28 de dezembro de 2011

2011: PARA FICAR NA MEMÓRIA ...

Não poderia de deixar de escrever essas considerações finais sobre este ano!

Só tenho que agradecer a todos os amigos do Universo do Rock And Roll pelas coisas boas que ocorreram, seja devido aos shows (que aconteceram aos montes), as novas amizades conquistadas e os antigos que permanecem até hoje!

E principalmente pelo ano maravilhoso do blog, pois desde julho (mês de aniversário) os acessos aumentaram muito e vem se mantendo constantes. E com esse feito o blog conseguiu algo que era buscado desde a sua fundação em 2007: Ser um veiculo consolidado no cenário Rock/Metal!

Claro que agora é a hora de manter essa crescente, e já nos primeiros dias de 2012 teremos matérias especiais, aguardem que todos irão curtir!

Abraços a todos, um feliz Ano Novo e nos encontramos em 2012!

9 de dezembro de 2011

MAYAN E MELLINNE: AGRESSIVIDADE COM TOQUES FEMININOS

Mark Jansen (MaYaN)
Foto: João Messias THE ROCKER
O Mayan é um superprojeto que conta com membros e ex membros das bandas Epica, After Forever, Delain, entre outras, lançou neste ano o álbum Quarterpast, que consegue unir elementos do Progressivo e Metal Extremo (o que não é surpresa, pois ambas as bandas foram adicionando estes elementos com o tempo), mesclando passagens densas com alguns interlúdios operísticos. Tudo com muita coesão e sensibilidade, tendo uma música forte, intensa e intrincada, e que merece ser ouvido com toda a atenção.

 A tour que passaria por outros estados como Curitiba e Rio de Janeiro, teve como único show este realizado em São Paulo, dia 26 de novembro, no já tradicional Carioca Club, que de uns anos para cá vem sendo o reduto da nação de Rock/Metal em São Paulo.
Cheguei por volta das 18h30, e a banda de abertura, Mellinne, de São José dos Campos já fazia o seu show, que mostrou um Metal Melódico/Progressivo bem estruturado, que se destacou pelo entusiasmo dos seus músicos e pela beleza da vocalista Christie Mary.

A banda levou músicas próprias e uma boa versão para The Trooper, dos britânicos do Iron Maiden, e que apesar do pouco tempo e do som não estar tão bom, conseguiram passar bem o recado.

Passados poucos instantes, o MaYaN iniciou a sua apresentação, e era visível o entusiasmo dos músicos, principalmente Mark Jansen, que nesta apresentação atuou apenas nos vocais, e se mostrou um excelente frontman, com uma postura insana, agitando sem parar e esbanjando potência nos vocais ora berrados, ora guturais, com o público (que compareceu num ótimo número) respondendo a altura. Mas o que estava bom ficou muito melhor quando entraram no palco as divas Floor Jansen (After Forever), Simone Simmons (Épica), Laura Macri, e o vocalista Henning Basse (Metalium, Sons Of Seasons) com seu visual Jack Sparrow, onde cada um ao seu estilo deu um contraste todo especial a apresentação.


Floor Jansen (MaYan)
Foto: João Messias THE ROCKER

E a apresentação caminhava para ser uma das melhores do ano, pois as músicas soam mais brutais e diretas, como Symphony Of Aggression, The Savage Massacre, Quarterpast e Course Of Life, que deixaram muitos headbangers com os pescoços doloridos com sons tão fortes e intensos, com destaque para a alternância de vozes entre Jansen e Basse, esse numa linha próxima do Metal Tradicional e o trio feminino auxiliando nos backing vocals e em algumas linhas principais.
Em Essenza de Ti, era a hora de Laura Macri mostrar seus dotes operísticos, que deixou muitos marmanjos babando pelo seu vozeirão e pela sua beleza. E após esse momento mais tranqüilo, a banda mandou Celibate Aphrodite, que depois entrou para um momento diferente do show, quando Henning Basse mostrava a camiseta do Iron Maiden, e aí a dica foi dada com a banda mandando um medley da Donzela de Ferro, com trechos de The Number Of The Beast, The Trooper, Fear Of The Dark e Run To The Hills, que embora tenham sido executadas com maestria, com direito a bumbos duplos do baterista Arien Van Weesenbeek, e de ter levado o público ao delírio, achei desnecessário levarem esses covers. Poderiam ter levado sons do Metalium, visto que a mesma tem muitos fãs por aqui!

Mas após esse momento nostálgico, a banda caminhava para o final da primeira parte da apresentação com Bite The Bullet e Drown The Demon, onde a banda saiu ovacionada, aliás, a resposta do público ao som da banda era algo digno dos gigantes do Rock.

E no bis, claro, Laura Macri nos brindou com mais um pouco da sua voz e beleza em O Sole Mio, e depois as pedradas Way On Terror (que possui um clipe de fortes emoções) e Sinner's Last Retreat, já com todos os integrantes no palco.

Mas ainda tinha mais, e para infartarem os fãs do Épica, o tecladista dá lugar a e Simone Simmons vem a frente do palco para executarem Cry For The Moon, numa versão mais pesada. Só que a apresentação ainda contou com Floor Jansen cantando Follow In The Cry do After Forever, mostrando que os problemas que a vocalista teve no passado foram superados e sua voz continua excelente!
Simone Simmons (MaYan)
Foto: João Messias THE ROCKER

E infelizmente chegou ao fim a apresentação dessa superbanda, que pelo material apresentado em Quarterpast e pelo poder de sua apresentação, tem que continuar a sua história lançado discos e fazendo tours.

Só fica um recado, assim como o público fez muito bem a sua parte neste show, nós como pessoas que apóiam o Metal Nacional, devemos fazer o mesmo em apresentações com as bandas nacionais como a, Ecliptyka, Shadowside, Torture Squad, Diafanes, Korzus e muitas outras.

6 de dezembro de 2011

CURSO DE MARKETING PARA BANDAS: AQUI NINGUÉM FICA DE EXAME

Imagem extráida do site:
http://www.topcomcursos.com.br/
Na primeira vez que fora realizado o curso, tinha ficado muito chateado por não ter conseguido ir, mas quando soube que aconteceria novamente, tratei de fazer logo a minha inscrição e pensei comigo: a hora chegou!

Depois de um mês de ansiedade, veio o grande dia, e posso lhes garantir que o conteúdo direcionado ao curso é algo excelente não apenas para as bandas, mas para todos que querem seguir carreira no rock, seja na área de Assessoria de Imprensa, Publicidade, Fotografia e Jornalismo, até porque nem todos os fãs do estilo pensam em montar uma banda.

O curso foi dividido em duas partes nas quais eu chamo de Razão e Emoção, onde a primeira, a "Racional" foi com o Publicitário Alan Albuquerque, produtor do programa To No Palco, onde o mesmo explicou sobre as etapas de Planejamento, Criação de um Nome, algumas coisas de marketing, onde foi mostrada inclusive a Analise Swot (quem estudou Planejamento sabe do que estou falando), importância do uso das cores, fotos, além da coisa mais importante: o profissional tem de ser um empreendedor, e seguir com a sua banda, projeto, revista como um modelo de negócio!

Só que o interessante é que todo esse conteúdo foi passado de uma forma clara e transparente, onde até quem não viu este tipo de matéria anteriormente conseguir gravar sem traumas.

Já a segunda parte, a "Emocional", foi aplicada por Fabrício Ravelli, e um dos diretores do programa To No Palco, além de ser baterista da banda Imbyra, além de ter feito parte das bandas Hirax, Salário Mínimo, Scars, Harppia, entre outras, contou de sua experiência de quatro anos no exterior, onde pode perceber o porque das bandas independentes conseguem viver lançando seus trabalhos e ao contrário do independente no Brasil, lá fora as bandas VIVEM de sua música, e não SOBREVIVEM.

Outro aspecto interessante abordado pelo músico e empresário foram o Big 4, explicando o porque das bandas terem feito este grande acontecimento do Thrash mundial, não apenas por dinheiro, mas pela União para que este grande evento ocorresse, e que isso deveria servir de exemplo para a cena nacional, lembrando alguns conceitos do Cooperativismo, além da idéia  sobre as bandas de diferentes regiões do país criarem um intercâmbio entre elas.

Enfim, as dicas deste curso foram muito importantes, pois falando por mim, mesmo estando há muitos anos no meio, sempre escrevendo, acompanhando shows e trabalhos de bandas mainstream e underground, percebi que algumas coisas importantes eu havia deixado de lado e outras eu não estava fazendo da forma correta, o que me deixou muito animado para levar este blog de maneira mais profissional e com mais atenção aos detalhes. Como é bom rever certos conceitos...

Para encerrar é interessante dizer duas coisas: que o curso é altamente recomendado as pessoas que vêem a música muito mais que diversão e sim um modelo de negócio e que os professores sisudos das universidades deveriam se conscientizar que os rockers com seus cabelos compridos e roupas pretas podem sim ser grande empreendedores!

Se você quiser saber mais, entre em contato através dos links abaixo:

21 de novembro de 2011

ZUMBIS DO ESPAÇO: HOMENS VIVOS QUE CONTAM HISTÓRIAS

Zumbis do Espaço
Foto Extraída do Facebook
Por João Messias THE ROCKER

Conhecidos por sua mescla inteligente de Punk Rock, Psychobilly, Country e Metal, que alia uma temática que fala de morte e sangue, mas com um fundo de verdade, tem em trabalhos como Aqui Começa O Inferno e Destructus Maximus seus pontos altos na carreira, pois os trabalhos possuem muita energia e podem ser ouvidos diversas vezes sem enjoar.

E nessa entrevista feita com o vocalista Tor, ele nos contou de coisas do passado, presente e futuro da banda como vocês podem acompanhar nas linhas abaixo!

NEW HORIZONS ZINE: Como é a primeira entrevista com a banda, vou começar perguntando do passado até chegarmos ao presente. Os Zumbis do Espaço tem uma sonoridade bem particular, uma mescla de Psychobilly, Punk Rock, Country e Metal. Quando vocês formaram os Zumbis, como foi desenvolver esta sonoridade?
Tor: Na verdade, foi natural, pois todos nós somos e éramos psicopatas de musica, gostávamos de vários tipos de musica e estilos, e fomos incorporando essas sonoridades as nossas influencias básicas que eram primeiramente bandas de Rock básico. Acho que chegamos ao nosso som no disco “Abominável Mundo Monstro” de 1999.

NHZ: E além da sonoridade, o que chama a atenção são as letras, que falam de sangue, morte, vampiros, baseada naqueles trash movies, mas sempre com um fundo de verdade. A intenção desde o início era ter essa mescla de sarcasmo e critica?
Tor: No começo, acho que queríamos só chocar e soar os mais insanos possíveis, mas o lance critico e do amadurecimento das letras veio com o tempo, acho que a partir do “Aberrações que somos” de 2002, passamos a compor melhor e nos expressar melhor aliando a insanidade com a realidade.

NHZ: O álbum Aqui Começa o Inferno mostrava uma nova faceta da banda, pois apesar da influência country sempre estar do lado da banda, vocês utilizaram instrumentos "reais" do estilo, como banjo, dobro, etc, que foram executados pelo convidado Joziel Wagner. Como surgiu esta idéia e se chegaram a pensar em efetivá-lo nos Zumbis.
Tor: O Joziel é amigo nosso há mais de 20 anos, é o melhor guitarrista que eu conheço, e sua presença sempre enriquece muito musicalmente, na época já tínhamos feito 3 albuns de estúdio e 2 ao vivo, vínhamos numa crescente com discos como Abominável, Aberrações, estávamos cada vez mais conhecidos e ao mesmo tempo ouvindo muita musica Country, eu queria fazer um álbum musicalmente superior aos outros e uma coisa que eu sentia muito desde a saída do Cromo era a falta de solos e arranjos nas musicas do Zumbis. Então eu convidei o Joziel pra ir para o estúdio com a gente, e acho que fizemos um grande disco, ele também tocou em todos meus discos solos e gravou varias guitarras no “Destructus Maximus”. Quanto a efetivar ele na banda sabíamos que era inviável, pois ele é muito ocupado e tem muitos compromissos como musico de estúdio e ao vivo em diversas bandas.

NHZ: Tor, e paralelamente aos Zumbis, você tem uma carreira solo mais voltada para o Country, como andam os trabalhos e como os fãs do Zumbis reagiram a eles?
Tor: Acabei de lançar meu terceiro disco solo, ele se chama “Quando se perde a Razão” e agora tenho uma banda muito boa pra me acompanhar, a partir de 2012 estaremos fazendo shows, quanto aos fans do Zumbis uns gostam e outros não, mas eu não me pauto por isso para fazer musica. Portanto não me influencia o que os outros pensam. Mas é lógico que eu fico satisfeito quando gostam e entendem esse trabalho.

NHZ: E apesar de lançarem álbuns com regularidade, o forte de vocês são as apresentações ao vivo, que já foram registradas em CD e DVD. O que representa para vocês estar em um palco?
Tor: O palco é aonde a mágica acontece, é o divisor de águas de uma banda, é a prova final, e onde poucos sobrevivem. Eu sei que em muitas noites fomos realmente matadores em cima do palco e acho que é por isso que estamos ai até hoje.

NHZ: Falando em apresentações, vocês fizeram há pouco tempo apresentações com a formação clássica. Como pintou essa oportunidade e qual a reação dos fãs ao ver este line up em ação?
Tor: Essas apresentações foram fantasticas. A maioria dos fãs do Zumbis, nunca puderam ver essa formação ao vivo, pois Cromo saiu da banda logo após a gravação do Abominavel, e não chegou a fazer a tour do album, e justamente foi esse álbum que nos levou a um publico muito maior, e o Cromo passou a ser uma especie de Lenda, pois ninguem nunca mais soube dele, ele se afastou da musica e só o reencontrei anos mais tarde quando eu chamei pra ele fazer alguns shows com a minha banda solo. Nessa época muitos fãs mais novos do Zumbis vinham com os discos da epoca pra ele autografar, e tambem não podemos esquecer que essa formação foi responsavel por albuns como a Invasão, Abominavel e os 3 EP's. Era o mínimo que a gente podia fazer em reconhecimento ao Cromo e aos nossos fãs.

NHZ: Vocês lançam seus trabalhos pela Thirteen Records. Como é a relação com o selo após tantos anos?
Tor: É ótima! Temos controle sobre nossa musica e todos nossos lançamentos, fazemos o que queremos e quando queremos. Não tem porque mudar.

NHZ: Vou citar fatos marcantes que aconteceram com a banda durante esses anos e queria sua opinião a eles:
• Morte de El Phantasma
• Shows com Marky Ramone
• Tributo ao Garotos Podres
• Apresentação na Virada Cultural em Santo André

Tor: A morte do El Phantasma foi muito triste, não só pela banda, mas por ele ser uma pessoa incrível, era novo e um excelente musico, tinha a vida toda pela frente e sofreu um acidente que ninguém teve culpa, mas afinal, são coisas que acontecem na vida.
Os shows com Marky foram legais, pois foi a primeira vez que viajamos em um esquema de turnê e tocando com um Ramone, o ver tocar toda noite realmente foi especial.
O Garotos Podres, das bandas desse estilo e época é a que eu mais gosto. Fizeram grandes musicas e são muito bons ao vivo. Fui convidado pelo Português, o baterista original do GP, para participar do tributo. Poderia ter escolhido qualquer musica deles, mas escolhi Verme porque a letra tem a ver com o Zumbis.
Adoramos tocar no SESC, a estrutura é sempre excelente e o publico que vai sempre é legal, é uma honra tocar em um evento como a Virada Cultural, e naquele dia tivemos a companhia do Zé do Caixão. Foi demais...

NHZ: Para encerrar, em 2010 os Zumbis fizeram 15 anos de estrada! O que podemos esperar dos Zumbis para o ano que vem?
Tor: Fizemos 15 anos em 2010, para 2012, esperamos lançar um novo disco de estúdio, já temos algumas musicas e queremos fazer algo realmente especial, fora isso é continuar tocando e encontrando os fans pelo País.

16 de novembro de 2011

ONSLAUGHT: O ENCONTRO DAS FORÇAS METALICAS NO ABC

Onslaught, Bywar, Blasthrash e Necromesis
Local: Central Rock Bar
Data: 02/11/2011

Por João Messias THE ROCKER

O Onslaught é um quinteto inglês que iniciou a sua carreira nos saudosos anos 80, e nesta década lançou três trabalhos: Power From Hell, The Force e In Search Of Sanity, este último inclusive contou com os vocais de Steve Grimmett (Grim Reaper). Mas após este trabalho a banda congelou as atividades, voltando no século 21,e no novo milênio lançaram três trabalhos dignos de nota: o CD ao vivo Live Damnation e os álbuns de estúdio Killing Peace e Sounds Of Violence, que mostram uma banda mais versátil, pesada e agressiva, que não teve medo de atualizar a sua música e limar os excessos do passado, fazendo desses novos registros seus melhores trabalhos!

E fezlizmente a tour dos ingleses não apenas passou pela capital e interior de São Paulo, como brindou os headbangers do ABC com uma das melhores apresentações ocorridas nesta ano, que ocorreu no Central Rock Bar, que numa iniciativa da produtora Seven Stars Management, que já trouxe bandas do exterior como God Dethroned, Elexorien, Besatt, Paul DiAnno, trouxe neste dia de finados o melhor do Thrash/Death Metal, que saciou a todos os fãs que estavam sedentos por música pesada de qualidade.

Necromesis
Foto: Katia Bucci
Chegando no local, as expectativas se concretizaram, pois apesar do pequeno atraso, ás 18 horas começou a apresentação da primeira banda da noite, o trio do ABC Necromesis, que foi uma grande surpresa, pois apesar de serem a única banda que não era Thrash , eles fazem um som que agrada em cheio os fãs deste estilo, pois eles praticam o que se chama de Technical Death Metal com muitas quebradas e virtuosismo, mas tudo em favor da música. Nesta apresentação eles tocaram sons de seus dois EP's, com destaque para os sons do novo trabalho, chamado Evolving To An Underworld, lançado há pouco tempo, que mostra uma múisica ainda mais técnica, porém com flertes com outros estilos, como o Heavy e o Progressivo, que se tiverem as merecidas oportunidades, vão dar o que falar!

Outro grande ponto a favor dos caras foi o cover, na verdade um medley instrumental com faixas do Rust In Peace (Megadeth), uma escolha bem pensada, e encerraram a apresentação com Demonic Source do primeiro EP, The Dark Works Of Art.

Blasthrash
Foto: Katia Bucci
A banda seguinte, o Blasthrash foi outra grata surpresa, pois eu não conhecia o som dos caras, e ao vivo eles impressionam, pois musicalmente eles vão num encontro do Crossover de bandas como SOD/MOD com o Thrash de bandas irreverentes como Sacred Reich e que apesar de terem uma postura bem descontraída, o som é muito bem executado, tendo inclusive direito a "paradinhas" e solos dobrados a lá Anthrax, ou seja, o negócio é bom mesmo!

E fizeram o público agitar muito (que desde a primeira apresentação já estava em bom número) com sons de seus dois trabalhos e uma versão muito bem vinda para Piranha do Exodus, que contou com muitas meninas bangeando neste som. Além da apresentação, outra coisa que chamava a atenção era o jeito que o vocalista Dario Viola ficava agitando, pois devida a sua postura insana, seus cabelos grudavam no teto do palco! Me veio na cabeça aqueles clipes antigos do MOD (banda de Billy Milano, êx-SOD), que combinou muito com a apresentação dos caras...hilário!

Bywar
Foto: Katia Bucci
Depois de alguns ajustes no som, o Bywar iniciou a sua apresentação, e como fazia mais de uma década que eu não assistia a uma apresentação da banda, percebi a grande evolução que os caras tiveram com o passar dos anos, pois embora o quarteto sempre tenha demonstrado qualidade, era muito preso as suas influências (principalmente do Thrash alemão) e hoje temos uma banda madura e competente musicalmente, com vocalizações corretas e um instrumental bem trabalhado, e com isso a banda não só manteve o pique da apresentação anterior, como colocou fogo no Central, com os moshes comendo soltos.

E esse pique foi mantido até o final com Thrashers Return, com a banda sendo ovacionada pelo público! Eu não posso mais ficar doze anos sem assistir a uma apresentação dos caras!

Onslaught
Foto: Katia Bucci
Já passavam das 21:30 quando o Onslaught começou a sua apresentação, onde podemos dizer que os caras mostraram o que é Thrash Metal, onde não é necessário um palco gigantesco, pirotecnia, apenas cinco caras com “sangue nos olhos”, que aliadas a muita técnica, coesão e agressividade fizeram uma das melhores apresentações internacionais ocorridas neste ano.

Repetindo o que eu disse lá atrás, este recesso só fez bem aos caras, pois comparado aos discos do passado, a banda deu um salto gigantesco, como pude presenciar ao ouvir como Killing Peace, Planting Seeds Of Hate, Born For War e Sounds Of Violence, que mostraram que esta formação é muito forte e intensa, e que o vocalista Sy Keeler é a voz da banda, seja nas vozes rasgadas, guturais e até em sua voz “normal”, que é digna dos melhores locutores de telejornais de horário nobre.

Onslaught
Foto: Katia Bucci
Só que haviam muitos bangers (como eu) que queriam ouvir os clássicos do passado e posso dizer que eles nos brindaram com as emocionantes Let There Be Death, Metal Forces (onde este escriba simplesmente deixou de escrever para ir bangear), Demoniac, Flame Of The Antichrist, Shellshock (única do In Search Of Sanity) e Power From Hell a última antes do bis, que teve de ser reiniciada graças a um banger mais empolgado que subiu no palco e acabou atrapalhando os músicos, mas como dizem por aí: “ Isso é Metal”

Antes de ir para o bis, duas coisas devem ser ditas: que as músicas antigas estão adaptadas a nova fase da banda, ou seja, mais diretas e sem aqueles flertes com o Metal Tradicional, o que não foi problema algum, tamanha a resposta do público, além de perceber como o álbum The Force (1986) é cultuado pelos Headbangers, por ter tido quatro sons executados pela banda.

Depois de Power From Hell, a banda começou o bis, onde destaco a versão para Bomber (Motorhead) que está presente no seu mais recente trabalho, um verdadeiro tributo a Lemmy e seus asseclas.

Onslaught
Foto: Katia Bucci
Depois de pouco mais de uma hora de show, era encerrada a apresentação dos ingleses, que com certeza deixarão saudades, e após a apresentação era possível tirar fotos com todos os integrantes da banda, e não só dos caras, pois o legal de celebrações como essa, você sempre encontra personalidades do Metal, como os caras de bandas como Woslom, Executer, Midnightmare, Korzus, Retturn, Seventh Seal, entre outras!

Mais uma vez tenho que agradecer a todos que puderam tornar isso possível: ao Tiago (Seven Stars Management) por trazer o Onslaught para Santo André, ao pessoal do Central por ceder o espaço, as bandas pelas ótimas apresentações, aos headbangers por terem comparecido e a você que acredita que o Heavy Metal é uma fonte rica de cultura e informação. Obrigado mesmo gente, pois apesar de quase 20 anos de cena e mais de 30 nas costas, eu ainda me emociono com essas coisas!

25 de outubro de 2011

FABIO CABRAL: ARTE EM TRAÇOS E CORES

The Rocker 2011
Desenho feito por Fabio Cabral
Por João Messias THE ROCKER

Fabio Cabral, 28 anos, fã de várias tendencias do Rock/Metal , que tem como bandas favoritas Beatles e The Who, e além do bom gosto para a música, é dono de uma habilidade que muitos tentam fazer e poucos conseguem, que é desenhar bem!
Seu estilo tem como referências Aragonés, Will Eisner, Simon Bisley, entre outros, mas que ruma num encontro entre a charge e a caricatura, porém sem ir para o lado do escracho.

Depois de "treinar" seu estilo com seus colegas, é a hora de mostrar este dom para um maior número de pessoas, e nós do NEW HORIZONS estaremos ajudando na divulgação do seu trabalho, tendo como "modelo" quem escreve essas linhas!

Atenção sites, revistas e bandas, quem se interessar pelo trabalho do artista (que futuramente estará ingressando em desenho científico) seguem os contatos:
E-mail: frctc@gmail.com
Orkut e MSN: slipknot_fabio@hotmail.com
Cel.: 8055-4825
Blog: Em construção

22 de outubro de 2011

IZA RODRIGUES: MENINA HEADBANGER

Por João Messias THE ROCKER

Menina Headbanger é um portal que como o próprio nome diz aborda além do Heavy Metal assuntos relativos ao mundo feminino, mas de uma forma sutil e tranquila que conseguiu ter como fãs alguns fãs.

E nessa entrevista, a mentora do portal nos conta dos temas abordados no site, cena underground e muito mais:

Iza Rodrigues
Divulgação
New Horizons Zine: Iza, como você conheceu o Rock/Metal e quando percebeu que o som não era apenas uma distração e sim algo que te acompanharia dia a dia?
Iza Rodrigues: Eu cresci ouvindo meu pai cantar músicas do Raul Seixas, Legião Urbana e outras bandas de Rock nacional, mas só comecei a me interessar por coisas mais pesadas por volta dos 11 anos. Nessa época eu conheci bandas de Hard Rock, me apaixonei por Guns N' Roses, e daí por diante fui conhecendo bandas de outros estilos. Comecei a frequentar bares e shows, a construir amizades com headbangers e mais pra frente, andar no visual. E quanto mais o tempo passava, mais eu tinha certeza de que tinha me encontrado. Ali, naqueles lugares, com aquelas pessoas, com aquelas roupas, conversas. Aquelas músicas. Definitivamente eu me sentia feliz com aquilo. E não foi nada momentâneo. Cresci, amadureci, me formei, tive uma filha e a sensação ainda é a mesma. O Heavy Metal me completa. Mas como uma pessoa pode gostar tanto, se doar tanto pra um estilo de música? Oras, todas as pessoas se doam a algo. Muitos se doam a uma religião, alguns a um time de futebol, outros preferem se afundar no trabalho. Eu escolhi a música, a arte!

NHZ: Visto que a maioria das pessoas parte para montar bandas, por que criar um veículo para divulgar o Rock/Metal?
Iza: Talvez por falta de talento (risos). Mas na verdade, há anos atrás, todos as noites de domingo eu ouvia atentamente o Programa Backstage, do Vitão Bonesso, na época veiculado na Rádio Brasil 2000 e achava tudo aquilo fantástico. Um programa de rádio dedicado ao Heavy Metal! Era demais! E decidi que queria isso pra minha vida. Por causa desse bendito programa, me formei em Rádio e Tv, mas devido a esse nicho do mercado ser muito fechado e ter remuneração ruim, tive que adaptar meu sonho juvenil (risos), daí veio a idéia de montar o Menina Headbanger, que diferente de vários sites, não é sobre Metal Feminino, eu não falo sobre mulheres que FAZEM Heavy Metal, e sim sobre mulheres que GOSTAM de Heavy Metal. É diferente.


NHZ: Eu estava passeando pelo site, vi que ele vai além dos veículos do estilo, pois além da música pesada, o Menina Headbanger, como o próprio nome diz, fala de assuntos femininos. Como vocês definem a escolha dos temas para publicação?
Iza: Os temas estão todos no visual dos headbangers. O que eu faço é destrinchar e falar por partes, mas tudo ali vem de observar o modo que essas pessoas se vestem e em como as mulheres adaptam coisas antes utilizadas só por homens.


NHZ: Ainda sobre os temas, algum que já fora publicado gerou polêmica?
Iza: Sempre tem os fãs mais extremos e que não aceitam essa junção de temas, aparentemente tão distintos, do Menina Headbanger. Um post sobre o visual Thrash Metal [http://www.meninaheadbanger.com.br/2011/08/coletes-e-e-patches.html ] deu uma pequena polêmica nos comentários, mas enquanto o debate for respeitoso, eu acho válido e necessário.


NHZ: E por ser um veículo que tem como público as headbangers, o que os homens comentam sobre o Menina Headbanger?
Iza: Isso é algo bem interessante. Apesar de ser voltado as mulheres, eu recebo muitas visitas e comentários de homens (nos posts relacionados a música) e tenho tido um feedback muito positivo. A maioria elogia a iniciativa e me ajuda a divulgar o espaço. Os ‘trolls’ por enquanto são minoria.


Iza Rodrigues
Divulgação
NHZ: A ênfase do site é apoiar/divulgar principalmente o metal nacional, que de alguns anos para cá, não deve em nada as bandas do exterior, desde o nível dos músicos, até a produção e confecção dos seus discos, tendo bandas como Sepultura, Shadowside, Hangar, Korzus e Mindflow como maiores nomes do estilo hoje. Mas que apesar do apoio de algumas pessoas, a maioria prefere apenas cultuar o que vem de fora. Você acha que um dia as pessoas se conscientizarão que se não valorizarmos a nossa própria cena, seremos responsáveis pelo enfraquecimento e até a extinção da mesma. Queria que você comentasse sua opinião sobre isso.
Iza: É verdade, o Heavy Metal Brasileiro em nada deve a bandas estrangeiras. Mas acho que o que as bandas tupiniquins precisam é de espaço para mostrar seu trabalho, e não digo isso só em relação a aparecer em sites e revistas do gênero, mas se por exemplo, se os donos de bares e casas de show dessem preferência, em ao menos discotecar bandas nacionais, já seria uma forma das pessoas conhecerem a música.
Se um dias as pessoas se conscientizarão? Não sei, mas eu torço pra que isso aconteça! Temos ótimas iniciativas no momento, como a luta para termos o Dia do Heavy Metal Nacional e a produção do documentário Brasil Heavy Metal, que fará com que mais pessoas conheçam um pouco da nossa música, além de sites, web rádios etc. A cena pode ser fraca, mas se extinguir jamais.

NHZ: Citarei algumas bandas com mulheres em sua formação e queria a sua opinião a elas:Shadowside, Sacrified e Ecliptyka
Iza: Sacrified: Minas Gerais como sempre, berço de ótimas bandas de Heavy Metal! Kell Hell é outra ótima vocalista e espero que o Sacrificed alcance o espaço que tanto merece. Ecliptyka: A voz da Helena Martins é doce e um pouco mais aguda que das demais cantoras citadas aqui, mas nem por isso a banda abre mão do peso, o que é louvável, já que boa parte das cantoras com esse tipo de voz, cantam em bandas de som mais cadenciado e meloso, o que não é o caso do Eclyptyka, que sabe equilibrar bem o peso e a melodia.

NHZ: Muito obrigado pela entrevista! Deixe uma mensagem aos leitores desta publicação!
Iza: Eu que agradeço pela oportunidade!
Acessem o Menina Headbanger para conhecer um pouco mais da cultura das pessoas que gostam de música pesada!
www.meninaheadbanger.com.br

11 de outubro de 2011

NECROMESIS: LANÇAMENTO DO NOVO EP E ABERTURA PARA ÍCONE DO THRASH

Por João Messias THE ROCKER
Flyer do Show
Divulgação

A banda Necromesis, formada por Victor Prospero (Vocal/Baixo), Daniel Curtolo (Guitarra/Vocal) e Gil Olivieira (Bateria) lançou neste ano o EP Evolving To An Underworld, que além de elevar o seu nível musical, tem tudo para conquistar novos fãs.

Evolving To An Underworld se mantém na linha Technical Death Metal, praticada pela banda, mas percebe-se maiores influências do Heavy/Thrash e tem como um dos atrativos uma versão da música O Ovo (Hermeto Paschoal) ao estilo do Necromesis.

E comemorando este lançamento, a banda estará abrindo o show dos ingleses do Onslaught no dia 02/11 em Santo André no Central Rock Bar, que contará também com as bandas Bywar e Blasthrash.

Para a aquisição do EP basta fazer o download no site http://www.necromesis.com/, e seguem maiores informações do show com o Onslaught:

Show: Onslaught, Bywar. Necromesis e Blasthrash

Data: 02/11/11 (Feriado de Quarta Feira)

Local: Central Rock Bar

Endereço: Rua José Antonio de Almeida Amazonas, 596

Vila Guiomar – Santo André/SP (Prox. Paço Municipal) – Tel: 9317-9515

Realização: Seven Stars Management

7 de outubro de 2011

THE ROCKER INICIA NOVO PROJETO DESTINADO AOS ANOS 80

Luciano Nassyn
Foto: Divulgação
Amigos!

Além do New Horizons e as colaborações para a Scypher, Rock Post e Tele Objetiva, estreei nesta semana meu mais novo projeto, um blog destinado a Cultura Pop dos anos 80 chamado "O Que Falta Fazer?"

O blog foi criado após uma conversa com amigos referente as coisas boas que aconteceram nos anos 80, não apenas na música, mas na moda e comportamento, onde sempre teremos matérias com as referências desta época.

Outro fator que me motivou a criar o blog foi a necessidade de escrever sobre algo diferente, visando uma maior amplitude do conhecimento. E a primeira matéria teria de ser muito especial, então abri a caixa de ferramentas e consegui uma entrevista com Luciano Nassyn, ou simplesmente o Luciano do Trem da Alegria, que falou da sua época no conjunto, a transição para carreira solo, entre outras coisas!

Para conferir a entrevista, entrem no link abaixo e comentem suas opiniões, pois elas são muito importantes!

Aguardem que em breve teremos mais matérias especiais!

6 de setembro de 2011

AÇÃO CULTURAL REUNE GRANDES NOMES DO METAL NO ABC

Por João Messias THE ROCKER

São Bernardo em Movimento – Ação Cultural
Local: Paço Municipal de São Bernardo do Campo
Data: 04/09/2011

Só de se fazer um evento deste porte a Prefeitura de São Bernardo do Campo, juntamente com o Departamento de Cultura merecem aplausos, por darem espaço para o Metal de forma gratuita e com uma ótima estrutura para as bandas divulgarem seus trabalhos.
E o melhor, que o evento contou apenas com bandas do ABC paulista, o que prova a força que a região ainda tem no Heavy Metal, e neste dia se apresentaram grandes nomes daqui como Necromancia, Ação Direta, Guillotine, Social Chaos, Forka, Justabeli, Seven7h Seal, Chaoslace, Necromesis, Chaos Inc, Bioface, Murder e Olam Ein Sof.
E este tipo de evento me faz lembrar dos festivais "Open Air" que ocorriam mensalmente em Santo André no final da década de 90, onde tinhamos a oportunidade de conhecer novas bandas, rever os amigos, enfim, aumentar o conhecimento em torno do Heavy Metal.
Nas linhas abaixo segue o que de melhor aconteceu nas apresentações e no evento em geral:

Olam Ein Sof: Uma viagem aos Elfos

Começando pontualmente ao meio dia, com um sol típico de verão, o evento começou com o mestre de cerimônia Dr. Rock (velho conhecido do público rocker do ABC), dando as boas vindas ao público que ainda chegava ao local (inclusive este que escreve estas linhas), e após a "benção" do doutor se iniciou a apresentação do duo Olam Ein Sof.
Formado por Marcelo Miranda (Violão/Mandolim) e Fernanda Ferreti (Voz/Violão), o Olam Ein Sof faz uma música baseada na cultura Celta/Folk/Medieval, mas que tem como diferencial ser um som sombrio e épico, e para reforçar este aspecto, nesta apresentação participaram no violino André Almeida e na percussão Marcio Cavalcanti, além da dançarina Zara Violet, que unidos ao duo fizeram uma grande apresentação e que representaram fielmente o clima atmosférico presente nos álbuns da banda!
Uma ótima abertura que não deixou de ser uma forma diferente de iniciar o evento!

Murder: Sangue Novo No ABC

Formado por jovens músicos, o quinteto faz uma mescla de Thrash/Death/Grind com muito peso, devido aos timbres "bem gordos" dos instrumentos de corda, mostrou que lapidando algumas coisas, eles podem chegar lá, pois além de pesadas, suas músicas são um convite ao pogo, incitando as primeiras rodas do dia.
Além das músicas próprias, a banda levou covers para Pleasure To Kill (Kreator), Troops Of Doom (Sepultura) e Piranha (Exodus), que encerrou a apresentação.
Como eu disse, lapidando algumas coisas eles podem se dar bem. E certos exageros são até normais, pois como eu disse acima, os integrantes da banda são bem novos e só o tempo e os shows colocarão as coisas nos lugares certos.

Bioface: Metalcore Na Área

Fazendo um som que mescla tendencias que vão do Thrash, Hardcore e Metalcore, a banda conta com bons riffs e um ótimo baterista, que unidos a letras em português, conseguiram satisfazer o público que ainda chegava ao Paço Municipal.
Como curiosidade, apesar de fazerem um som onde as bandas se caracterizam pela agitação e movimentação constante, a banda consegue passar o recado numa postura bem mais tranquila que os seus colegas de estilo.

Chaos Inc: Mescla de Escolas

Representando o Thrash/Death Metal, a banda chama a atenção por mesclar de forma interessante e homogenea os dois estilos.
Os vocais vão numa linha próxima a escola sueca do Death Metal (Entombed, Unleashed), e o instrumental mais voltado para o Thrash das grandes fases do Sepultura, Slayer e Pantera, que conta inclusive com uns fraseados interessantes das guitarras, além de muito peso e brutalidade, que ganhou o público com as músicas do seu EP e covers corretos do Morbid Angel e Behemoth.

Necromesis: A multiplicação dos instrumentos

Eu já conhecia o som do trio quando conferi uma apresentação deles na abertura do show dos poloneses do Besatt, ocorrida em fevereiro deste ano e eles já haviam me chamado a atenção pelo seu Death Metal técnico e limpo, que tem como influências as bandas Atheist, Sadus e Death, mas devo confessar que a apresentação de hoje foi muito melhor.
É incrível como apenas três instrumentos deixam o som "cheio" sem precisar de outra guitarra ou mesmo teclados e a banda usa todo esse lado técnico para o bem da música. Mesclando músicas dos seus dois trabalhos o trio fez a primeira grande apresentação do dia!

Chaoslace: A vez do Death Metal Tradicional

Também conhecida por abrir shows do Besatt, a banda é adepta do Death Metal Tradicional, mas com passagens que nos remetem ao início do Thrash Brazuca, em especial as bandas mineiras, mas que infelizmente foi prejudicada pelo som, o que impossibilitou a audição merecida.
Mesmo com esses contratempos, o trio mandou sons de seu EP e covers do Sepultura e Ratos de Porão, essa bem aos moldes do Death Metal.

Seven7h Seal: Mudanças bem vindas

Depois de um período de mudanças e agora com a entrada do vocalista Leandro Caçoilo (Soulspell, Sancti, êx-Eterna), a banda mostrou que continua com a mesma pegada energética de sempre.
Com um instrumental que mescla o Heavy/Thrash de bandas como Forbidden, Fight e Testament, aliados aos vocais de Caçoilo (um dos melhores vocalistas do país), que aqui vai numa linha bem mais agressiva que suas outras bandas, tem tudo para figurar entre as maiores bandas nacionais.
Mesclando músicas de todas suas fases, a banda ainda nos brindou com uma excelente versão para Neon Nights do Black Sabbath, que deve ter deixado Dio orgulhoso, além de uma inédita, a poderosa Mechanical Souls, inspirada no filme Blade Runner, que encerrou a apresentação.
Se o novo material vier tão bom como esta faixa, mais um grande trabalho do quinteto está a caminho.

Justabeli: Fazendo Jus Aos Anos 80

Já com seus 10 anos de estrada, o quarteto pratica um Speed/Thrash/Black Metal muito bem feito, que chama a atenção pelo clima nostálgico de suas músicas, com direito a agudos e aqueles riffs a lá "cortador de grama" e pelo estilo do vocalista, que lembra um misto do Cronos (Venom) com o Conam, além de um jeitão a lá David Vincent (Morbid Angel) no manejo do baixo.
Caminhando para o final da apresentação, a banda convida seu antigo guitarrista, e leva alguns sons, inclusive uma homenagem ao êx-vocalista da banda Evil Mayhem, que faleceu tempos atrás.
Uma grande apresentação que manteve o nível do show anterior.

Forka: Into The Pit

Mais uma banda que eu fiquei feliz em conhecer!
Os caras, numa performance insana, mostraram que não estavam para brincadeira, soando como trilha sonora das lutas de UFC!
Tendo como base o Thrash e descambando para o Metalcore em muitos momentos, o quinteto mandou sons dos seus dois trabalhos, como as videoclipticas Feel Your Suicide, Manipulation e Knowing Your Suffering, mantendo-se desta forma até o final de sua apresentação , que terminou com uma versão bombástica para Raining Blood do Slayer!

Social Chaos: A Hora do Crust

Já era noite quando os representantes do Crust/Grind subiram ao palco. O som do quarteto é ríspido e direto, mas que em muitos momentos esbarra no Punk Rock "Old School" pelas levadas de bateria e outros no Death/Doom da Florida, com riffs no melhor estilo barbeador eletrico e algumas partes lentas, o que dá personalidade a música que fazem e que saciou o público presente, que já estava em boa quantidade.
A banda destilou sons de todos os seus trabalhos e mostrou toda a segurança que seus 10 anos de estrada e giros pelo velho mundo podem proporcionar.

Gillotine: Mais Anos 80

Assim como o Justabeli, o Guillotine é da escola oitentista, mas a coisa aqui toma outro rumo, pois a banda tem muita influência do Heavy Tradicional e a pegada do Metal Alemão e mostraram uma síntese bem dosada destes dois estilos. O som lembra muito as bandas que o selo Woodstock Discos lançou no Brasil nos anos 80 como Iron Angel, Assassin, Onslaught, Abattoir, entre outras.
Além dos sons próprios o quarteto mandou uma versão podrona para Remember The Fallen do Sodom, que contou com os vocais de Simone (Midnightmare, e que chegou a cantar na banda por um curto período), que agitou o público.
Nesta apresentação, a banda também estreava o novo line up, com Renê agora nas guitarras e vocais e o baterista Gil (também Necromesis).

Ação Direta: Sob a benção do Hardcore

Prestes a completar 25 anos de estrada e lançar um novo álbum, esta verdadeira instituição do Hardcore fez uma apresentação conforme as expectativas: direto, visceral e com muitas rodas de pogo.
Apesar da proposta musical intacta, percebe-se que com o tempo, a banda está tendo uma maior influência Thrash, deixando o que era bom ainda melhor.
A banda toda joga como um time, dando o sentido de unidade, mas não tem como não comentar a performance do vocalista Gepeto, pois fora dos palcos ele é uma figura pacata e até certo ponto tímida, mas quando sobe ao palco, o moço se transforma, e agita numa postura insandecida, que define com todas as letras o que é Hardcore!
Grande apresentação!

Necromancia: Fechando a noite com muito Thrash

Grande nome do Thrash paulista e prestes a lançar seu novo trabalho, o álbum Back From The Dead, com previsão para outubro, o trio formado por Marcelo "Indio" D'Castro (Guitarra/Vocal), Roberto Fornero (Baixo)e Kiko D'Castro (Bateria) mostrou como fazer muito barulho com apenas três instrumentos.
Com um ótimo público, o trio levou sons de todas as suas fases como No Way Out, Greed Up To Kill, Cold Wish e Death Lust (regravação dos anos 80 que estará no novo disco), que contou com um momento inusitado: no meio do solo, a corda da guitarra arrebentou e a banda fez uma pausa até que houvesse a troca do instrumento e depois a banda retornou de onde havia parado, onde segundo palavras do próprio Marcelo "Isso é Metal", e não há como discordar.
E apesar da apresentação curta, a banda encerrou o festival mantendo o mesmo pique do inicio do show, deixando muitos bangers com um sorriso de orelha a orelha, feliz pelo espaço para o Metal ter voltado na região em grande estilo.

E como não poderia deixar de ser...

... Não tem como não agradecer a Prefeitura de São Bernardo pelo apoio ao Metal da região, Dr. Rock, ao Kedley, do Depto de Cultura e Lazer (e também guitarrista do Midnightmare) pela organização e a todos envolvidos que proporcionaram mais uma data que ficará na história do Heavy Metal no ABC, pois neste dia, a questão dos horários foi seguida a risca, não comprometendo nenhuma das bandas participantes e muito menos quem dependeu do transporte público para retornarem as suas casas!
Que tenham muitos eventos como estes e que o público faça a sua parte como fez nesta noite!

1 de setembro de 2011

OLAM EIN SOF: ATEMPORALIDADE MUSICAL E SOMBRIA

Por João Messias THE ROCKER

Tendo em sua formação membros e êx membros de bandas extremas como Nervochaos e Arum, o Olam Ein Sof tem como proposta um som etereo e sombrio que consegue agregar num mesmo nicho fãs de música "normal" e fãs de Black/Death Metal. Nesta entrevista com Marcelo Miranda.
E o mesmo nos fala de shows, o significado do nome Olam Ein Sof e de outros projetos.
Confiram a entrevista!

Olam Ein Sof
Divulgação
New Horizons Zine: Marcelo você é conhecido por ter figurado em bandas como Nervochaos e ter o Arum. Como surgiu a idéia de montar uma banda, que embora sombria e com conceito lírico similar, tem um som mais atmosférico?
Marcelo Miranda: Em muitas músicas que compus para o Arum tinham partes acústicas. Um dia meu mestre na música Beto Vasconcelos me sugeriu desenvolver um trabalho somente com essas partes acústicas. Daí comecei a explorar isso tendo também como inspiração a música antiga (medieval, renascentista, barroco), músicas étnicas, folk, e outros estilos que estudava e ouvia, juntando tudo com a vivência que tinha no metal criei junto com a Fernanda o Olam Ein Sof. O conceito lírico é diferente do que sempre abordei no Arum e o som com certeza é muito mais atmosférico.

NHZ: E nome da banda, traduzindo para o português significa Mundo dos Infinitos, e representa muito bem esta sonoridade, pois há influências variadas no som de vocês. Como surgiu este nome para a banda?
Marcelo: Quando criamos o grupo pedi ao meu grande irmão Paullus Moura do Morcrof uma sugestão de nomes pois sempre fui péssimo para escolher nomes. Daí ele me enviou uma lista com vários interessantes e ao ler Olam Ein Sof, decidi é esse mesmo, pois teve tudo a ver com a nossa busca e proposta. O conceito por traz de Olam Ein Sof é muito profundo, porém na tradução simples que mencionou acima é tudo o que queremos para o grupo e como vemos a arte, sem limitações, barreiras e fronteiras.

NHZ: Assim como o som, o visual de vocês lembra um pouco os dos ciganos. Vocês já se apresentaram em festas do gênero e qual a aceitação da banda perante este público?
Marcelo: Especificamente nunca participamos de eventos ciganos, já estivemos em Sarau onde tinham grupos ciganos e os mesmos dançaram enquanto tocávamos, foi interessante. O figurino foi criado por uma amiga nossa que é especialista em figurinos de época, e ela quis remeter algo ao mundo antigo porém de forma artística mesmo. Já participamos de muitas festas e encontros medievais, onde fomos bem aceitos, até quando participamos de Animes e eventos do gênero.

NHZ: E o Olam Ein Sof fez 10 anos neste ano. Em sua opinião, como é continuar fazendo música num país que tem como regra gostar de tudo que está na mídia, independente de ter qualidade ou não.
Marcelo: Independente de tudo sempre continuarei a fazer música e estar envolvido nisso de alguma forma, é o meu prazer, meu trabalho, minha forma de conectar, enfim é parte da minha vida. Julgar a qualidade das coisas é sempre delicado e terão vários fatores para isso. O que penso em relação a mídia, especificamente as massificadoras é a falta de opções que dão para as pessoas que muitas vezes não tem acesso ou também não querem ter a outras informações. Isso é pensado também, uma forma de domínio de massas, algo que sempre ocorreu e sempre acontecerá, principalmente em um mundo que cada vez mais se volta para o materialismo, a aparência, o comodismo e a uma padronização de comportamento. A mim cabe continuar fazendo aquilo que acredito e que busco como forma de evolução.

NHZ: Ano passado vocês lançaram o álbum Ethereal Dimensions. Como está a sua divulgação até o momento?
Marcelo: A divulgação está boa, temos tido bastante show e fomos em alguns programas de internet também. O CD está sendo distribuído pelo site da Saraiva e também na Paranoid e Hellion na Galeria do Rock em SP. Algo interessante é que várias “tribos” gostam do trabalho do Olam Ein Sof, então acabamos tendo oportunidades de participar de eventos diversos e sempre temos onde nos apresentar e divulgar nosso trabalho.

Olam Ein Sof
Divulgação
NHZ: A banda consegue se apresentar em locais que normalmente uma banda de Black Metal não se apresentaria, como teatros e espaços culturais. Quais as diferenças de se apresentarem nesses espaços e por ser um público diferente, qual a aceitação do público ao Olam Ein Sof?
Marcelo: Bom, o Olam Ein Sof não é uma banda de Black Metal. A proposta do Olam é muito ampla e acaba atingindo como disse acima muitas pessoas diferentes incluindo pessoas que também ouvem Black Metal. Com certeza não vamos ser unanimidade onde nos apresentamos, mas a grande maioria das pessoas sempre aceitam muito bem nossa proposta e despertam interesse em conhecer mais sobre o nosso trabalho. Gostamos de nos apresentar em diversos tipos de espaços, cada um tem sua magia e proporciona uma experiência diferente para nós e para o público.

NHZ: E nestes anos podemos dizer que vocês tocaram em grandes locais, como na Virada Cultural em São Paulo. Qual a repercussão destas apresentações?
Marcelo: Participar desses tipos de eventos é muito bom para a banda, pois além do nosso público, acabamos tendo a oportunidade de mostrar o som para pessoas que nem imaginavam que pudessem ver o que estamos fazendo, então sempre a música consegue conquistar mais pessoas que muitas vezes acabam se tornando fãs também e acompanhando o nosso trabalho.

NHZ: Além dos shows em São Paulo, ano passado vocês se apresentaram na Colômbia, onde vocês tiveram uma ótima recepção, aparecendo em programas de rádio e internet. Como surgiu a oportunidade e se pensam em fazer uma nova tour que englobe outros países?
Marcelo: Essa tour foi um dos maiores momentos em nossa carreira como músicos e em nossas vidas pessoais também. Realmente a recepção foi muito boa, fizemos muitos amigos e conseguimos uma boa divulgação. A oportunidade surgiu com nosso grande amigo Pablo Villegas do grupo La Montana Gris. Em 2008 nos conhecemos quando eles vieram pela 3º vez ao Brasil, e nós fizemos apresentações juntos por São Paulo, ficaram em nossa casa e nos tornamos muito amigos. Daí ele conseguiu organizar tudo em julho de 2010 e pudemos ter a honra de conhecer um belo país e compartilhar com muitas pessoas nossa música. Pensamos sim em nova tour por outros países, inclusive pelo nosso também. Estamos sempre fazendo contatos, enviando projetos e aguardando propostas.

NHZ: Vocês também tem um outro projeto voltado a música irlandesa, o Hallstätt. Conte um pouco deste projeto!
Marcelo: Quando conhecemos o Pablo, em seu grupo eles tocavam muitos temas irlandeses, e gostamos bastante. Depois em outra vinda para cá tivemos oportunidade de aprender um pouco mais com ele. Daí em alguns lugares que tocávamos com o Olam, tipo pubs, tocávamos esses temas, mas uma hora sentimos que seria legal termos um projeto paralelo para executar essas músicas. Porque por mais que o Olam seja amplo, acaba tendo uma proposta mais introspectiva, etérea, e essas músicas geralmente são muito alegres e festivas. Então veio a idéia de criar esse grupo somente para estudar e interpretar essas músicas.

NHZ: Para encerrar, assim como eu, você é "das antigas" , e nestes anos, a cena musical passou por mudanças brutais. Fazendo uma comparação de todos estes anos, o que aconteceu de melhor e pior com a era da internet e dos downloads.
Marcelo: Tudo se transforma, estamos em constante mutação, podemos chamar de evolução ou qualquer outra palavra. Então comparar uma época com a outra sempre é complicado, porque se entrarmos numas de que há 10 anos atrás tudo era melhor, chegaremos a conclusão que o fim da nossa vida será muito ruim. Acho que o grande lance de tudo é buscar um equilíbrio e aprender a conviver com tudo o que vai aparecendo e não perder a essência e a sua busca, independente de avanços tecnológicos. Os verdadeiros valores sempre existirão. O que talvez nós “das antigas” acabamos sentindo é uma mudança muito rápida das coisas, Acho a internet interessante para divulgar seu trabalho, fazer contatos, conhecer pessoas e muitas coisas que seriam mais difíceis sem ela. O problema é quando as pessoas acabam transformando a internet na sua razão de viver, e por ela são escravizadas e acabam se tornando descartáveis assim como os seus próprios gostos. Como tudo na vida se você consegue usar a seu favor é uma excelente ferramenta agora se não consegue dominar com certeza será mais um robô e escravo das máquinas e de quem a criou.

NHZ: Muito obrigado pela entrevista! O espaço é de vocês!
Marcelo: Eu que agradeço o espaço e suas questões. Aos que se interessarem em conhecer um pouco mais do nosso mundo dos infinitos, entrem em nosso site , e lá terá links para todas redes onde estamos e informações sobre nossos shows e atividades.

23 de agosto de 2011

CRUACHAN: "NÓS SOMOS OS VERDADEIROS CRIADORES DO FOLK METAL"

Confiram entrevista com a banda Cruachan feita por Costábile Salzano Jr.

Cruachan
Foto: Divulgação
O ano de 2011 realmente poderá ser considerado como o ano da invasão Folk, Viking, Pagan no Brasil. Após a enxurrada de shows e eventos voltados à esta cultura, quem irá desbravar pela primeira vez as longínquas terras de além mar será a banda irlandesa Cruachan, um dos nomes mais famosos do Celtic/Folk Metal Mundial.
Confiram entrevista com a banda Cruachan feita por Costábile Salzano Jr.
O grupo formado por Keith Fay (vocal, guitarra, teclado, bodhrán, mandolin, percussão), John Clohessy (baixo), Colin Purcell (bateria, percussão), John Ryan Will (tin whistle, violino, banjo, bouzouki, teclado) e John O' Fathaigh (tin whistle) está em plena turnê de divulgação do álbum "Blood on the Black Robe" lançado recentemente via Candlelight Records UK.
A reportagem conversou com o líder Keith Fay para saber como está a expectativa dos músicos para conhecer os seus obcecados fãs brasileiros, a repercussão do novo álbum, além de revelações sobre o backstage da banda. “Blood on the Black Robe” revela uma notável mudança na sonoridade do Cruachan. O que você tem a declarar sobre este novo trabalho?
Keith Fay: Há várias razões para isso. Nós sempre quisemos retornar a um estilo mais pesado e isso aconteceu com o passar dos anos. Em "The Morrigans Call", você definitivamente pode ouvir o nosso lado mais extremo de volta. Nós também nos sentimos responsáveis pela tendência do Folk Metal. Hoje encontramos bandas piadistas, cantando e bebendo ou merdas desse tipo. Quando nós começamos nos idos anos de 1992, nós éramos uma banda série e assim continuamos. A música Folk não é sempre divertida e animada, na música folclórica real - a música folclórica irlandesa especialmente há tanta tristeza, tanta dor, queríamos trazer isso em nossa música e mostrar às pessoas a música popular real e, por sua vez, folk metal real! Quando Karen deixou foi o último passo que precisávamos para retornarmos totalmente ao nosso som mais pesado, sendo os vocais agressivos na vanguarda!

O que te inspira a compor. Você precisa de algum estado de espírito para começar seu processo de criação?
Keith: Eu me inspiro com qualquer coisa. Na verdade, não preciso estar em um modo especial, mas eu definitivamente preciso estar focado no que estou fazendo e assim por diante.

Quais músicas deste novo trabalho que mais te agrada? O atual feedback dos fãs é o que realmente determina este trabalho com o melhor da sua carreira?
Keith: As respostas a todas as canções tem sido muito forte. Os fãs estão gostando da nossa nova obra como um todo o que é ótimo e realmente mostra o foco que colocamos no CD. Pessoalmente, estou muito feliz com "The Nine Year War".
 
Há algumas composições deste novo álbum que foram compostas pensando na performance ao vivo?
Keith: Sim, nós tentaremos tocar o máximo de músicas novas ao vivo em virtude dos festivais de verão aqui na Europa. A principio, iremos tocar "I am Warrior", "Blood on the Black Robe", "Thy Kingdom Gone", "Pagan Hate" and "Primeval Odium".

Um tipo de vírus do Folk Metal está se alastrando pelo Mundo. Todos os dias surgem novas bandas englobando elementos folclóricos com o Metal sem contar Korpiklaani, Finntroll, Eluveitie, Týr e outros nomes. De alguma forma este vírus chegou a promover o Cruachan?
Keith: Bem, nós e o Skyclad somos criadores deste vírus. Eu acredito que tivemos ganhos em popularidade. Infelizmente ficamos em turnê por longos meses como muitas das bandas que você mencionou, mas nós tentamos sair tão freqüentemente quando podemos.

O que significa o paganismo para você?
Keith: O Paganismo sempre foi algo bastante particular para mim. Minhas crenças podem ser um tanto diferente para os outros, mas ainda muito relevante.

Como precursores de um estilo musical, o que faz da música do Cruachan especial?
Keith: Nós somos completamente diferentes das outras bandas que se intitulam Folk Metal e que apareceram do nada nos últimos 10 anos. Sem contar que nós estávamos aqui antes de todos eles. O mais interessante é que nossa música ainda é atual, diferente e assim será no futuro!

Qual foi a melhor platéia do Cruachan até o momento?
Keith: Eu não sei. Essa pergunta é um tanto provocativa! (risos)

Qual foi a coisa mais curiosa ou engraçada que já aconteceu em um show ou no backstage?
Keith:
Oh! Por onde eu devo começar? (risos) Ok, Uma vez, em um trem noturno na Rússia, de São Petersburgo para Moscou estávamos muito bêbados e fazendo muito barulho, nós não pensamos assim, mas isso não importa. Um dos seguranças do vagão chamou a polícia para parar o trem na estação seguinte. Então, nós estávamos bebendo na nossa cabine e a nossa porta foi arrombada por dois policiais com fuzis de assalto apontando para nós! Eu quase morri de susto. A nossa descrença fora o tour manager explicando que o proprietário da empresa de turismo é de algum tipo grande mafioso em Moscou e depois os policiais pedirem desculpas para nós. Enquanto tudo isso estava acontecendo, o motor do trem foi roubado por bandidos russos! Tudo isso é verdade, tivemos que esperar por duas horas para um novo motor para seguir viagem. Insano, não? (risos)

Você tem algum tipo de ritual antes de entrar no palco?
Keith: Acredito que o nosso ritual deve ser colocarmos os nossos trajes de show (risos). É sempre um pesadelo nos prepararmos em camarins apertados e arrumarmos espaço para nos preparamos em meio aos caos de instrumentos, tour manager, promotores, fãs.
 
O que você pensa sobre a aumento do Pagan/Folk Metal na América do Sul?
Keith: Isso é fantástico!!! Eu vi isso acontecer desde a década de 90. Sempre recebemos e-mails de fãs da América do Sul e será um enorme prazer tocar para nossos seguidores!

O que o público pode esperar desta primeira apresentação do Cruachan no Brasil?
Keith: Esperemos ter uma experiência incrível. Adoramos tocar ao vivo, especialmente quando a multidão está animada para uma boa festa. Eu só ouvi elogios do público brasileiro e esperamos conhecer essa famosa insanidade.

Qual é a principal impressão que você realmente espera dos shows no Brasil?
Keith: Eu realmente quero mostrar aos nossos fãs o quanto nós adoramos eles. Eu espero encontar e conversar com todos. Esta é a parte mais legal de qualquer show.

Quais são os seus planos para 2011?
Keith: Esperamos ter nosso novo álbum composto por inteiro e em 2012 já entrar em estúdio. Queremos fazer o máximo de shows este ano e acredito que teremos o ano mais ocupado dos últimos anos em nossa carreira o que será excelente é claro!

Muito obrigado pela atenção e pela chance de conversar contigo. Sinta-se a vontade para deixar uma mensagem aos fãs do Brasil.
Keith: Eu que agradeço pelo espaço e um grande abraço aos nossos fãs brasileiros. Espero que realmente vocês gostem do nosso show e estamos ansiosos para encontrar vocês. Pode esperar o nosso melhor!