEN”), Rescue Me, All Over Me, entre outros.
Só que uma grande banda tem que ter um grande vocalista, e eles não possuem um, mas sim um dos melhores de todos os tempos, com um timbre poderosíssimo e próprio.
A banda chegou a fazer uma tour recentemente com essa formação, mas pouco se falou em volta definitiva, mas para a alegria dos fãs, Danny lançou um novo álbum chamado TRAVELLER, que remete á sua fase no TYKETTO.
Embora os álbuns sejam difíceis de encontrar, vale à pena procurar este registro



DEF LEPPARD - EUPHORIA
UNIVERSAL

Após o fracasso do álbum anterior SLANG, que mostrava uma banda mais moderna, os ingleses resolveram retornar ao velho estilo.
Mas EUPHORIA não se trata de um café requentado, tanto que é considerado o último grande álbum da banda, que é uma mescla dos excelentes ADRENALIZE (+) e HYSTERIA (-), com umas modernidades aqui e ali, onde mais acertam do que erram.
Com uma excelente produção (a cargo de Pete Woodroffe), a banda entra com o jogo ganho, com a “trinca” Demolition Man(com participação do êx-piloto Damon Hill), Promises(que fará as pessoas lembrarem de Love Bites), Back in Your Face, só que EUPHORIA é muito mais do que uma boa seqüência e até as experimentações são destaques como 21st Century Sha La La Girl, onde os caras mesclam bases dançantes com um refrão “SUPER BONDER” que fica impossível não cantar.
Antes de encerrar a resenha, destaco também a dupla de guitarristas Vivian Campbell (êx-DIO e WHITESNAKE) e Phil Collen (êx-GIRL), que fazem solos criativos e em muitos momentos esbarram na NWOBHM.
Após EUPHORIA, a banda lançou o álbum X, e o álbum de covers YEAH (ambos perdem em qualidade para este aqui), e está para começar a gravação de um novo álbum de estúdio.




ANGRA – REBIRTH
PARADOXX – NAC


Como o título diz, REBIRTH é um renascimento para a banda que após uma reformulação retorna com este álbum que embora não traga nada de novo ao estilo, tem qualidade.
Os novos membros Edu Falaschi (V, êx-SYMBOLS e MITRIUN), Felipe Andreoli (B, KARMA) e Aquiles Priester (D, HANGAR), mostram muita competência ao lado dos guitarristas remanescentes Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, embora com um “TIME” desses, se esperava bem mais.
Vale destacar a faixa-título, Acid Rain e Nova Era.
Um bom álbum, que mostrou que esse time faria álbuns muito melhores como os posteriores TEMPLE OF SHADOWS e AURORA CONSURGENS.


ACID STORM – BIOTRONIC GENESIS
HELLION – NAC



Um dos mais criativos álbuns do THRASH BRAZUCA, que trazia muitos riffs criativos vocais agudos e tudo embalado numa temática futurista.
A banda deu uma cara nova na já saturada cena THRASH com os ingredientes citados anteriormente, mas não dá para não citar o vocalista Mário Pastore (atual DELPHT), que com seu vocal mais HEAVY deu um estilo próprio á banda.
Os destaques são Hungry for Life, Biotronic Mechanization (com participação de Bozó do OVERDOSE), Metal Beasts, Last Days of Paradise e Star Lost(ambas uma espécie de PROG THRASH), que apesar de longas, não cansavam o ouvinte.
Uma pena que após este lançamento, a banda foi definhando até encerrar suas atividades.


BAD ENGLISH – BAD ENGLISH
SONY/BMG – IMP


Como as coisas no JOURNEY não estavam boas (conflitos de EGO entre os músicos), cada um foi para um canto com seus projetos.
Neal Schon e Jonathan Cain, guitarrista e tecladista respectivamente montam esta banda que embora lembre o JOURNEY em alguns momentos, vai numa direção mais AOR/POP a lá PETER CETERA/CHICAGO graças ao timbre do vocalista John Waite, que é bem nesta linha, como em Price of Love, Possession e Tough Times Don’t Last e Don’t Walk Away.
Enfim, um álbum muito gostoso de ouvir de uma banda que lançou ainda o álbum BACKLASH e um tempo depois acabou.


CINDERELLA – NIGHT SONGS
POLYGRAM – NAC



Em seu debut, a banda apostava em um HARD ROCK sujo, direto, com poucas melodias e um vocal ardido (a cargo do também guitarrista Tom Keifer).
Mesmo sem muitas variações, o disco empolga e vale a audição, destaque para as faixas Nothing for Nothing, Hell on Wheels, Somebody Save Me, In from The Outside, Back Home Again e a balada Nobody’s fool.
Um bom debut que mostrava uma carreira vitoriosa para a banda.


CINDERELLA – STILL CLIMBING
POLYGRAM – NAC


Quinto e último trabalho de estúdio que a exceção dos vocais, nem parece à mesma banda.
O som sujo de antes deu espaço a algo mais elaborado e com muita influência do COUNTRY, fazendo um dos melhores discos da história do HARD ROCK, resultando em músicas certeiras, como as pesadas Blood from The Stone, Freewheelin, All Comes Down e a faixa título, mas são nas baladas que ganham o jogo como nas belíssimas Hard to Find The Words, The Road’s Still Long e Through The Rain, um maravilhoso COUNTRY/POP.
Vale lembrar que foi o último disco com o baterista Fred Coury, que tocou apenas na faixa Hot & Bothered, sendo substituído no disco por Kenny Aronoff(MICHAEL SWEET, TWO FIRES, entre outros).
Uma pena que a banda não está mais na ativa, ainda mais com tanta porcaria no meio musical...




VOLKANA – MINDTRIPS
RADICAL – NAC



Que bordoada esse segundo álbum desse quinteto feminino (á exceção do batera)!
Influências THRASH (principalmente da vocalista Claudia, a lá Phil Anselmo) tomam conta e o que temos são músicas fortes, feitas para bangear, como Same Old, Mindtrips, Living Hell e On Your Own, temos também a balada When 2 R 1(que tocou muito na MTV) e o final inusitado com o cover de Whole Lotta Love(LED ZEPPELIN), que ficou bem legal.
Infelizmente nos anos 90, as coisas não andavam boas para o METAL e a banda encerrou as atividades, mas há rumores que a banda está retornando á cena, e se isso for verdade, nós agradeceremos!



OVERDOSE – CIRCUS OF DEATH
COGUMELO – NAC



Vocês devem estar pensando por que esse cara colocou no fim a mesma banda do começo…
... Foi uma forma de homenagem a eles que mereciam uma maior visualização.
Neste trabalho de 1992, eles “assumem” de vez o THRASH mostrando um trabalho coeso e elaborado (na linha EXODUS do FORCE OF HABIT e DEATH ANGEL), com destaque para as linhas vocais de Bozó e as guitarras de Cláudio David e Sergio Cichovicz, alternando ótimos riffs e solos.
O álbum abre com a poderosíssima Zombies Factory, mantendo o ritmo com Children of War e Dead Clows até chegar a Powerwish, onde toda a banda dá um show, além do encerramento com a cadenciada Beyond my Bad Dreams.
A única crítica negativa vai para a capa e o encarte da versão em CD, pois não há uma foto da banda e a capa dessa versão perde (e muito) para a do vinil.
Embora no início dos anos 90 poucas bandas lançavam discos, havia muita qualidade e honestidade.


RESENHAS: JOÃO MESSIAS