30 de maio de 2012

SLIPPERY: SEGUINDO SEUS SONHOS

Guitarrista  comenta em entrevista a boa repercussão do primeiro álbum da banda, First Blow

Por João Messias THE ROCKER

Formada há quase 10 anos, o quinteto paulista Slippery, que é atualmente formado por Fabiano Drudi (Voz), Kiko Shred e Dragão (Guitarras), Erico Moraes (Baixo) e Rod Rodriguez (Bateria) mostra que a boa música não possui validade!

Indo contra as marés do som moderno, a banda pratica um Hard potente, energético, e que apesar da capa insinuante, uma cara mais européia, o que pode ser considerado um diferencial, pois soa mais pesada e séria que as suas colegas de estilo.

Até na hora do cover a banda pensou  nessa proposta, pois regravaram o clássico do Demon, Night Of The Demon, numa versão que com certeza encherá de orgulho a banda de Dave Hill.

E o guitarrista Dragão nos comentou sobre isso e muito mais!

Confiram a entrevista!

Slippery: Fabiano, Erico, Dragão, Kiko e Rod
Foto: Divulgação
NEW HORIZONS ZINE: First Blow foi lançado no final de 2011 e desde então o CD vem se destacando positivamente em muitos sites e revistas. Como avaliam essa repercussão e se já esperavam essa aceitação?
Dragão: Se eu disser que não esperávamos, estaria mentindo. Trabalhamos duramente em cada detalhe do disco com o intuito de agradar aos fãs do estilo que praticamos. Tudo ali foi pensado, planejado e repensado. 

Talvez a maneira como a mídia especializada tem recebido nosso trabalho vem nos surpreendendo pela empolgação com a qual o descrevem, uns veículos mais, outros menos, mas todos eles de maneira realmente muito positiva. É muito gratificante receber esse retorno.

NHZ: Vocês contam com a Assessoria da Som Do Darma. Qual a importância deste serviço para a manutenção do nome da banda na cena?
Dragão: Nossa parceria com a Som Do Darma tem sido fundamental nesse quesito. Já os conhecíamos pelo trabalho extremamente profissional que desenvolvem com outras bandas. Uma vez feito o contato, o interesse em desenvolver esse trabalho foi mútuo, desde então nossos laços vêm se estreitando cada vez mais.

NHZ: Músicas como “Follow Your Dreams” e “First Blow” se destacam pelo ritmo festivo e pelos backing vocals bem sacados, mas uma que chama a atenção é a balada “Another Chance”, que conta com partes AOR. Como foi compor e gravar essa música em especial?
Dragão: Essa faixa especificamente foi toda composta pelo Kiko, alteramos um detalhe ou outro no arranjo final, mas a composição estava basicamente pronta quando ele nos trouxe. Ela possui uma atmosfera realmente mais puxada para o AOR, é uma canção mais sóbria, por assim dizer. Todos nós somos fãs dos grandes nomes desse estilo, é inevitável que vez ou outra essa influência se mostre presente em nossas canções.

First Blow
Foto: Divulgação
NHZ: E como todo bom disco de Hard Rock, a capa é um grande atrativo, cuja imagem nos instiga, mas infelizmente não mostra a modelo de corpo inteiro. Quem deu a idéia dessa foto e se pensam em continuar a imagem em futuros trabalhos?
Dragão: Bom, o conceito geral da capa foi desenvolvido por mim. As lentes que registraram a foto pertencem ao Fabio Barella, (grande fotógrafo!) e as curvas ali presentes nos foram emprestadas por Sandra Martins. Foi todo um trabalho em conjunto que partiu dessa ideia inicial que eu tive. 

Não descartamos a possibilidade de seguir com esse “tema” num próximo trabalho, mas não temos nada definido por enquanto, tudo dependerá de como esse trabalho vai se desenvolver, quem sabe não seja essa a chance de apreciar uma foto que mostre o corpo todo (risos).

NHZ: A banda gravou uma versão para “Night Of The Demon” [Demon] para o CD. O que os motivaram a escolher essa canção?
Dragão: Somos todos muito fãs das bandas de hard rock e heavy metal desse período oitentista. A NWOBHM despejou na cena uma quantidade enorme de ótimas bandas, e o Demon foi (e ainda é) uma delas. Tocávamos Demon nos ensaios, assim como tocávamos Picture, Fastway e mais uma porção de bandas que representam essa fase. Certa vez entramos em contato com Mike Stone (manager do Demon) e expusemos a intenção de gravar essa faixa, ele se mostrou bastante empolgado com a idéia e nos autorizou à prestar essa homenagem.

NHZ: Ainda falando do cover, vocês chegaram a mandar a versão que fizeram para a banda?
Dragão: O contato que tivemos com o Demon, foi na verdade exclusivamente com o Mike Stone (manager) que é responsável por todo o processo de comunicação da banda. 

Enviamos então pra ele a pré-produção e posteriormente a master final dessa versão, ele gostou e elogiou bastante. Eu gostaria muito de saber a opinião pessoal do Dave Hill (vocal) a respeito dessa versão, mas é algo que até o momento não tivemos acesso.

NHZ: Outro destaque é a gravação do trabalho, que foi feita pelo experiente Átila Ardanuy [Dr. Sin/Anjos da Noite], que não soa como as produções de hoje, que apesar de bem gravado, soa bem retrô, inclusive com aqueles timbres “ardidos” nos vocais e guitarras. O que influenciou na escolha deste profissional e nesta sonoridade?
Dragão: O aspecto da sonoridade é um ponto importante nesse album, queríamos de fato que soasse com o peso e timbres característicos dos anos 80. 

O Átila foi fantástico no trabalho dele, é um cara extremamente experiente e fácil de lidar, tem uma habilidade incrível em perceber exatamente o que cada passagem da música pede. Chegamos à ele através do Ivan Busic pra quem o Kiko havia mostrado a pré-produção do disco.


Slippery
Foto: Divulgação 
NHZ: Agora vou perguntar algumas coisas referentes ao estilo que praticam: Desde seu início em 2004, vocês fazem Hard Rock com alguns elementos do Metal Tradicional. E de alguns anos para cá, o estilo está ressurgindo com ótimos trabalhos de bandas como Gotthard, Kissyn Dinamite, HEAT, Dynazty, entre outras. Como vocês enxergam esse renascimento do estilo?
Dragão: Eu acho fantástico! Embora não conheça à fundo o trabalho das bandas citadas, creio que isso mostra que o estilo não deixou de existir, é claro que a indústria que o vendia e faturava muito em cima disso não existe mais, pelo menos não da forma como já foi. Os tempos são outros, os meios de interação são outros, aquela mesma indústria se adaptou e hoje vende o que condiz com a demanda (que não é pelo hard rock). 

Acredito que muito cabe às bandas, no sentido de apresentar um trabalho de qualidade, e assim aos poucos voltar a abocanhar uma fatia (ainda que mínima) desse bolo.

NHZ: Por outro lado, temos bandas como Europe, que desde seu retorno vem mostrando uma sonoridade cada vez mais distante do som que os consagraram. O que vocês acham dessa fase do quinteto sueco?

Dragão: Assim como os demais da banda, sou muito fã do Europe, especialmente de John Norum e Kee Marcello que são guitarristas sensacionais, nos quais busco inspiração (guardadas as proporções - risos) quando o assunto é melodia. 

Óbviamente tenho preferência pela fase áurea do grupo, mas embora não seja lá muito motivado pelo que eles vêm fazendo atualmente, não acho que isso manche de alguma forma a história e o caminho percorrido por essa banda magnífica.

NHZ: Para encerrar, descreva para os leitores o que podemos esperar de uma apresentação da banda?
Dragão: Todo show nos traz muita ansiedade, não no sentido de nervosismo, mas uma ansiedade positiva, que nos motiva a dar o melhor de cada um. É uma apresentação bastante dinâmica e energética, pois é ali o espaço que temos pra expor nosso trabalho e exteriorizar tudo o que colocamos em cada canção.

NHZ: Obrigado pela entrevista! O espaço é de vocês!
Dragão: Eu é que agradeço em nome de toda a banda pela oportunidade de falar um pouco da nossa história, do nosso trabalho e de nossos planos. Convido todos os leitores do New Horizons à assistir um show nosso, tenho a certeza de que não sairão decepcionados. Obrigado e um grande abraço à todos!

26 de maio de 2012

ANGUERE: NO CAMINHO CERTO

Debut CD de quarteto paulistano aposta em som moderno e letras baseadas em nosso cotidiano

Por João Messias THE ROCKER

Anguere - Capa do CD
Imagem extraída da Internet
Por se tratar de uma banda nova, com quatro anos de vida, é surpreendente o primeiro registro dessa banda de Rio Claro, interior de São Paulo.

O quarteto que contava na época com Paulo Marques (Vocal), Cleber Roccon (Guitarra), Luciano Cecagno Jr. (Baixo) e Adriano Prado (bateria) aposta num som moderno, que mescla Metal Moderno (New Metal/Metalcore/Rapcore) e Death/Thrash que nesse CD auto intitulado vem com muito mais acertos do que erros.

Vamos começar pelos acertos, que é a sábia forma que a banda mescla todos esses estilos, usando muito groove e vocais ora gritados e urrados (que lembram grupos como Sepultura e Obituary) e canções com potencial como Fim (que contém umas passagens brazucas), Pesadelo, com vocais em prosa e um instrumental que fará a alegria de fãs de bandas como Biohazard/Pro Pain, além das guitarras bem pesadas.

A única coisa ruim do trabalho é a gravação que ficou abafada, inibindo um pouco do som das guitarras e amenizando um pouco da fúria do quarteto, o que é uma pena, pois pelo material apresentado aqui, a banda tem muito futuro.

Recentemente a banda passou por mudanças de formação e se prepara para um novo trabalho, que com certeza corrigirá esses detalhes e colocará o Anguere onde merece.

21 de maio de 2012

COMBATE VERTICAL: NOVOS RUMOS

Apresentação acústica mostrou músicas inéditas que revelam uma tendência mais pesada em seu som

Texto e Fotos: João Messias THE ROCKER

Combate Vertical
A maioria das bandas que você conhece você deve ter ouvido no rádio ou visto um show, nesse caso foi diferente, pois a primeira vez que ouvi falar deste quarteto foi na época do show de lançamento do seu primeiro CD, Imagem de Deus, através de um cartaz.

Não fui nesta apresentação, mas logo tratei de assistir a banda ao vivo, e já se passaram três anos e curiosamente, estamos no mesmo palco de 2009, a entrada da Livraria Católica Paulus, em Santo André.

Composta atualmente pelo vocalista Pêra, o baixista Alan, o baterista Fúlvio e o novo guitarrista Son, fizeram uma apresentação forte e com muitas novidades.

O show começou com as mais conhecidas da galera como Meu Lugar, que merecia ser trabalhada nas rádios, Eternidade e Imago Dei ao lado das novas Via Crucis, Santo Deus e O Colecionador de Lágrimas, que acabaram sendo os grandes destaques da apresentação, que mesmo no formato acústico, mostraram muito peso.

Mas das inéditas, uma merece uma menção a parte, Israel de Deus, que mostra bases pesadas, baixo gorduroso e os vocais sempre “na medida”, soando como o Stryper do Against The Law mesclada a sonoridade moderna e densa do Disturbed, e tem tudo para ser o carro chefe da atual fase do quarteto.

Combate Vertical
Consagração encerrou a apresentação da banda que mesmo com elementos mais pesados e modernos em sua sonoridade, tem tudo para continuar com os fãs antigos e ainda angariar novos.

Não podemos deixar de agradecer a Livraria Paulus por permitir que bandas independentes usem seu espaço para mostrarem o seu trabalho, e a banda por sua atitude de mostrar que o ABC tem bandas de qualidade e que falta apenas que as pessoas as prestigiem!

Se um dia você estiver para baixo e quiser dar uma guinada no seu dia, independente da religião que segue, procure assistir um show dos caras, garanto que o seu astral dará um “Up” em poucos instantes!

17 de maio de 2012

LUIS COFFEE: SEM ESQUECER AS RAÍZES


Um dos responsáveis pelo grupo Underground Brasileiro conta de seus projetos e o que de melhor acontece na cena alternativa


Por João Messias THE ROCKER


Luis Coffee
Foto: Divulgação
Os fanzines foram muito importantes na propagação de conteúdo na cena Underground, principalmente nos anos 80, onde não havia internet e essa era a forma mais eficaz de divulgação da cena!

Para quem não sabe o que é um fanzine,era uma espécie de revista feita em sulfite, que era datilografado ou manuscrito e de uma matriz eram feitas várias cópias para serem distribuídas mundo afora, eu mesmo cheguei a ter dois nos anos 90.
Com a internet, parecia que eles estavam destinados ao esquecimento. Mas embora não existam tantos como antigamente, seu conceito está propagado na web, principalmente em blogs e redes sociais.
E escolhemos um representante desta linha literal para ser o nosso entrevistado de hoje, Luis Perossi, ou Luis Coffee, que nestas frentes mostra como se pode divulgar bem um trabalho, além de mostrar sempre o que acontece na cena Underground!
Confiram a entrevista!


João Messias THE ROCKER: Luis, olhando seus trabalhos na web, percebo uma grande fidelidade ao que era feito com os fanzines. Qual a importância de manter essa conexão com o presente e o passado?
Luis Coffee: Acredito que a linguagem do fanzine é atemporal. Por mais que estejamos inseridos no contexto ultra tecnológico e por mais que digam que é algo superado, eu tenho quase que diariamente notícias de publicações do estilo fanzine.

Claro que não tanto quanto antes, mas é algo que se mantém e que não foi engolido por novas tecnologias, ao contrário, foi agregado. Acho que meus trabalhos “internéticos” ressoam a linguagem “fanzinística” (existe esse termo? - risos) pois foi a minha “escola, digamos assim. É importante pra mim pois é a raiz, “Don’t Forget Your Roots”, já diz uma letra do H2O.

THE ROCKER: Queria que contasse sobre seus projetos, em especial o blog “Meus Amigos Bebem Muito Café”. Por que escolheu este nome?
Luis: Cara, a história do nome é a seguinte: eu havia feito vários zines, e todos davam um puta desespero pra achar um nome. Aí comecei apelar pra nomes de músicas. Até hoje eu gosto muito de uma extinta banda de campinas chamada No Class, e o encarte do CD era inspirador, parecia um zine, com comentários relativos às letras e tal, e na canção “too tired to think”( http://www.myspace.com/noclasscampinas/music/songs/too-tired-to-think-2283618) havia  uma frase que dizia algo como “ a casa estava invariavelmente suja, meus amigos bebiam muito café...” esta afirmação faz parte da letra aliás.

Eu pensei que soaria legal e diferente este nome para um fanzine, e acho que foi dali que meu vicio por cafeína se potencializou também. O blog é a versão online do fanzine, mas com a vantagem (ou não) de ser “em tempo real”. O espírito é o mesmo do fanzine, o foco é cultura underground. Antigamente o fanzine “meus amigos...” trazia coisas mais pessoais, porém, no mundo da web eu desvio estas paradas pro meu blog pessoal, o “coffee boy”.
Tenho outros projetos, alguns musicais, outros de ilustrações voltadas ao street art,outros literários, e por aí vai.

THE ROCKER: Interessante seu trabalho junto com outros batalhadores “das antigas” nas redes sociais, em especial o grupo Underground Brasileiro, onde vocês destacam muitos eventos relacionados à música, cultura e arte. Para você, qual a importância de divulgar esses eventos do Underground?
Luis: Mano, a importância é total, pois fortalece algo que não tem muito espaço. Pra mim, é a essência do punk e de toda e ideologia dele, o lance do faça você mesmo. Quanto mais divulgação e acesso, melhor, pois o Brasil é giantesco, e lá no grupo fico sabendo de outras cenas que sequer imaginava.

A iniciativa deste grupo no facebook foi do Marcello Kaskadura, uma figura ícone do underground e referência pra mim, que sou de uma geração posterior a dele (não estou o chamando de velho, hein (risos).

Eu já ouvi algumas pessoas dizendo que começou a tocar mais e fazer inúmeros contatos depois que o grupo surgiu, e isto sintetiza a importância e o propósito do grupo ao meu ver.

Luis Coffee
Foto: Divulgação
THE ROCKER: Falando em arte, quem faz algo bacana nesta área é o pessoal do Projeto Encontros, que ocorre nas estações de Trem e Metrô, onde temos shows, exposições e danças, tudo de forma gratuita. Você conhece e o que acha dessa iniciativa?
Luis: Poxa, iniciativa sensacional, levar arte onde está o povo. Eu vi um dia de relance no metrô, vi algo semelhante no terminal de ônibus de São Matheus uma vez, mas não sei se faz parte do mesmo projeto. Acho que é bacana pra divulgar o trabalho e maravilhoso pra quem vê, sou fã de iniciativas assim.

THE ROCKER: E sem querer soar saudosista, mas nos tempos dos fanzines, a maioria dos fãs de cultura alternativa se encontrava, e hoje com a facilidade da informação, muitos preferem se esconder no computador, “tocando o terror” nas redes, criticando a tudo e todos. O que pensa disso?
Luis: Posso falar mesmo o que eu penso disso? (risos)!

Zoado mano! Hoje em dia ta difícil alguém dar a cara a tapa, e todo acontecimento, por mais fútil que seja, é motivo pra se ter opinião e vomitar regras, dogmas, criticar, e falar merda. O lance das redes sociais só escancara uma faceta já existente.

Eu penso que se não é pra somar, construir algo positivo, não merece relevância. Isso que você disse é uma grande verdade. Muita gente se esconde, fica de idéia torta, fala mal de pessoa X,Y,Z, é super engajado em causas e movimentos, mas nunca colou no rolê pra saber qual é.
Só lamento, e espero que essas pessoas acordem pra vida, antes que seja tarde demais.Estão perdendo a chance de viver experiências legais e positivas. Claro que eu não colo em todo protesto que existe, todo som ou evento, até porque muitos são simultâneos, mas sempre que possível eu me envolvo e tento ajudar, ou ao menos não atrapalhar.

THE ROCKER:  O que você destaca (blogs, bandas, eventos) na cena Underground hoje?
Luis: Em termos de underground naquela verve zine, tem o The Book do Heder Honório, que cumpre de maneira super eficiente o lance de resenhas, sons, é um fanzine eletrônico. Tem o Tumblr do Jaja Felix, menino super correria no campo da ilustração, se chama 13fanzine, e traz trampos FUDIDOS de vários artistas plásticos undergrounds, como o Rogério Geo, Flávio Grão, Matheus Quinan, entre outros.E tem o  blog  e fanzine Zinismo, sensacional!

Entre os eventos, o Verão Revolução e o Anti-Fest do Fábio “Nenê” Altro, e o “Domingo Cultural” que aconteceu no estúdio CIAM na Zona Leste de São Paulo, estão entre os que eu destacaria, mas tem inúmeras coisas que às vezes eu nem fico sabendo.

Quanto á bandas, tenho reparado muito no pessoal do RAP, e afirmo que eles são exemplo de união e força de vontade. De Racionais MC’s a Emicida, de Criolo a Inquérito, de Tubaína a Rapadura, todos criam seu espaço e dão a idéia certa e positiva. No meio hardcore, gostei bastante do Asfixia Social, Atos de Vingança, Nunca Inverno e do alternativo, Twinpines, Le ballet de Frida, Lex Complex e Jacks Revenge me empolgam muito! Das antigas destaco  Againe que ta voltando, Deserdados, Dance of Days,Melody Monster e uma pá de banda , é foda, não da pra citar tudo.

THE ROCKER: Conte-nos um pouco da sua banda, o Cannibal Coffee (shows, proposta e gravações).
Luis: A banda é nova, esta compondo algumas canções, iríamos até gravar um split com o Satanic Sharks, mas eles acabaram! Quando tivermos um repertório próprio legal, dá pra encarar alguns shows. A proposta é experimentar, quebrar rótulos e paradigmas, ao menos é o que senti quando nos reunimos. Mesclar tudo o que nos influencia misturar Doom Metal com Rap e Hardcore, por exemplo, que são influencias minhas, do Heder e do Marcello.

E estarmos sempre abertos a novos sons e experimentos. Não vejo a hora de ensaiarmos  com mais integrantes, que estão chegando pra somar (surpresa)!

THE ROCKER: Para encerrar, vou citar algumas particularidades daquela época e queria sua opinião a elas: Carta Social, Fitas K7, Flyers.
Luis:

Carta Social: Era complicado comprar selo social no correio, apelava pro xaveco da ONG, quase fiz uma atendente chorar dizendo que minha ONG era pra famílias de presidiários que não tinham grana pra mandar carta. Mancada né? Mas eles regulavam a venda dos selos. Reza a lenda que alguns passavam cola sobre os selos para reutilizá-los, mas não sei se é verdade.

Fitas K7: Recebia várias, o carteiro juntava todas com um elástico e tacava a tijolada na porta da minha casa, era tenso isso aí, (risos). Poxa, era o MP3 da época!

Flyers: Coisa linda isso aí, tenho ate hoje centenas numa pasta, mas parei de colecionar anos atrás.

THE ROCKER: Obrigado pela entrevista! O espaço é seu!
Luis: Obrigado você pela oportunidade, continue neste seu trabalho que é de extrema importância, dou o maior valor, “é nóiz.”

9 de maio de 2012

NECROMESIS: DO ABC PAULISTA PARA O NORDESTE


Trio do ABC paulista comemora ascensão de sua carreira com shows no Nordeste e participação no Grito Rock

Por João Messias THE ROCKER

Necromesis
Imagem extraída do Facebook
Formada em 2006 e tendo atualmente em sua formação Victor Prospero [Baixo/Vocal], Daniel Curtolo [Guitarra/Vocal] e Gil Oliveira [Bateria], o Necromesis é uma das bandas que vem mais se destacando no ABC paulista.
E esse destaque é devido a sua sonoridade apresentar à vertente mais técnica do Death Metal, mas inserindo muitos elementos da música brasileira, que atingiu o auge no seu segundo EP, chamado Evolving To An Underworld.
O baixista e vocalista Victor nos conta sobre ser um dos maiores nomes da cena do ABC paulista hoje, a primeira tour que fizeram na região Nordeste e as lições aprendidas.
Confiram a entrevista:
NEW HORIZONS ZINE: A região do ABC teve grandes nomes como MX, Necromancia, Garotos Podres, entre outros, mas que apesar de sempre ter produzido bandas de qualidade, nunca teve um nome de relevância nacional. E vocês são uma das bandas daqui que estão quebrando essa barreira, sendo hoje um dos nomes mais promissores do região. Como é mostrar ao Brasil e o mundo essa nova força da região?
Victor Próspero: É sempre um privilégio poder mostrar a nossa música quebrando as fronteiras de nossa região!
Privilégio maior é perceber que muitas das pessoas para as quais mostramos o nosso trabalho realmente gostam e mantém contato conosco perguntando quando lançaremos material novo ou até mesmo quando voltaremos a tocar em suas cidades.
Isso é muito gratificante e acredito que seja o retorno por todo o trabalho duro que temos compondo, ensaiando e amadurecendo as nossas idéias.

NHZ: E ainda falando em ABC, entre 2011 e 2012 vocês participaram de  três grandes eventos na região, a abertura para o Besatt, o fest que contou com Necromancia e Ação Direta e o mais recente, o Grito Rock, em São Caetano, com Bywar, Justabeli e Setfire. O que achou destes eventos. Qual a importância para as bandas e público estes shows?
Victor: Eventos como estes são muito importantes para manter acesa a chama do Metal no ABC. Posso destacar este fest que você citou no paço municipal de São Bernardo do Campo com apoio da prefeitura da cidade, que foi super bem organizado, respeitando tanto as bandas quanto ao público.
Foi um show de graça com bandas de qualidade e qualidade de áudio excelente. O Grito Rock também citado por você teve o mesmo espírito. Poder participar de eventos como estes é sempre uma honra.
Necromesis
Imagem extraída do Facebook

NHZ: Recentemente lançaram o Ep Evolving To An Underworld tanto em formato físico como digital. O que os levaram a lançar nesses dois formatos e como está a sua aceitação até o momento?
Victor: Nós somos uma banda independente que está em busca de divulgar ao máximo o nosso trabalho. A melhor forma de se fazer isso é disponibilizando nossas músicas na internet para que as pessoas possam baixar de graça em nosso site.
No entanto, sabemos que assim como eu, muita gente prefere guardar o material físico das bandas que curte. Para isso lançamos o nosso EP fisicamente por um preço bastante acessível já que o nosso objetivo é apenas divulgar o nosso trabalho, não é obter grandes lucros com isso.
As pessoas e alguns veículos de imprensa têm aceitado bem este EP, principalmente por termos incorporado elementos de ritmos fora do Metal em nossa musica. É algo que  estávamos pensando em fazer, pois todos nós da banda curtimos muita coisa além do bom e velho Metal (risos)!

NHZ: Vocês retornaram de uma tour no Nordeste, por onde contemplaram diversos estados. Como foram os shows e quais as maiores lições aprendidas com essa tour?
Victor: No Nordeste, a primeira coisa que me surpreendeu é que a galera realmente prefere as vertentes mais pesadas do Metal, o que nos ajudou bastante (risos). A segunda coisa que me impressionou foi o respeito das pessoas para com as bandas. ...por menor que fosse o lugar onde iríamos tocar, sempre tinha um camarim, uma galera comprando nosso merchandise e uma atenção especial para a qualidade de som.
O público também é bem diferente, pois vão ao lugar para assistir ao show curtindo o som... não é como aqui que as pessoas ficam reparando nas notas que você toca e se você errou ou não (risos). Ficamos mais de 20 dias convivendo juntos com o único objetivo de tocar. ...é uma experiência que toda banda precisa passar, pois vai muito além da tradicional rotina dos ensaios semanais.

NHZ: E essa tour foi realizada graças a amizade com o pessoal da banda pernambucana Cangaço. E assim,  vocês fizeram um intercâmbio, onde o Cangaço veio para alguns shows e depois vocês foram para lá.Como surgiu a amizade essa idéia?
Victor: Tudo começou quando o Gil (baterista do Necromesis) foi em São Paulo assistir ao show em que o Cangaço ganhou a seletiva nacional para o Wacken Metal Battle.
Ele veio nos contando o quanto ele tinha curtido a banda e o quanto ele achou que eles tinham a ver conosco (buscam atingir uma sonoridade própria, são um trio onde o guitarrista e o baixista cantam, fazem som pesado, etc). Rapidamente teve a ideia de chamá-los para uma pequena turnê aqui pelo estado de SP promovida por nós.
Em troca, nós iríamos para o Nordeste em uma pequena tour promovida por eles (mais tarde receberíamos a noticia de que fomos selecionados para tocar no palco do rock em Salvador). Todo o plano deu certo e pretendemos fazer isto mais vezes, pois além de toda afinidade musical, os caras do Cangaço se tornaram grandes amigos.

NHZ: E depois dessa tour nordestina, pensam retornar no futuro?
Victor: Além de retornar ao Nordeste, temos a intenção de alcançar outras regiões do Brasil para conhecer diferentes ambientes. Assim que tivermos algo concreto divulgaremos em nosso site e nas redes sociais (facebook, orkut, etc).

NHZ: Muito obrigado pela entrevista! Deixe uma mensagem aos leitores do NEW HORIZONS ZINE!
Victor: Existem bandas excelentes não só no ABC, mas em todo o estado de SP e no Brasil que ainda são desconhecidas, mas sempre estão batalhando no underground. Pode parecer um clichê, mas eu sempre apelo às pessoas que apoiem o Metal nacional.
Que não compareçam aos shows apenas para ver aquele amigo tocar ou para encher a lata e ir atrás de mulheres!
Fiquem, assistam aos shows que as bandas prepararam e tirem suas conclusões. ...tudo o que elas precisam é serem vistas.

4 de maio de 2012

STAFF: PASSOS BEM CALCULADOS

Staff
Foto: Divulgação
Contando com Dani Boy, que foi assistente de palco do Gugu como vocalista, a banda não se acomoda pelo fato de ter um famoso em sua formação e trabalha sério na consolidação da sua carreira.
Nesta entrevista feita com a banda, eles nos falaram sobre a aceitação de seu primeiro trabalho, A Nossa Primeira Vez, como a internet pode ajudar na divulgação de um trabalho, futuro e muito mais!

Confiram!

NEW HORIZONS ZINE: Olá amigos! Vamos dizer que a banda já era conhecida logo nos seus primeiros passos, pois ela tem em sua formação Dani Boy, que foi assistente de palco do Gugu. Quais as coisas boas e ruins de possuir um famoso na banda?

Staff: Bom, primeiramente por mais que a banda tenha um integrante famoso, se não tivéssemos dado nossos primeiros passos sozinhos, a banda não seria famosa em primeiros seus passos. E por mais que tenhamos certa fama acho que ainda temos um longo caminho até chegar onde queremos.


Uma coisa boa é que, possuir um artista das antigas na banda nos dá mais ânimo pra continuar trabalhando no ramo. Uma coisa ruim é que talvez ele ganhe mais destaque nesse começo da nossa carreira, mas sempre certo de que somos um grupo.
NHZ: Como vocês descreveriam o som da Staff e suas apresentações ao vivo para aqueles que não conhecem a banda?

Staff: Um pop rock com ritmo vibrante e letras simples de amor e cotidiano. Nas apresentações ao vivo, um som pesado pra sempre deixar a galera pra cima, cantando e batendo palma.


Staff
Foto: Divulgação
NHZ: A banda é de São José dos Campos. Conte-nos como é a cena da cidade, se temos muitas bandas, festivais e qual o relacionamento de vocês com as outras bandas?

Staff: O Dani Boy e o Bruno são de Jacareí (cidade vizinha), Lucas Alvarenga, Simões e Everton de SJC. Na verdade definimos a cena regional fraca para o som próprio, pois infelizmente há falta de apoio das autoridades em relação à cultura.

O relacionamento é tranqüilo, pois já participamos de festivais com outras bandas da cidade.

NHZ: Vocês lançaram em 2010 seu primeiro trabalho, chamado A Nossa Primeira Vez, que teve um bom alcance entre o público teen. E quanto ao público adulto, o que eles comentam do disco?

Staff: Quem gosta sempre apóia, e mesmo os que não gostam sempre fazem críticas sem ofender. Mas no geral todos falam bem, porque é sempre bom levar o nome da nossa região em repercussão nacional, ainda mais no meio artístico.


NHZ: E o debut vem tendo uma grande repercussão através da internet, principalmente no myspace, onde vocês conseguiram muitos acessos. Para uma banda como o Staff, qual a importância das mídias sociais para a divulgação do trabalho?

Staff: É uma das coisas mais importantes, pela repercussão que a Internet dá pelo “flood” que acontece, as pessoas estão cada vez mais envolvidas na net, e isso é bem claro pq todas as vezes que aparecemos na TV ou na rádio, a primeira coisa que a galera vai fazer é procurar o nome na internet, e sempre acabam achando material.


NHZ: O CD foi lançado pela Oversonic Music, que vem fazendo um bom trabalho com as bandas da região como Anoxika, Attomica e Megh Stock (ex Luxúria). O que estão achando do trabalho deles e pensam em manter a parceria em futuros trabalhos?

Staff: É um bom trabalho, moderno e com firmeza, estamos com músicas novas e se for pra lançar com eles, tenho certeza que será um ótimo trabalho. É sempre bom também ter o nosso nome junto ao do Attomica, por exemplo, que já fez turnê no exterior.


NHZ: E falando em novo trabalho, quais as novidades?

Staff: Algumas músicas novas finalizadas, mas a idéia é ter um rol de músicas pra escolhermos as melhores. E estamos com um trabalho em mente de fazer um “ao vivo no estúdio”, que servirá de material oficial.


NHZ: Para encerrar, acabamos nos conhecendo num curso de Marketing para músicos e profissionais do ramo. E sabendo que hoje não basta apenas tocar para conseguir um lugar ao sol, qual a importância de conhecer um pouco dessas ferramentas de trabalho para melhorar o trabalho da banda?

Staff: É sempre bom conhecer essas vertentes de trabalho pra também estar atualizado e ficar esperto com o que acontece, porque o músico que sabe cuidar da carreira sempre têm crédito.


NHZ:Obrigado pela entrevista! Deixem uma mensagem ao leitores do New Horizons Zine!

Staff: Fica aí o nosso agradecimento a você e aos leitores, esperamos que ocorram mais vezes, pois é sempre divertido falar de música, ainda mais com quem conhece do assunto. Obrigado!

-|- STAFF |-




Documentário: