6 de setembro de 2011

AÇÃO CULTURAL REUNE GRANDES NOMES DO METAL NO ABC

Por João Messias THE ROCKER

São Bernardo em Movimento – Ação Cultural
Local: Paço Municipal de São Bernardo do Campo
Data: 04/09/2011

Só de se fazer um evento deste porte a Prefeitura de São Bernardo do Campo, juntamente com o Departamento de Cultura merecem aplausos, por darem espaço para o Metal de forma gratuita e com uma ótima estrutura para as bandas divulgarem seus trabalhos.
E o melhor, que o evento contou apenas com bandas do ABC paulista, o que prova a força que a região ainda tem no Heavy Metal, e neste dia se apresentaram grandes nomes daqui como Necromancia, Ação Direta, Guillotine, Social Chaos, Forka, Justabeli, Seven7h Seal, Chaoslace, Necromesis, Chaos Inc, Bioface, Murder e Olam Ein Sof.
E este tipo de evento me faz lembrar dos festivais "Open Air" que ocorriam mensalmente em Santo André no final da década de 90, onde tinhamos a oportunidade de conhecer novas bandas, rever os amigos, enfim, aumentar o conhecimento em torno do Heavy Metal.
Nas linhas abaixo segue o que de melhor aconteceu nas apresentações e no evento em geral:

Olam Ein Sof: Uma viagem aos Elfos

Começando pontualmente ao meio dia, com um sol típico de verão, o evento começou com o mestre de cerimônia Dr. Rock (velho conhecido do público rocker do ABC), dando as boas vindas ao público que ainda chegava ao local (inclusive este que escreve estas linhas), e após a "benção" do doutor se iniciou a apresentação do duo Olam Ein Sof.
Formado por Marcelo Miranda (Violão/Mandolim) e Fernanda Ferreti (Voz/Violão), o Olam Ein Sof faz uma música baseada na cultura Celta/Folk/Medieval, mas que tem como diferencial ser um som sombrio e épico, e para reforçar este aspecto, nesta apresentação participaram no violino André Almeida e na percussão Marcio Cavalcanti, além da dançarina Zara Violet, que unidos ao duo fizeram uma grande apresentação e que representaram fielmente o clima atmosférico presente nos álbuns da banda!
Uma ótima abertura que não deixou de ser uma forma diferente de iniciar o evento!

Murder: Sangue Novo No ABC

Formado por jovens músicos, o quinteto faz uma mescla de Thrash/Death/Grind com muito peso, devido aos timbres "bem gordos" dos instrumentos de corda, mostrou que lapidando algumas coisas, eles podem chegar lá, pois além de pesadas, suas músicas são um convite ao pogo, incitando as primeiras rodas do dia.
Além das músicas próprias, a banda levou covers para Pleasure To Kill (Kreator), Troops Of Doom (Sepultura) e Piranha (Exodus), que encerrou a apresentação.
Como eu disse, lapidando algumas coisas eles podem se dar bem. E certos exageros são até normais, pois como eu disse acima, os integrantes da banda são bem novos e só o tempo e os shows colocarão as coisas nos lugares certos.

Bioface: Metalcore Na Área

Fazendo um som que mescla tendencias que vão do Thrash, Hardcore e Metalcore, a banda conta com bons riffs e um ótimo baterista, que unidos a letras em português, conseguiram satisfazer o público que ainda chegava ao Paço Municipal.
Como curiosidade, apesar de fazerem um som onde as bandas se caracterizam pela agitação e movimentação constante, a banda consegue passar o recado numa postura bem mais tranquila que os seus colegas de estilo.

Chaos Inc: Mescla de Escolas

Representando o Thrash/Death Metal, a banda chama a atenção por mesclar de forma interessante e homogenea os dois estilos.
Os vocais vão numa linha próxima a escola sueca do Death Metal (Entombed, Unleashed), e o instrumental mais voltado para o Thrash das grandes fases do Sepultura, Slayer e Pantera, que conta inclusive com uns fraseados interessantes das guitarras, além de muito peso e brutalidade, que ganhou o público com as músicas do seu EP e covers corretos do Morbid Angel e Behemoth.

Necromesis: A multiplicação dos instrumentos

Eu já conhecia o som do trio quando conferi uma apresentação deles na abertura do show dos poloneses do Besatt, ocorrida em fevereiro deste ano e eles já haviam me chamado a atenção pelo seu Death Metal técnico e limpo, que tem como influências as bandas Atheist, Sadus e Death, mas devo confessar que a apresentação de hoje foi muito melhor.
É incrível como apenas três instrumentos deixam o som "cheio" sem precisar de outra guitarra ou mesmo teclados e a banda usa todo esse lado técnico para o bem da música. Mesclando músicas dos seus dois trabalhos o trio fez a primeira grande apresentação do dia!

Chaoslace: A vez do Death Metal Tradicional

Também conhecida por abrir shows do Besatt, a banda é adepta do Death Metal Tradicional, mas com passagens que nos remetem ao início do Thrash Brazuca, em especial as bandas mineiras, mas que infelizmente foi prejudicada pelo som, o que impossibilitou a audição merecida.
Mesmo com esses contratempos, o trio mandou sons de seu EP e covers do Sepultura e Ratos de Porão, essa bem aos moldes do Death Metal.

Seven7h Seal: Mudanças bem vindas

Depois de um período de mudanças e agora com a entrada do vocalista Leandro Caçoilo (Soulspell, Sancti, êx-Eterna), a banda mostrou que continua com a mesma pegada energética de sempre.
Com um instrumental que mescla o Heavy/Thrash de bandas como Forbidden, Fight e Testament, aliados aos vocais de Caçoilo (um dos melhores vocalistas do país), que aqui vai numa linha bem mais agressiva que suas outras bandas, tem tudo para figurar entre as maiores bandas nacionais.
Mesclando músicas de todas suas fases, a banda ainda nos brindou com uma excelente versão para Neon Nights do Black Sabbath, que deve ter deixado Dio orgulhoso, além de uma inédita, a poderosa Mechanical Souls, inspirada no filme Blade Runner, que encerrou a apresentação.
Se o novo material vier tão bom como esta faixa, mais um grande trabalho do quinteto está a caminho.

Justabeli: Fazendo Jus Aos Anos 80

Já com seus 10 anos de estrada, o quarteto pratica um Speed/Thrash/Black Metal muito bem feito, que chama a atenção pelo clima nostálgico de suas músicas, com direito a agudos e aqueles riffs a lá "cortador de grama" e pelo estilo do vocalista, que lembra um misto do Cronos (Venom) com o Conam, além de um jeitão a lá David Vincent (Morbid Angel) no manejo do baixo.
Caminhando para o final da apresentação, a banda convida seu antigo guitarrista, e leva alguns sons, inclusive uma homenagem ao êx-vocalista da banda Evil Mayhem, que faleceu tempos atrás.
Uma grande apresentação que manteve o nível do show anterior.

Forka: Into The Pit

Mais uma banda que eu fiquei feliz em conhecer!
Os caras, numa performance insana, mostraram que não estavam para brincadeira, soando como trilha sonora das lutas de UFC!
Tendo como base o Thrash e descambando para o Metalcore em muitos momentos, o quinteto mandou sons dos seus dois trabalhos, como as videoclipticas Feel Your Suicide, Manipulation e Knowing Your Suffering, mantendo-se desta forma até o final de sua apresentação , que terminou com uma versão bombástica para Raining Blood do Slayer!

Social Chaos: A Hora do Crust

Já era noite quando os representantes do Crust/Grind subiram ao palco. O som do quarteto é ríspido e direto, mas que em muitos momentos esbarra no Punk Rock "Old School" pelas levadas de bateria e outros no Death/Doom da Florida, com riffs no melhor estilo barbeador eletrico e algumas partes lentas, o que dá personalidade a música que fazem e que saciou o público presente, que já estava em boa quantidade.
A banda destilou sons de todos os seus trabalhos e mostrou toda a segurança que seus 10 anos de estrada e giros pelo velho mundo podem proporcionar.

Gillotine: Mais Anos 80

Assim como o Justabeli, o Guillotine é da escola oitentista, mas a coisa aqui toma outro rumo, pois a banda tem muita influência do Heavy Tradicional e a pegada do Metal Alemão e mostraram uma síntese bem dosada destes dois estilos. O som lembra muito as bandas que o selo Woodstock Discos lançou no Brasil nos anos 80 como Iron Angel, Assassin, Onslaught, Abattoir, entre outras.
Além dos sons próprios o quarteto mandou uma versão podrona para Remember The Fallen do Sodom, que contou com os vocais de Simone (Midnightmare, e que chegou a cantar na banda por um curto período), que agitou o público.
Nesta apresentação, a banda também estreava o novo line up, com Renê agora nas guitarras e vocais e o baterista Gil (também Necromesis).

Ação Direta: Sob a benção do Hardcore

Prestes a completar 25 anos de estrada e lançar um novo álbum, esta verdadeira instituição do Hardcore fez uma apresentação conforme as expectativas: direto, visceral e com muitas rodas de pogo.
Apesar da proposta musical intacta, percebe-se que com o tempo, a banda está tendo uma maior influência Thrash, deixando o que era bom ainda melhor.
A banda toda joga como um time, dando o sentido de unidade, mas não tem como não comentar a performance do vocalista Gepeto, pois fora dos palcos ele é uma figura pacata e até certo ponto tímida, mas quando sobe ao palco, o moço se transforma, e agita numa postura insandecida, que define com todas as letras o que é Hardcore!
Grande apresentação!

Necromancia: Fechando a noite com muito Thrash

Grande nome do Thrash paulista e prestes a lançar seu novo trabalho, o álbum Back From The Dead, com previsão para outubro, o trio formado por Marcelo "Indio" D'Castro (Guitarra/Vocal), Roberto Fornero (Baixo)e Kiko D'Castro (Bateria) mostrou como fazer muito barulho com apenas três instrumentos.
Com um ótimo público, o trio levou sons de todas as suas fases como No Way Out, Greed Up To Kill, Cold Wish e Death Lust (regravação dos anos 80 que estará no novo disco), que contou com um momento inusitado: no meio do solo, a corda da guitarra arrebentou e a banda fez uma pausa até que houvesse a troca do instrumento e depois a banda retornou de onde havia parado, onde segundo palavras do próprio Marcelo "Isso é Metal", e não há como discordar.
E apesar da apresentação curta, a banda encerrou o festival mantendo o mesmo pique do inicio do show, deixando muitos bangers com um sorriso de orelha a orelha, feliz pelo espaço para o Metal ter voltado na região em grande estilo.

E como não poderia deixar de ser...

... Não tem como não agradecer a Prefeitura de São Bernardo pelo apoio ao Metal da região, Dr. Rock, ao Kedley, do Depto de Cultura e Lazer (e também guitarrista do Midnightmare) pela organização e a todos envolvidos que proporcionaram mais uma data que ficará na história do Heavy Metal no ABC, pois neste dia, a questão dos horários foi seguida a risca, não comprometendo nenhuma das bandas participantes e muito menos quem dependeu do transporte público para retornarem as suas casas!
Que tenham muitos eventos como estes e que o público faça a sua parte como fez nesta noite!

1 de setembro de 2011

OLAM EIN SOF: ATEMPORALIDADE MUSICAL E SOMBRIA

Por João Messias THE ROCKER

Tendo em sua formação membros e êx membros de bandas extremas como Nervochaos e Arum, o Olam Ein Sof tem como proposta um som etereo e sombrio que consegue agregar num mesmo nicho fãs de música "normal" e fãs de Black/Death Metal. Nesta entrevista com Marcelo Miranda.
E o mesmo nos fala de shows, o significado do nome Olam Ein Sof e de outros projetos.
Confiram a entrevista!

Olam Ein Sof
Divulgação
New Horizons Zine: Marcelo você é conhecido por ter figurado em bandas como Nervochaos e ter o Arum. Como surgiu a idéia de montar uma banda, que embora sombria e com conceito lírico similar, tem um som mais atmosférico?
Marcelo Miranda: Em muitas músicas que compus para o Arum tinham partes acústicas. Um dia meu mestre na música Beto Vasconcelos me sugeriu desenvolver um trabalho somente com essas partes acústicas. Daí comecei a explorar isso tendo também como inspiração a música antiga (medieval, renascentista, barroco), músicas étnicas, folk, e outros estilos que estudava e ouvia, juntando tudo com a vivência que tinha no metal criei junto com a Fernanda o Olam Ein Sof. O conceito lírico é diferente do que sempre abordei no Arum e o som com certeza é muito mais atmosférico.

NHZ: E nome da banda, traduzindo para o português significa Mundo dos Infinitos, e representa muito bem esta sonoridade, pois há influências variadas no som de vocês. Como surgiu este nome para a banda?
Marcelo: Quando criamos o grupo pedi ao meu grande irmão Paullus Moura do Morcrof uma sugestão de nomes pois sempre fui péssimo para escolher nomes. Daí ele me enviou uma lista com vários interessantes e ao ler Olam Ein Sof, decidi é esse mesmo, pois teve tudo a ver com a nossa busca e proposta. O conceito por traz de Olam Ein Sof é muito profundo, porém na tradução simples que mencionou acima é tudo o que queremos para o grupo e como vemos a arte, sem limitações, barreiras e fronteiras.

NHZ: Assim como o som, o visual de vocês lembra um pouco os dos ciganos. Vocês já se apresentaram em festas do gênero e qual a aceitação da banda perante este público?
Marcelo: Especificamente nunca participamos de eventos ciganos, já estivemos em Sarau onde tinham grupos ciganos e os mesmos dançaram enquanto tocávamos, foi interessante. O figurino foi criado por uma amiga nossa que é especialista em figurinos de época, e ela quis remeter algo ao mundo antigo porém de forma artística mesmo. Já participamos de muitas festas e encontros medievais, onde fomos bem aceitos, até quando participamos de Animes e eventos do gênero.

NHZ: E o Olam Ein Sof fez 10 anos neste ano. Em sua opinião, como é continuar fazendo música num país que tem como regra gostar de tudo que está na mídia, independente de ter qualidade ou não.
Marcelo: Independente de tudo sempre continuarei a fazer música e estar envolvido nisso de alguma forma, é o meu prazer, meu trabalho, minha forma de conectar, enfim é parte da minha vida. Julgar a qualidade das coisas é sempre delicado e terão vários fatores para isso. O que penso em relação a mídia, especificamente as massificadoras é a falta de opções que dão para as pessoas que muitas vezes não tem acesso ou também não querem ter a outras informações. Isso é pensado também, uma forma de domínio de massas, algo que sempre ocorreu e sempre acontecerá, principalmente em um mundo que cada vez mais se volta para o materialismo, a aparência, o comodismo e a uma padronização de comportamento. A mim cabe continuar fazendo aquilo que acredito e que busco como forma de evolução.

NHZ: Ano passado vocês lançaram o álbum Ethereal Dimensions. Como está a sua divulgação até o momento?
Marcelo: A divulgação está boa, temos tido bastante show e fomos em alguns programas de internet também. O CD está sendo distribuído pelo site da Saraiva e também na Paranoid e Hellion na Galeria do Rock em SP. Algo interessante é que várias “tribos” gostam do trabalho do Olam Ein Sof, então acabamos tendo oportunidades de participar de eventos diversos e sempre temos onde nos apresentar e divulgar nosso trabalho.

Olam Ein Sof
Divulgação
NHZ: A banda consegue se apresentar em locais que normalmente uma banda de Black Metal não se apresentaria, como teatros e espaços culturais. Quais as diferenças de se apresentarem nesses espaços e por ser um público diferente, qual a aceitação do público ao Olam Ein Sof?
Marcelo: Bom, o Olam Ein Sof não é uma banda de Black Metal. A proposta do Olam é muito ampla e acaba atingindo como disse acima muitas pessoas diferentes incluindo pessoas que também ouvem Black Metal. Com certeza não vamos ser unanimidade onde nos apresentamos, mas a grande maioria das pessoas sempre aceitam muito bem nossa proposta e despertam interesse em conhecer mais sobre o nosso trabalho. Gostamos de nos apresentar em diversos tipos de espaços, cada um tem sua magia e proporciona uma experiência diferente para nós e para o público.

NHZ: E nestes anos podemos dizer que vocês tocaram em grandes locais, como na Virada Cultural em São Paulo. Qual a repercussão destas apresentações?
Marcelo: Participar desses tipos de eventos é muito bom para a banda, pois além do nosso público, acabamos tendo a oportunidade de mostrar o som para pessoas que nem imaginavam que pudessem ver o que estamos fazendo, então sempre a música consegue conquistar mais pessoas que muitas vezes acabam se tornando fãs também e acompanhando o nosso trabalho.

NHZ: Além dos shows em São Paulo, ano passado vocês se apresentaram na Colômbia, onde vocês tiveram uma ótima recepção, aparecendo em programas de rádio e internet. Como surgiu a oportunidade e se pensam em fazer uma nova tour que englobe outros países?
Marcelo: Essa tour foi um dos maiores momentos em nossa carreira como músicos e em nossas vidas pessoais também. Realmente a recepção foi muito boa, fizemos muitos amigos e conseguimos uma boa divulgação. A oportunidade surgiu com nosso grande amigo Pablo Villegas do grupo La Montana Gris. Em 2008 nos conhecemos quando eles vieram pela 3º vez ao Brasil, e nós fizemos apresentações juntos por São Paulo, ficaram em nossa casa e nos tornamos muito amigos. Daí ele conseguiu organizar tudo em julho de 2010 e pudemos ter a honra de conhecer um belo país e compartilhar com muitas pessoas nossa música. Pensamos sim em nova tour por outros países, inclusive pelo nosso também. Estamos sempre fazendo contatos, enviando projetos e aguardando propostas.

NHZ: Vocês também tem um outro projeto voltado a música irlandesa, o Hallstätt. Conte um pouco deste projeto!
Marcelo: Quando conhecemos o Pablo, em seu grupo eles tocavam muitos temas irlandeses, e gostamos bastante. Depois em outra vinda para cá tivemos oportunidade de aprender um pouco mais com ele. Daí em alguns lugares que tocávamos com o Olam, tipo pubs, tocávamos esses temas, mas uma hora sentimos que seria legal termos um projeto paralelo para executar essas músicas. Porque por mais que o Olam seja amplo, acaba tendo uma proposta mais introspectiva, etérea, e essas músicas geralmente são muito alegres e festivas. Então veio a idéia de criar esse grupo somente para estudar e interpretar essas músicas.

NHZ: Para encerrar, assim como eu, você é "das antigas" , e nestes anos, a cena musical passou por mudanças brutais. Fazendo uma comparação de todos estes anos, o que aconteceu de melhor e pior com a era da internet e dos downloads.
Marcelo: Tudo se transforma, estamos em constante mutação, podemos chamar de evolução ou qualquer outra palavra. Então comparar uma época com a outra sempre é complicado, porque se entrarmos numas de que há 10 anos atrás tudo era melhor, chegaremos a conclusão que o fim da nossa vida será muito ruim. Acho que o grande lance de tudo é buscar um equilíbrio e aprender a conviver com tudo o que vai aparecendo e não perder a essência e a sua busca, independente de avanços tecnológicos. Os verdadeiros valores sempre existirão. O que talvez nós “das antigas” acabamos sentindo é uma mudança muito rápida das coisas, Acho a internet interessante para divulgar seu trabalho, fazer contatos, conhecer pessoas e muitas coisas que seriam mais difíceis sem ela. O problema é quando as pessoas acabam transformando a internet na sua razão de viver, e por ela são escravizadas e acabam se tornando descartáveis assim como os seus próprios gostos. Como tudo na vida se você consegue usar a seu favor é uma excelente ferramenta agora se não consegue dominar com certeza será mais um robô e escravo das máquinas e de quem a criou.

NHZ: Muito obrigado pela entrevista! O espaço é de vocês!
Marcelo: Eu que agradeço o espaço e suas questões. Aos que se interessarem em conhecer um pouco mais do nosso mundo dos infinitos, entrem em nosso site , e lá terá links para todas redes onde estamos e informações sobre nossos shows e atividades.