30 de janeiro de 2012

ELUVEITIE EM SP: AINDA MAIS PODEROSO...

Por João Messias THE ROCKER

Eluveitie
Foto: João Messias THE ROCKER
Em menos de um ano de sua visita ao país, o octeto retornou para mais algumas apresentações no país, tendo São Paulo como palco de encerramento da tour nacional, e foi possível ver e ouvir a alto brado que a banda continua muito querida pelo povo brasileiro!

Dessa vez alguns fatos curiosos marcaram essa noite, pois ao invés de bandas de abertura, tivemos como open act o pessoal do Heidnir, que é um grupo que encena batalhas medievais, que se por um lado seria mais interessante uma banda abrindo, por outro não deixou de ser exótico assistir a encenação destas lutas.
Mas o que o público queria (que veio em um excelente número) era assistir a banda principal, e depois de um pequeno atraso, entra ao palco o Eluveitie, que após a intro chegou trovejando com Everything Remains que foi ovacionada pelos presentes, passando por Nil e Thousanfold, que ficou ainda mais poderosa, com o público respondendo a plenos pulmões!


E é aí que entrou o outro fato curioso, apesar da empolgação destes, a vocalista Anna Murphy não se movimentou tanto como n a outra apresentação, estava até tímida, além de ter tido alguns problemas na voz (ela perdeu a voz no show de Curitiba), o que impossibilitou da moça cantar "solo" na apresentação. Uma pena, pois as músicas "carros chefe" da banda como Omnos, , e a nova A Rose For Shapona, de Helvetios, ainda a ser lançado, funcionam como um contraste em meio a brutalidade, uma pena mesmo!

Chrigel e Anna Murphy
Foto: João Messias THE ROCKER

Só que o público não quis nem saber disso e continuou fazendo a sua parte junto com a banda, pois haviam diversas rodas e muitos, mas muitos mesmo cantavam as músicas junto com a banda. Em músicas como Kingdom Come Undone,  Chrigel pediu para criar uma enorme roda para o banging, o que foi prontamente atendido.

Após o encerramento com Inis Mona, a banda voltou para bis com Tagernako, após esse som terminou a sua apresentação ovacionada pelos presentes e que pela resposta, creio que muito em breve retornará ao país.Mais uma vez encerro estas linhas agradecendo a toda organização do evento pela ótima noite e ao público que "representou" comparecendo em um ótimo número, num ano que promete em termos de shows, pois segundo a organização do evento, teremos o Arkona em abril e Korpiklaani em junho, então é levantar os punhos e torcer para que essas apresentações se concretizem.
A banda estava visivelmente empolgada em sua apresentação, principalmente o vocalista Chrigel Glazmann , o guitarrista Simeon Koch, com sua Gibson Flying V e o baixista Kay Brem o primeiro por bradar alto e bom agradecer o carinho dos brasileiros com a banda e os dois últimos por se movimentarem constantemente para os cantos do palco!

16 de janeiro de 2012

ELUVEITIE PROMETE REPERTÓRIO EXCLUSIVO COM NOVAS MÚSICAS EM SHOWS NO BRASIL

Eluveitie
Foto: Divulgação
Por Costábile Salzano Jr. (The Ultimate Press)

O Eluveitie, grupo considerado um dos mais influentes do cenário do folk metal dos últimos tempos, está mesmo com a intenção de levar os fãs brasileiros à loucura. O baterista Merlin Sutter revelou, na página oficial da banda no Facebook, que o repertório dos shows em Curitiba (18/01 - Music Hall), Belo Horizonte (19/01 - Music Hall) e São Paulo (20/01 - Estúdio Emme) será exclusivamente recheado de composições do novo álbum "Helvetios". Este trabalho só será lançado em Fevereiro via Nuclear Blast.
"Com o objetivo de tornar os nossos shows no Brasil ainda mais especiais, decidimos que iremos tocar mais músicas do nosso novo álbum "Helvetios", além das duas já reveladas 'Meet The Enemy' e 'A Rose For Epona'", declarou o baterista.
Os ingressos paras as apresentações nas três capitais continuam à venda. Confira o valor e os pontos de venda no serviço abaixo.
A atual formação do Eluveitie conta com Chrigel Glanzmann (vocal principal, mandola, flautas, gaita, violão acústico e bodhrán – espécie de tambor tribal), Meri Tadic (violinos e vocais secundários), Anna Murphy (hurdy gurdy – viola de roda e vocal), Ivo Henzi (guitarra), Kay Brem (baixo), Simeon Koch (guitarra), Päde Kistler (gaita de fole e Tin & low whistles – espécie de flauta irlandesa) e Merlin Sutter (bateria).
O aclamado antecessor “Everything Remains As It Never Was” (2010) teve grande apelo no mercado musical europeu. O disco chegou a figurar nos charts dos discos mais vendidos em paises como: Suíça: #8, Alemanha: #19 e Áustria: #22.
Neste momento, o Eluveitie está vivendo um grande momento em sua carreira. Além destes três shows no Brasil, eles confirmaram presença no cruzeiro temático 70.000 Tons of Metal que reúne em 4 dias aproximadamente 2.000 fãs de heavy metal a bordo do luxuoso Majesty of The Seas e sairão em uma longa turnê pelos EUA ao lado do Children of Bodom. A excursão, até o momento, passará por 26 cidades.
A banda lançou a EluTV que traz cenas de shows e bastidores da turnês ao redor do Mundo e já tem exibido imagens dos músicos trabalhando no novo disco. Para conferir, acesse www.eluveitie.ch.
"Meet the Enemy" e "A Rose For Epona" estão disponíveis para audição em https://www.facebook.com/eluveitie.
Leia a entrevista exclusiva da banda em http://theultimatepress.blogspot.com/

Confira a mensagem super descontraída dos músicos desejando um Feliz Natal e um próspero Ano Novo aos seus fanáticos seguidores em http://www.youtube.com/watch?v=HlOQZb9ZXg0

Assista a primeira mensagem aos fãs brasileiros em: http://www.youtube.com/watch?v=ZZ89ixLYm_4&


Promoções:
Links relacionados:

Serviço São Paulo
Data: 20/01/2012 - Sexta Feira
Local: Estúdio EMME - http://www.estudioemme.com.br/
Bilheteria: segunda a sábado, das 13h às 20h.
Rua Pedroso de Moraes, 1036 – Pinheiros
Tel. (11) 3031.3290
Abertura: Hednir - grupo de encenação de batalhas medievais
Ingressos:
1° lote limitado: R$ 80,00 (Meia entrada/promocional)
Camarote: R$ 100,00
Postos de Venda:
Galeria do Rock:
Animal Records: (11) 3223.6277

Consulado do Rock: (11) 3221.7933

Die Hard: (11) 3331.3978

Mutilation: (11) 3222.8253

Paranoid: (11) 3221.5297

Santo André: Metal CDs (11) 4994.7565
Venda pela internet: http://www.ticketbrasil.com/ (à vista ou parcelado)
Informação: (11) 4994.7565 / (11) 9557.8358
Imprensa: (13) 9161.6267
Serviço Curitiba
Data: 18/01/12 (quarta-feira)
Abertura da casa: 20h
Local: Music Hall
Endereço: Rua Engenheiro Rebouças, 1645
Fone: (41) 3026-5050
Início de Vendas: 14/12/2011
1º lote de ingressos antecipados a R$ 70,00 (estudantes e doadores de 1kg de alimento)
Abertura: Thunder Kelt
Pontos de Venda:
Túnel do Rock: (41) 3322-9502
Let’s Rock: (41) 3324-2676
Curitiba Hard Rock: (41) 3017-3244
Dr. Rock: (41)3324-0669
Alameda do Rock: (41) 3077.4357
Realização: Volume 10 e CP Management
Apoio: Rock Brigade, X-Press ON!, Krest Cymbals, Curitiba Underground, Vó Lidia Refeições, Hidromel Valkiria, Hotel Del Rey, Ultimate Music - Press.
Serviço Belo Horizonte:
Data: 19/01/2012
Local: Music Hall
Endereço: Av. Do Contorno, 3239 – Santa Efigênia
Hora: 21h
Bandas de abertura: Sacrificed, Tormento e Silvercrow
Pontos de venda:
Cogumelo: Av. Augusto de Lima 555, Lj 32 – Centro
Patti Songs: Galeria do Rock, lj 52 – Centro
Ingressos 1° Lote: R$ 35,00 (Meia-Entrada)
R$ 70,00 (inteira)
Promocionais:
R$ 50,00 – do dia 19/12 até dia 31/12
R$ 60,00 – do dia 01/01 até dia 11/01

Censura: 16 anos de idade.

Informações: (31) 32240493 – 32226283

3 de janeiro de 2012

FABIANO NEGRI: O FIM DE UMA BANDA PARA O NASCIMENTO DE DUAS

Por João Messias THE ROCKER

Uma notícia que deixou muitos fãs que acompanham a cena de Hard Rock foi a notícia do encerramento das atividades da banda Rei Lagarto, que para celebrar o fim do seu legado, lançou o trabalho de despedida The Clockmaker's Dream, que além de mostrar o Hard característico da banda, aposta na versatilidade em temas ora mais introspectivos, ora em temas mais pesados, fazendo deste um trabalho que merece ser ouvido.

E apesar do fim da banda, não há motivo para tristeza, pois seu vocalista, Fabiano Negri está na ativa e mostrando que continua fazendo muita coisa boa, como no seu primeiro disco solo, lançado em 2010 chamado A Pratical Guide To Throwing Money Away, além de dois novos projetos que tem tudo para saciar a sede de conhecimento de muitas pessoas: Unsuspected Soul Band e Dusty Old Fingers.

Nessa primeira matéria para 2012, Fabiano nos contou sobre o fim das atividades do Rei Lagarto, do seu disco solo, dos novos projetos e outras coisas que vocês conferem nas linhas abaixo, que foram divididas por tópicos, visando facilitar a leitura!

Com vocês, Fabiano Negri!

Rei Lagarto:

Capa do último álbum do Rei Lagarto
Imagem extraída da Internet

New Horizons Zine: Quando vocês sentiram que The Clockmaker's Dream seria um trabalho de despedida?
Fabiano Negri: A decisão de encerrar as atividades veio antes da idéia do álbum. Apesar de todos nós estarmos ainda envolvidos com a música em outros projetos, sentimos que manter a banda, com as expectativas que este nome gerava tanto pra nós como para o público mais fiel não era mais uma possibilidade. Mas não queríamos simplesmente “assoprar a vela” e enviar uma nota pra imprensa. Estamos sempre compondo, e a idéia de um álbum de despedida foi praticamente automática.

NHZ: E o interessante do trabalho é que ele é duplo e musicalmente dividido em duas partes: uma mais voltada para o Hard Rock e outra mesclando o Progressivo e os anos 70. Conte-nos o porquê desta divisão musical.
Fabiano: Foi muito interessante fazer este álbum, porque como sabíamos que era o último, não havia compromisso em se enquadrar em um ou outro estilo. Cada um expôs ali o que sentia no momento, suas influências, não houve tempo pra uma triagem, e no fim o resultado foi excelente. A diversidade sonora do álbum reflete exatamente as diferentes influências de cada membro.

NHZ: Ouvindo esse CD hoje, você mudaria alguma coisa nele?
Fabiano: Sempre eu acho que alguma coisa poderia ser melhorada. Mas se for pra pensar assim eu não lançaria nada. Sou muito perfeccionista, mas tenho que ter em mente a realidade de minhas produções e nunca deixar a busca pela perfeição atrapalhar o desenvolvimento de um trabalho. Na verdade fiquei muito contente com o resultado final do The Clockmaker’s Dream, se fosse pra mudar seria pouca coisa.

NHZ: Todos nós sabemos que hoje nenhuma banda independente consegue viver da venda de seus álbuns, e vocês disponibilizaram quase toda a sua discografia para download, e pelo menos dessa forma a banda se torna mais conhecida. O que mudou em termos de divulgação vocês terem disponibilizado seus discos na rede?
Fabiano: Esse é um assunto bastante recorrente. Talvez tenha demorado um pouco mais pra algumas bandas que pra outras, mas me parece que agora a grande maioria já está adaptada à atual realidade. Se por um lado a midia física não é um atrativo para obter a atenção do público, por outro a discografia disponível na rede leva sua música a qualquer lugar do mundo. O grande desafio na realidade é conseguir bancar uma produção de qualidade, cada vez mais a música esta se tornando um hobbie onde a gente coloca cada centavo que sobra depois de pagar as contas da casa, com uma renda vinda de outra atividade. Não tenho muito certo ainda na minha cabeça como resolver esse problema, se alguém tiver a solução por favor me avise!
Quanto à divulgação do trabalho, apesar da facilidade de se expor na rede, esbarramos com uma enxurrada de bandas que aparecem todos os dias no mundo inteiro e têm as mesmas possibilidades que uma banda que está há 20 anos na estrada. Aí você tem que encarar que o diferencial vai ter que ser a qualidade. A gente faz o melhor que pode e conta com sites, blogs e revistas especializadas, que são os principais meios hoje em dia de destacar o que pode ser um trabalho bacana.


NHZ: Apesar de encerrarem as atividades, vocês pensam em se reunir no futuro?
Fabiano: Nós não tivemos nenhum tipo de desentendimento, continuamos envolvidos com música, inclusive contamos ainda uns com os outros. O Rei Lagarto foi pra cada um de nós sem dúvida o trabalho mais importante de nossas carreiras. A banda acabou porque tivemos a sensação de que tínhamos chegado à nossa estação, e era a hora de descer do trem. Acho difícil uma reunião a não ser que isso pareça ser relevante em algum momento, ou pra nós, ou para o público. Por enquanto ficamos com a sensação de dever cumprido, e levamos na memória muita coisa boa que rolou nesses anos todos.

Carreira Solo:

Capa do álbum solo de Fabiano Negri
Imagem extraída da Internet
NHZ: No ano passado você lançou seu primeiro album solo, A Practical Guide To Throwing Money Away. Em que momento você percebeu que essas músicas não caberiam no Rei Lagarto? O que as pessoas estão achando do seu trabalho.
Fabiano: Eu estou sempre fazendo músicas, volta e meia eu me vejo com umas 15 músicas prontas, daí penso em que disco eu poderia colocar, e quando resolvo, descarto várias delas e faço novas. A idéia do álbum solo era de antes de voltarmos com o Rei Lagarto, em 2007. Eu ía lançar um disco, então retornamos com Rei Lagarto, pensei em selecionar umas músicas pra banda, mas no fim usamos pouca coisa e fizemos mais coisas novas.
Tinha muita coisa com uma roupagem extremamente pop nesse acervo, e não se encaixava com o estilo do Rei Lagarto, então não descartei a idéia do disco solo. Mas quando resolvi gravar outras coisas surgiram, e já que o disco não tinha compromisso nenhum com estilo, eu pude colocar fortes influências que eu tenho, e que, até então, estavam guardadas na gaveta.

NHZ: E o CD possui os mais variados estilos, tendo como Old Cat o seu maior destaque, pois nesta temos uma veia bluesy e um clima western, além de uma linha vocal carregada de emoção. Por curiosidade: foi muito difícil finalizar e graver essa música?
Fabiano: Como eu já disse sou perfeccionista, mas tenho um problema sério que vai totalmente contra isso. Odeio gravar uma coisa mais de uma vez. Então, o que vc ouve em Old Cat foi gravado em, no máximo, dois takes. Não gosto de ficar repetindo, acho que a vibe inicial fica perdida e a coisa começa a soar robótica. O Ricardo Palma, que é o técnico de som do álbum, vive dizendo que eu preciso ter mais paciência pra gravar. Mas isso é uma coisa que eu duvido que vai mudar! Nesse ponto sou muito chato (risos)!

NHZ: E quando falamos CD solo, é solo mesmo, pois você gravou a exceção do baixo, todos os instrumentos e produziu o trabalho. Como é ver o trabalho finalizado após a fase embrionária?
Fabiano: Mais fácil do que quando trabalho com uma banda. Eu já tinha as músicas prontas na minha cabeça e como fui eu que toquei e cantei já sabia exatamente como ficaria, afinal conheço bem a minha tosquice! Nesse ponto trabalhar como banda é bem mais dificil. Às vezes você imagina uma coisa e seu companheiro faz algo totalmente diferente.

NHZ: Você chegou a fazer shows para divulgar esse disco e se tem planos para algumas apresentações?
Fabiano: Fiz uma única apresentação na ocasião do lançamento. Eu gostaria sim de ter trabalhado mais o disco, mas estava envolvido já com outros projetos, e simplesmente não aconteceu. Mas eu gosto muito desse disco, quem sabe um dia não me dedico mais a ele?

Dusty Old Fingers
Foto extraída do blog da banda
 Novos Projetos:

NHZ: Você está com dois novos projetos, a Whigger Soul Band e Dusty Old Fingers . Como andam os preparativos para ambos e quando podemos esperar por lançamentos.
Fabiano: Está muito legal! A Whigger Soul Band mudou de nome. Infelizmente o termo Whigger que achavamos que teria uma conotação irônica, tem na verdade uma conotação racista, principalmente nos EUA. Como temos alguns contatos por lá resolvemos mudar o nome para Unsuspected Soul Band. Nessa banda estou trabalhando com o Yon Berry – baixista do Rei Lagarto – e com um time muito bom completado por Eliezer Oliveira (guitarra), Ric Palma (guitarra) e César Pinheiro (bateria). Nosso som é um Soul Rock bem raiz, com muita influência da Motown, mas com um acento Rock n’ Roll. Já estamos preparando o primeiro single e vamos cair na estrada em 2012, com um show que além de música de qualidade trará muito cuidado com a parte visual.
O Dusty Old Fingers conta com Eliezer e César na formação também. È um projeto que desenvolvi com o Tony Monteiro (jornalista da Roadie Crew) e que é uma espécie de ópera rock, que conta a história de Brian Jones, guitarrista e fundador da banda Rolling Stones. A banda é completada pelo experiente baixista Joni Leite que fez parte de uma das bandas mais icônicas da região, O Bando. Todas as letras ficaram a cargo do Tony, que diga-se de passagem fez um trabalho brilhante. Toda a parte musical ficou por minha conta e estamos em pleno processo de produção do álbum “The man who died every day”. O álbum deve estourar por ai no segundo semestre de 2012.

NHZ: E falando em lançamentos, você pretende lancá-los para download como no Rei Lagarto.
Fabiano: Não, apenas algumas amostras. Como estamos trabalhando numa produção mais requintada, esperamos que as pessoas enxerguem o valor das obras e comprem. Podem ter certeza que o produto final será caprichado!

NHZ: E fazer esse tipo de projeto de certa forma te fez querer se explorar mais musicalmente, querer ouvir outros tipos de música, voltar a ter aulas de canto, aprimorar-se em algum instrumento, etc
Fabiano: Estou totalmente mergulhado na música negra americana. A riqueza das produções e a qualidade dos artistas da Motown é uma coisa que me fascina. Estou dedicando minhas folgas para estudar e compreender a linguagem dessa música, que sempre amei mas nunca tive oportunidade para tocar e cantar. Espero convencer, afinal estamos falando de alguns dos artistas mais talentosos de todos os tempos.

Cena Nacional:

NHZ: Como você vê o perfil da garotada que ouve rock hoje? Eles valorizam as bandas nacionais que não estão na grande mídia?
Fabiano: Pra ser sincero, não tenho tido muito contato com “a garotada” de hoje. O som que eu faço, sem dúvida não é o que eles estão acostumados a ouvir. Acontece que o rock simplesmente não é mais a bola da vez. Nos anos 80 e 90 tinha muita porcaria também na grande mídia, mas era possível ouvir Aerosmith, Kiss, U2, Deep Purple, nas principais rádios do país e na MTV. Tinha aqueles que apreciavam e outros, provavelmente a maioria, que íam na onda e engrossavam o caldo. Hoje o rock como nós conhecemos saiu dos holofotes, e o público se restringe àqueles que realmente apreciam. Poucos valorizam bandas que não estão na vitrine. Sem contar com as milhares de banda que brigam hoje em dia por um espaço, inundando a internet com informações e músicas a todo o momento. Não culpo o público, é realmente dificil ouvir tanta coisa nova ao mesmo tempo e ainda curtir suas bandas favoritas. Mas tenho em mente que, se o trabalho for bem feito, todos podem ter o seu grupo de admiradores. É só não querer ser um superstar que tudo vai dar certo (risos).

NHZ: Quais bandas nacionais que você ouve hoje?
Fabiano: Fiquei muito impressionado com os álbuns do Tomada e do Carro Bomba, que saíram esse ano. Mas posso destacar também o Massahara, o Statik Majik e o King Bird.
Sempre que tenho tempo tento ouvir todos os lançamentos das bandas nacionais. Temos muita música boa rolando por ai.

 

Videoclipes:

NHZ: Vocês fizeram vídeos muito bem produzidos para Lady e Shall We Dance. Você possui planos de fazer algo do tipo para esses seus novos projetos?
Fabiano: Claro! Quero um material ainda melhor para ilustrar minhas novas bandas. Hoje em dia só a música não adianta para chamar a atenção. As bandas têm que investir muito para trazer um material de qualidade. Tanto a Unsuspected Soul Band quanto a Dusty Old Fingers estão trabalhando para oferecer o melhor para o público. E bota trabalho nisso!

Encerramento:

NHZ: Obrigado pela entrevista! Deixe uma mensagem para os leitores do New Horizons Zine!
Fabiano: João, obrigado por incentivar e apoiar artistas como eu.
Gostaria de agradecer a oportunidade de falar um pouco sobre a minha carreira e agradecer muito às pessoas que curtem e consomem o meu som em qualquer banda que eu esteja a frente. Enquanto muitos reclamam da dificuldade, eu prefiro agradecer. Com muito trabalho a gente sempre chega lá. Pode não ser aonde você imaginou, mas de alguma forma o reconhecimento aparece!
Muito obrigado e um grande abraço!