22 de março de 2012

MARK FARNER: VITALIDADE ROCK AND ROLL

Por João Messias THE ROCKER


Uma das melhores coisas que acontecem na nossa vida é sermos surpreendidos positivamente!

Mark Farner e banda
Foto: João Messias THE ROCKER
A vinda do eterno guitarrista, vocalista do Grand Funk Railroad Mark Farner pode ser considerada um desses acontecimentos, pois pensem comigo: Ele, um senhor com mais de 60 anos, com uma carreira consolidada e com músicas imortalizadas na enciclopédia do Rock And Roll poderia uma hora dessas estar sentado num sofá contando suas histórias para seus filhos e netos, mas Mark está na estrada até hoje mostrando a nós mais novos como se faz Rock And Roll de qualidade!

09/03/2012 – A Coletiva

E um dia antes do show, houve uma coletiva com o músico no Braston Hotel em São Paulo, e lá Mark já se mostrava uma pessoa diferenciada, pois sempre muito atencioso com todos os entrevistados, não fugindo das perguntas e mostrando segurança e desenvoltura que os anos de estrada podem proporcionar!

Dentre algumas perguntas, o músico respondeu sobre a relação com o primeiro empresário Terry Knight, onde o mesmo disse que antes da morte de Terry, eles haviam se falado por telefone e selaram as pazes.

Outros pontos abordados foram sobre a atual formação do Grand Funk, ele disse que não está interessado no que a banda faz hoje e que não acha justo a eles estarem usando o nome Grand Funk Railroad, e que é amigo do atual guitarrista da banda, Bruce Kullick [ex-Kiss].

E para encerrar, ele disse uma coisa que serve de lição para muitos que pensam apenas no dinheiro e prestígio: ele toca hoje porque ele gosta do que faz, o que pudemos presenciar em sua apresentação.

Um grande aquecimento para o dia seguinte!

Mark Farner e Banda
Foto: João Messias THE ROCKER
10/03/2012 – A apresentação

Chegando por volta das 20:30 [a apresentação teve início ás 22:00], não havia muita gente na casa, e não houve banda de abertura, e sim o DJ Índio executando sons dos anos 60 e 70, fazendo a alegria de muitos senhores que estavam por lá.

Só que chegou uma hora que todos queriam ver e ouvir Mark Farner e suas canções, aí  pontualmente ás 22 horas, o guitarrista/vocalista foi para a frente do palco [já com a casa quase lotada] e deu início a apresentação com Are You Ready, nos surpreendendo com a força e energia da canção!

Mark estava acompanhado de uma grande banda composta pelo baixista Lawrence Buckner, o baterista The H. Bomb Crawford e pelo tecladista/vocalista Karl Propst [que entrou algumas músicas depois], onde mostraram coesão, groove e peso, de forma homogênea. E após Rock And Roll Soul e Footstompin’ Music, veio o primeiro grande hit, We’re American Band, onde Karl dividiu as vozes com Mark e se mostrou um excelente vocalista fazendo a alegria de todo o público presente, que apesar dos muitos senhores, foi composto por muitos jovens, coisas que só vemos no Rock And Roll.

E não parou por aí, pois Mark Farner sempre comunicativo, pulando, dançando e rebolando foi um atrativo a mais nesta apresentação. Esbanjando tanta energia, seria ele é um dos senhores do filme Cocoon?. Creio que sim!

Mandou ainda Shinnin’ On e a bela Sin’s Good Man’s Brother, onde a emoção foi tanta que foi difícil separar o Jornalista do fã, pois todos os presentes viram que Mark canta com gosto, alma e prazer, e isso era visível e acabava contagiando a todos!

Mark Farner
Foto: João Messias THE ROCKER
E não acabou não gente, Mark transformou o Via Marquês numa verdadeira pista de dança ao executar Locomotion [que é um cover da cantora Little Eva], onde todos mergulharam na melodia e ritmo contagiante da canção. Para reativar as energias a banda mandou Some Kind Of Wonderful e Heartbreaker, que cujo final foi transformado num Hard pesado e vigoroso. E assim encerrou a primeira parte do show!

Mark e sua trupe retornaram com o cover do Animals, Inside Looking Out e encerrou de forma sábia a apresentação com I’m Your Capitain, onde fomos tranportados aos templos do gospel americano [aquele feito pelos negros], onde Mark executando a canção escolheu essa forma de nos dar boa noite e irmos em paz para casa! Uma apresentação maravilhosa sem dúvida!

Não vou ver os Beatles e nem o Led Zeppelin, talvez veja o Kiss e os Rolling Stones, mas ter visto Mark Farner e sua banda me fez sentir o cara mais feliz por ter visto um dos senhores do Rock And Roll em plena forma e me fez me sentir firme para caminhar nesta por décadas e décadas. Obrigado Mark Farner!

12 de março de 2012

MUNDO CAO: UMA BANDA COM FUTURO

Por João Messias THE ROCKER

Com sete anos de estrada o Mundo Cao (isso mesmo, sem a grafia) é daquelas bandas que graças a solidez de seu trabalho vem cada vez mais e mais conquistando novos fãs graças ao seu som pesado, marcante e com letras que tem muito a ver com o sistema de vida e trabalho que levamos hoje em dia!

Banda Mundo Cao
Foto: Divulgação

No final do ano passado, o trio formado por Zeca Salgueiro (Baixo/Voz) Fabio Gadel (Guitarra/Voz), e o recém chegado Felipe Abdala (Bateria) lançaram seu primeiro álbum e o primeiro vídeo para Maloqueiro Sem Futuro, o que fará com que a banda consiga mais e mais seguidores!

Na entrevista feita com Zeca e Fábio, eles nos contam da repercussão do CD, cantar em português e outras coisas mais!

Confiram a entrevista!

NEW HORIZONS ZINE: Olá amigos! Vamos iniciar a matéria pelo nome da banda: porque vocês nomearam a banda com esse nome e sem a grafia correta?
Fabio Gadel: O nome da banda surgiu como resultado do conteúdo das letras, que retratam o nosso cotidiano através de um ponto de vista um pouco cruel e nada politicamente correto. Usamos essa grafia porque achamos que fica com uma cara mais simples, uma coisa meio de “muro pichado”, que é como imaginávamos apresentar o logotipo no começo da banda.

NHZ: Vocês durante esses anos vem mantendo uma carreira sólida e constante, tendo como grandes conquistas tocarem junto com o ex Kiss Bruce Kulick e conseguindo aparições em programas de TV. Como surgiram essas oportunidades e o que geraram em divulgação para a banda?
Fabio: A primeira grande oportunidade foi tocar com Bruce Kulick. Nós participamos da primeira vinda dele para tocar na KISS Fest em maio de 2007, pois Zeca foi convidado para cantar e eu acabei indo como roadie do Bruce. Nesse show e nos ensaios acabamos fazendo amizade com ele e seu o empresário, com quem mantivemos contato e acabamos combinando uma segunda vinda do Bruce, dessa vez para tocar com o Mundo Cao em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba.
Os shows foram muito legais e isso trouxe certa atenção para nós. A partir daí começamos a ter acesso um pouco maior a entrevistas e programas, conseguimos colocar nosso clip em alguns canais de TV... isso, sem dúvida, divulgou muito o nome da banda e aumentou bastante o número de pessoas que acessam o nosso material.

Mundo Cao: Fabio Gadel e Zeca Salgueiro
Foto: Divulgação
NHZ: Ano passado vocês lançaram seu primeiro CD e um videoclipe para Maloqueiro Sem Futuro . Qual o feedback que está sendo passado pela imprensa e pelos fãs?
Zeca Salgueiro: Honestamente? Mais do que esperávamos. Temos muitos seguidores no Twitter e no Facebook, fora as pessoas que nos acham em e-mails e até na rua! Após uma entrevista concedida à RedeTV, e à veiculação na MTV e MixTV, os acessos ao nosso clipe aumentou muito e todos os comentários são elogiosos - o que, aliás, só nos traz mais responsabilidade de fazer um show cada vez melhor.

NHZ: E falando no clipe, o que os motivaram a escolher esta faixa?
Zeca: Achamos que essa faixa reúne ingredientes para agradar ouvidos mais e menos radicais. Não podemos ser hipócritas e dizer que é a melhor faixa do CD, senão não haveria justificativa para um próximo vídeo – que já está sendo estudado. Uma banda precisa fazer com que seu produto seja acessível ao maior número de ouvintes possível, e uma escolha baseada apenas no gosto pessoal dos integrantes pode prejudicar esse objetivo.

NHZ: E a banda desde o início se mantém fiel a sua proposta, que é fazer Hard Rock em português, fazendo um bom equilíbrio de peso e swing. Como vocês analisam a evolução da banda durante os anos?
Fabio: Nosso foco sempre foi o show e sempre procuramos melhorar nesse aspecto, buscando aquilo que funciona bem e que empolga mais ao vivo. No começo nosso set era mais curto e um pouco mais pesado; com o passar do tempo começamos a adicionar coisas um pouco diferentes ao show, que continua pesado, mas acabou atraindo um público mais abrangente.

NHZ: Falando em HardRock, quando o estilo é citado, muitos tem como lembrança o som de bandas como Poison, Skid Row, Guns And Roses, Nelson, entre outras. Mas esquecem das bandas dos anos 60/70 como Led Zeppelin, Deep Purple, Grand Funk Railroad, etc. O que pensam das bandas citadas na questão e quais dessas vocês vêem como uma referência ao som de vocês?
Fabio: Acredito que as segundas bandas que você citou influenciaram as primeiras e apesar do estereótipo que se formou em torno do Hard Rock, ele é mais abrangente. Nós gostamos das bandas citadas e temos uma afinidade grande com o público do KISS por sermos muito fãs da banda e ter tocado com o Bruce Kulick, mas no nosso som eu vejo também influências de bandas como Black Sabbath e Metallica.

NHZ: Voltando ao som em português, bandas como Baranga e Carro Bomba vem se destacando na cena cantando na nossa língua. Como vocês analisam a questão do idioma?
Fabio: Acho que o idioma deve refletir o objetivo da banda. É inegável que, se você cantar em inglês, pode divulgar o seu som em outros países, mas acho que acaba perdendo a identificação com certa parte do público daqui.
O nosso objetivo é tocar no Brasil, mesmo porque nossas letras dizem respeito à realidade brasileira e não faria sentido cantar em inglês. Eu já toquei em bandas que cantavam em inglês e acho que a resposta da galera é bem diferente quando você canta em português; o público se identifica na hora com o que você está cantando e a resposta se dá em outro nível.

NHZ: O baterista Ivan Busic (Dr. Sin) chegou a fazer parte da banda por um tempo, mas vi que vocês já estão com outro músico nas baquetas, que é Felipe Abdala. O que aconteceu para que Ivan não permanecesse na banda e como vocês chegaram no Felipe?

Mundo Cao: Felipe Abdala
Foto: Divulgação

Zeca: Ivan e Andria Busic são amigos de longa data. Já estava passando da hora de gravar um CD e naquele momento não tínhamos baterista. Chegamos a pensar em programar a bateria e depois correr atrás de alguém, mas Fábio insistiu em gravar com outro músico e me lembrei do Ivan. Liguei pra ele, que topou na hora e fez o trabalho com perfeição.
Fizemos dois shows de lançamento do CD com Ivan, mas o Dr. Sin acabara de lançar o CD Animal e as agendas começaram a conflitar. Para evitar cancelamentos ou atrasos para qualquer uma das bandas, Ivan indicou um amigo dele – Felipe Abdala – que já foi apresentado como baterista oficial da banda em um show que fizemos recentemente no Inferno Club, em São Paulo.
Além do Dr.Sin, Ivan é extremamente requisitado... é um músico fantástico que fez um ótimo trabalho conosco e nos deixou um grande presente ao indicar Felipe.

NHZ: Para encerrar, você Zeca, é Luthier. No dia a dia da confecção de instrumentos, quais as histórias mais curiosas que aconteceram com você?
Zeca: Entre as mais legais estão poder conhecer bons músicos e fazer um instrumento pra eles, como foi com Daniel Bonfogo, da banda Claustrofobia, que é meu endorsee. Eu também fiz as regulagens nas guitarras usadas por Bruce Kulick em sua primeira apresentação no Brasil e o homem não reclamou, o que já é um adianto!
E as coisas mais corriqueiras são pequenos acidentes, tipo martelar o dedo ou cortar as mãos.... Uma vez eu lixei três unhas da mão direita numa máquina e tinha um show pra fazer à noite tocando violão... foi doído, mas faz parte!

NHZ: Obrigado pela entrevista! O espaço é de vocês!
Fabio: Nós é que agradecemos a oportunidade de falar do nosso trabalho para seus leitores e esperamos que mais gente tenha acesso ao nosso som!
Zeca: Isso mesmo! Parabéns pelo blog e podem contar com o Mundo Cao pro que der e vier! Abraços a todos!

7 de março de 2012

HAGGARD: ÚNICOS

Haggard
Foto: João Messias THE ROCKER
Por João Messias THE ROCKER

Show: Haggard
Local: Carioca Club
Data: 25/02/2012

Com mais de 20 anos de carreira e inicialmente como uma banda de Death Progressivo, o Haggard foi aos poucos acrescentando novos elementos em sua música e como conseqüência fazer algo único e um novo conceito na mescla de metal com música sinfônica e medieval. E esse exotismo acabou angariando fãs no mundo todo, inclusive no Brasil, onde havia uma fila enorme na entrada do Carioca Club no dia 25 de fevereiro.

E como tinha muita gente, o negócio foi se aglomerar na muvuca para conseguir um bom lugar para as fotos, mas ao contrário de apresentações de bandas mais extremas, era possível trafegar sem problemas, pois a música dos germânico é algo para se apreciar todos os detalhes!

Depois de um pequeno atraso a banda e seus onze integrantes se posicionam ao palco e logo de cara são ovacionados pelo público, que bradava a cada música executada como o início com Hevenly Damnation e The Final Victory, e nas palavras de seu líder, o vocalista e guitarrista Asis Nasseri, que juntamente com o baterista Luz Marsen são os únicos desde o início da banda.

E falando neles, todos estavam muito empolgados em tocar no país, principalmente o já citado vocalista/guitarrista, o guitarrista Claudio Quarta e a soprano Susanne Ehlers eram outros que demonstravam essa emoção, pois o músico se movimentava de um lado para o outro e a moça agitando, sorrindo muito e arriscando uns cambrés (movimento de dança oriental)!
Mas voltando ao show, como disse acima, a cada música era uma celebração com todo o público bradando á banda, tivemos algo inusitado quando Asis chama ao público duas fãs para dividirem os vocais com a soprano Susanne Ehlers em Herr Mannelig, onde as meninas pareciam não acreditar no que estava acontecendo. Mas as emoções não pararam aí, pois nesta canção, Asis passeou pelo público executando a música!
Só que ainda havia mais para o final...
...Depois de mais clássicos como Per Áspera, National Anthem e Al Inizio, tivemos o ápice da apresentação, com a execução de um trecho do Hino Nacional Brasileiro, o que pegou muita gente de surpresa, e que independente de patriotismo ou não, foi de emocionar mesmo!
Awakening The Centuries encerrou esta, que seguramente já figura entre as melhores do ano, e vamos cruzar os dedos para que não demorem mais 20 anos para retornarem. Se depender do público que bradava a cada canção, penso que ano que vem eles estarão no país novamente, e num lugar maior para que venham todos os mais de 20 músicos que compõe o Haggard!

4 de março de 2012

RAVENLAND: SOFISTICAÇÃO OBSCURA

Por João Messias THE ROCKER


RavenLand
Foto: João Messias THE ROCKER

Projeto Encontros: RavenLand

Local: Estação Metrô Tatuapé

Data: 16/02/2012

O Projeto encontros existe desde 2010 e tem com um dos objetivos proporcionar atrações gratuitas nas estações de Metrô, seja com música, dança, oficinas e todas as formas possíveis de cultura e entretenimento!

E neste dia 16 o rock foi brindado, e com uma ótima escolha, a banda de Gothic Rock/Metal Ravenland, que possui muito tempo de estrada, alguns EP’S e dois álbuns “full”, sendo And A Crow Brings Me Back destaque em várias publicações no Brasil e exterior na época do seu lançamento!

A banda formada atualmente por Banes Oliver (Guitarra), João Cruz (Baixo/Teclados), Fernando Tropz (Bateria), Dewindson Wolfheart (Voz) e a nova vocalista Juliana Rossi mostraram um set list acústico, mesclando composições da banda com versões muito especiais para clássicos do Rock/Metal.

Com um cenário simples, onde praticamente tinha a banda, os banquinhos e os instrumentos, o quinteto mostrou a qualidade habitual com sons próprios como Regret e Memories, que a medida que eram executadas, conseguiam chamar a atenção das pessoas, que paravam para observar a performance da banda. Além das músicas próprias, a banda levou sons de grupos como We Are The Fallen (banda formada por ex membros do Evanescence), Johnny Cash e Depeche Mode, fazendo um balanço interessante.

Depois de The End Of Light (música que foi o primeiro vídeo da banda e que rolou na MTV), tivemos a certeza que os próximos trabalhos da banda merecerão uma atenção maior, principalmente no quesito voz, onde Dewindson conseguiu o equilíbrio entre os graves e os soturnos e Juliana, que possui uma voz mais doce que a antiga vocalista Camilla Raven, vai elevar ainda mais a musicalidade da banda!


RavenLand
Foto: João Messias THE ROCKER

Em Our Farewell (Within Temptation) aconteceu o momento mais sublime da apresentação, onde durante a execução da música, uma menina correu para os braços de Juliana, tornando esse momento ainda mais especial!

Mas ainda não tinha acabado, pois a banda ainda executou Velvet Dreams e versões para Scorpion Flower (Moonspell) e Hunting High And Low (A-Há), que fechou a apresentação de pouco mais de uma hora, que conseguiu atrair a atenção de um bom público, mostrando que a iniciativa é excelente e que a música é uma ótima forma de atrair as pessoas!

Não tem como não agradecer a banda pela apresentação e pelo projeto, que quem sabe pode ter mais bandas de Rock/Metal em seu cast no futuro, e caso você tenha perdido esta apresentação, o quinteto estará se apresentando no dia 06 de março na Estação Paraíso do Metrô apartir das 17:00.