28 de fevereiro de 2013

ALBA SAVAGE: O ÚLTIMO ADEUS



Quarteto de Classic/Hard/Heavy encerra as atividades pouco tempo após o lançamento de seu EP

Por João Messias Jr.

Alba Savage
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Foi com muita tristeza que recebi no dia 27 de janeiro a notícia que a banda Alba Savage havia encerrado suas atividades. Apesar de ter feito uma resenha para outro veículo, me senti na obrigação de fazer uma outra, até pelo fato de homenagear os caras, que apenas com um trabalho, conseguiram deixar o legado na cena nacional.

Composta por músicos de grupos de Death Metal como Dissidium e Medicine Death, a banda ousou ao fazer um som com outro "background". O trabalho mescla passagens setentistas, com muito peso e harmonias bem sacadas, com destaque para  o vocal de Willard Fragoso, que embora não sejam os guturais dos antigos tempos, mantiveram a sujeira, que aliados a um toque "canastrão", tornaram o EP mais interessante.

As quatro faixas são dignas de nota, desde a abertura com Shine On, que nos remete ao clima das antigas. Já Spellbound pode ser considerada um clássico do estilo, pelas guitarras no melhor estilo NWOBHM. The Fire Still Burn conta com um solo de sax, que em nenhum momento descaracterizou a canção e o encerramento com Strangers in the Night coroa o trabalho, com mais uma bela interpretação de Willard. 

Só que apesar do som manter a pegada e a crueza dos anos 70, influências de grupos pop oitentistas como Duran Duran, Dead or Alive e Smiths permeiam por todas as canções, fazendo deste EP, um ítem obrigatório.

Encerro essas linhas mais uma vez parabenizando a banda pelo excelente trabalho, que com apenas quatro sons, conseguiram deixar um clássico para o rock/metal, que é algo para poucos.

23 de fevereiro de 2013

CARNIÇA E LEVIAETHAN: ORGULHOS DOS PAMPAS

Grupos gaúchos apresentam trabalhos que podem ser considerados clássicos do thrash metal

Por João Messias Jr.

Nations of Few
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Assim como as bandas paulistas, cariocas, nordestinas, os grupos do Rio Grande do Sul possuem peculiaridades em sua música, que as tornam únicas e inconfundíveis, independente do estilo apresentado. No caso do thrash, o qual vou falar um pouco hoje, a rispidez é a mais marcante e escolhi dois trabalhos para comentar, sendo um lançamento e um relançamento: Nations of Few, do Carniça e Smile, do Leviaethan.

Nations of Few do Carniça  apresenta algo curioso e interessante: apesar de manter uma conexão com o álbum anterior "Temples Fall..." mostra aos nossos ouvidos e pescoços como é possível ter novidades sem usar modismos e tendências. 
Outro aspecto que chama a atenção são os vocais de Mauriano Lustosa (também responsável pelo baixo), pois são agressivos e crus, lembrando mestres do estilo como Tom Angelripper (Sodom), Peter Steele (quando fazia parte do Carnívore) e Nuno Hellknight (ex-Zoltar). As músicas mais legais do trabalho são a faixa-título, "Diablo Politician", com alguns trechos em português bem sacados, a versão inspirada para "I Wanna Be Somebody" (WASP), "Prayers Before the Death",que conta com a participação de Claudio David, (Overdose) e o interlúdio "Nowhere", que farão os fãs de Alex Skolnick (Testament) delirarem.

A capa também é muito interessante, pois passa a imagem  das "ações" que os governantes dos quatro cantos do planeta planejam para a nação!

Smile
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Lançado em 1990, Smile é o primeiro álbum "full" do quarteto gaúcho Leviaethan, que desta época tem na ativa apenas Flávio Soares (baixo e vocal), fazia uma thrashera que era áspera e crua, mas com um bom trabalho instrumental, que aliados ao vocal ardido de Flávio (que dá um ar mais hardcore/crossover) concebeu ótimas canções como "The Last Supper", "AIDS", "Pilgrimage to Insanity", a trabalhada "Spanish Blood" e a vinheta "Pimponetta", essa uma tradicional canção infantil convertida para clássico do metal.

Recentemente, tive a felicidade de assistir os caras ao vivo, e o material novo apresentado não foge de sua proposta musical, está apenas mais refinado e melhor executado, ou seja, melhor!

Não existe resenha deste disco se não falar nada da capa, pois essa arte é uma das mais inspiradas de todos  os tempos, com esse "traquina" apontando uma arma com o singela inscrição "Smile", cuja tradução diz sorria, foi bem sacada!

Para você não parou no tempo e pensa que a única banda thrash que o Brasil produziu foi o Sepultura, procure conhecer esses dois trabalhos, que merecem ser apreciados ao lado de um bom churrasco ou até um chimarrão!

20 de fevereiro de 2013

MAGNUSS: “NOSSA INTENÇÃO É PASSAR MENSAGENS POSITIVAS SEM QUE HAJA UMA LIGAÇÃO DIRETA À RELIGIÃO”


O quinteto de pop/rock Magnuss conseguiu por meio do seu EP chamar a atenção daqueles que apreciam todas as vertentes do rock. Chamado de ‘Primeiro Ato’, o trabalho chama a atenção pelas músicas bem construídas, feitas para cantar junto, além das letras, que podem ser consideradas um diferencial, pois sem cair no lance da religião, passa conforto para os que estão do outro lado do aparelho de som ou computador.
Nessa entrevista, a banda nos fala da repercussão do EP, a forma de passar a mensagem, shows e muito mais!

Por João Messias Jr.

Primeiro Ato
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NEW HORIZONS ZINE: Recentemente a banda lançou seu primeiro trabalho, o EP “Primeiro Ato”, que apresenta um som com nuances do pop com uma base rock. O que as pessoas estão achando do trabalho?
Magnuss: A receptividade tem sido muito boa por parte do público. Nos shows e na internet temos visto que nossa música tem sido bem aceita e tem agradado um público bem diversificado, que vai desde crianças até pessoas mais velhas. É legal saber que essas pessoas apreciam o ‘Primeiro Ato’ com vontade, sempre querendo ouvir de novo e novo. Tudo isso é muito gratificante pra nós, saber que este é um trabalho que não vai passar em branco na vida de quem o conhecer.

NHZ:Ao ouvir o CD, se percebe que apesar do som direto, há uma preocupação com os arranjos, que podem ser evidenciados na boa gravação. Quanto tempo vocês se prepararam antes de gravar o material?
Magnuss: O processo de pré-produção durou cerca de cinco meses. Durante esse período, ocupamos os nossos domingos cuidando de todos os detalhes. Começávamos logo pela manhã e parávamos às nove da noite. Algumas músicas já eram executadas nos shows, enquanto outras tinham apenas a estrutura básica, letra, melodia e harmonia prontas. Porém, todas receberam a mesma atenção. Trabalhávamos toda e qualquer ideia que surgia, buscando inspiração em bandas e artistas que mais nos influenciam, lugares, momentos e vertentes diferentes. Todo o processo de produção e gravação nos proporcionou um amadurecimento gigantesco. Era sempre extasiante ouvir cada elemento da música se fundindo a outro e resultando em algo surpreendente pra nós. Nossas músicas ganharam mais vida e mais personalidade.

Magnuss
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NHZ: A canção “Tocando Suas Lágrimas” é  perfeita para tocar nas rádios. Vocês chegaram a enviar material para alguma emissora?
Magnuss: Realmente, Tocando suas lágrimas é uma música bem radiofônica e tem fácil aceitação por grande parte do público adolescente. Nós ainda não mandamos nenhum material, mas estamos planejando fazer isso em breve.

NHZ: Já “Literal” conta com algumas citações ao piloto Ayrton Senna, morto num acidente automobilístico. Como surgiu a ideia de colocar essas palavras e no que a trajetória do corredor influi na banda?
Magnuss:  A ideia inicial partiu do Felipe, procurar "frases soltas" ditas por pessoas diferentes em situações diferentes e encaixa-las no final da música. Já tínhamos encontrado trechos de alguns fatos marcantes, como o atentado ao World Trade Center, a conquista da Copa do Mundo pelo Brasil, a chegada do homem na Lua. Então surgiu este trecho, o anuncio da morte de Ayrton Senna em um telejornal. Parecia audacioso demais colocarmos isso e houve certa resistência no começo por parte de alguns. O Rodrigo foi o grande incentivador pra que o trecho permanecesse, e acabamos homenageando aquele que foi e é um grande ídolo para todos nós.

NHZ: Outro ponto de destaque é o fato das letras passarem mensagens positivas. Visto que todos possuem formação cristã, qual a preocupação que possuem ao passar boas novas sem cair no lance da pregação?
Magnuss: Nossa intenção é passar mensagens positivas sem que haja uma ligação direta à religião ou qualquer outra coisa do tipo. Procuramos levar a positividade em nossas músicas para todas as pessoas, independente de fé, orientação sexual, cor, classe social etc. As letras falam sobre experiências que influenciaram, de forma direta ou indireta, nossa trajetória em busca pela realização dos nossos sonhos. Retratam o nosso passado e o nosso presente. Assim como nós, muita gente precisa se munir de uma incansável perseverança, para que os desafios se tornem menos relevantes e assim os objetivos possam ser alcançados. Acreditamos que podemos passar essa mensagem sem que haja essa conotação religiosa.

NHZ: A voz de Felipe D’Orazio me fez lembrar muito a do cantor da banda e Vertical, Renato Pêra, que considero um dos melhores do estilo no país. Vocês conhecem a banda. O que acham do som?
Magnuss: Nós não conhecíamos ainda a banda Combate Vertical, mas procuramos o trabalho deles na internet e é um som muito bem feito, com um ótimo vocalista.

Magnuss
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NHZ: Vocês estão fazendo várias apresentações para promover o trabalho. Qual a repercussão das apresentações e quais as músicas que a galera mais tem curtido?
Magnuss: Começamos a divulgar o EP em dezembro do ano passado e fizemos três apresentações até agora. A repercussão tem sido positiva, o público interage com a gente. As músicas que a galera mais tem curtido são o single ‘Horizontes’ (disponível em nossa página na web e que conta com um webclipe no youtube), ‘Literal’ e ‘Contradição’, com refrãos fáceis de cantar, e ‘De Braços Abertos’, que agita bastante. Ainda não temos um tempo considerável de divulgação pra ter sentido bem a resposta do público, mas esperamos que com os próximos shows e com o lançamento do EP na internet, essa repercussão possa melhorar cada vez mais.

NHZ: Obrigado pela entrevista! Deixem uma mensagem aos leitores dessa publicação.
Magnuss: Primeiramente gostaríamos de agradecer pelo espaço que o NEW HORIZONS ZINE nos concedeu. A todos que já nos acompanham, seja escutando e divulgando o nosso trabalho, indo aos nossos shows, adquirindo o nosso EP, o nosso muito obrigado. Convidamos a todos que ainda não nos conhecem para conferir o nosso som, que em breve estará disponível na integra na internet; também pra curtir nossa página no facebook, onde poderão acompanhar as novidades e conhecer mais sobre a banda; e claro, não percam o show de lançamento do ‘Primeiro Ato’, que acontece dia 24 de fevereiro (domingo) a partir das 14 horas no Ton Ton Jazz. Contamos com a presença de vocês. Valeu, abraço a todos.

16 de fevereiro de 2013

RYGEL: UM EXEMPLO PARA SER SEGUIDO

Quinteto santista alia elementos do metal, progressivo e hard rock, tornando seu novo trabalho, "Imminent" uma referência do estilo no país e no mundo

Por João Messias Jr

Imminent
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Não é de hoje que os trampos das bandas brasileiras surpreendem muita gente, seja pela produção e o nível elevado das canções. Digo isso porque o novo trabalho dos santistas do Rygel tem tudo para cair naquela frase: "se fosse gringo estavam sendo saudados pelos quatro cantos", pois o resultado atingido neste trabalho é no mínimo de impressionar.

Mantendo a linha do trabalho anterior "Realities - Life As It Is" só que mais sofisticação e pompa, sem soar de ser pesado e agressivo, e isso é ponto para os caras. O que encontramos aqui são guitarras beirando o thrash em muitas passagens, com riffs e solos que farão os fãs de Alex Skolinick (Testament)ao delírio, como em Leave Me Alone, Asking for a Vote e Realities. 

As virtudes não ficam apenas neste quesito, pois a agressividade também faz parte do pacote, como em" Damnation", que conta com a participação de Marcello Pompeu (Korzus), que produziu o disco! Para os fãs de baladas, o destaque vai para "Memories", dona de lindas melodias com grande influência flamenca, numa belíssima atuação do vocalista Daniel Felipe, que fará a alegria dos fãs de caras como Hansi Kursch (Blind Guardian), Zak Stevens (Circle II Circle) e Chris Boltendahl (Grave Digger).

Só que não adianta nada bandas como o Rygel lançarem trampos primorosos, se os ditos "headbangers" só se interessarem pelo que vem do exterior. Vamos fazer a nossa parte: incentivar a continuidade de grandes registros como esse aqui!

Não é preciso dizer mais nada, certo?

12 de fevereiro de 2013

RAGE THROUGH INTEGRITY: UNIÃO HC

Split EP das bandas Paura e Clearview mostra como o estilo deve ser: curto, direto e cheio de energia

Por João Messias Jr.

Rage Through Integrity
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Quatro selos, duas bandas e um baita CD! Essa é a "equação" que resulta no álbum "Rage Through Integrity", que une os grupos Paura e Clearview. O trabalho já chama a atenção pelo capricho da arte e pelo formato digipack, que de forma simples passa todas as informações técnicas.

Voltando a falar da arte, ela fixa na mente pela imagem do juiz abrindo contagem ao lutador derrotado. Essa ideia acaba fixando na mente, onde dá até para imaginar um "combate" com o que cada banda apresenta na sua parte do disquinho.

Vamos lá então: do lado esquerdo, temos o Paura, tradicional banda da cena HC, que possui quase 20 anos de estrada e que com o passar dos anos soube deixar sua música mais forte e vibrante, sem perder as características iniciais. Hoje pode se dizer que a banda pratica uma espécie de crossover, com um ótimo trabalho de guitarras e unidos ao estilo gingado e pesado do baterista Fernando Schaefer (Worst, The Silence, Pavilhão 9 e ex-Korzus) apresenta seu melhor trabalho, com destaque para as faixas "Integrity Department" e "Worthless Progress".

Do lado oposto, temos o Clearview, que é uma grata surpresa, pois cada música surpreende, flertando  com estilos como o metal e o sludge (este mais presente nos vocais), com destaque para a grudenta "I Gotta Get Away", além de se sair bem em sons diretos como "Choke" e "Times of Distress".

Parabéns para todos os envolvidos e que os fãs façam a sua parte: comprem o CD e compareçam aos shows, pois esse tipo de iniciativa merece ser incentivada.

8 de fevereiro de 2013

NERVOS: BOM HUMOR SEM SOAR ENGRAÇADINHO


Ao ouvir o álbum “Canto Alto para Algo Novo” da banda Nervos, percebemos que o quarteto formado por Fernando Fox (voz e guitarra), Roberto Pudim (guitarra), Ramonzito (baixo) e Glauco Genovesi (bateria) usa e abusa de músicas grudentas e de fácil assimilação.
Bebendo nas fontes de artistas como Ira, Barão Vermelho e Camisa de Venus, a banda mostra que musicalmente não deve nada aos artistas do mesmo estilo que figuram no circuito mainstream.
Nesta entrevista com  o vocalista e guitarrista Fernando Fox, o músico conta dos objetivos e façanhas que o grupo conseguiu nesses cinco anos de estrada:

Por João Messias Jr.


Banda Nervos ao vivo
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NEW HORIZONS ZINE: Neste ano a banda completou cinco anos de atividades. Quais as coisas boas e ruins que ocorreram neste período?
Fernando Fox: Nesses cinco anos aconteceram muitas coisas: boas e ruins (e isso dependendo do ponto de vista). É muito tempo, inclusive para quem está na beira dos 30. Tornamo-nos mais amigos e assim, brigamos mais.  Somos mais “macacos velhos” e consequentemente, mais chatos (risos)!
O que talvez não tenha mudado é a vontade de que algo novo aconteça, algo que nos tire deste marasmo.

NHZ: O som de vocês possuem todos os ingredientes para agradas aos fãs de rock nacional, bons riffs, energia e o mais importante na minha opinião: alto astral, mesmo nas letras e canções mais densas, nas quais falarei no decorrer desta. Qual a importância do clima positivo nas canções de vocês.
Fernando: Não sei se “positivo” é a melhor palavra. Talvez “irônico” (risos)!
No palco, tentamos sempre se lembrar de tocar “como se fosse a última vez”. É tudo ou nada! Se for pra morrer, que seja ali, e provavelmente seja (risos).
E já que existe essa possibilidade, que seja levada no bom humor afinal,  tudo isso é uma piada (mais risos)!
Quanto às composições, a Nervos quer ser popular. Buscamos ser sinceros ao expor certas dúvidas que habitam nossa mente, tanto o lado da emoção, quanto o da razão e assim trazer identificação de quem as ouve, até o ponto de entenderem o porquê das nossas contradições (risos)!

Logotipo
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NHZ: A banda possui um clipe polêmico da música “O céu pra você, o inferno pra mim”, que questiona alguns religiosos sobre o fato de usarem a fé em benefício próprio. Pela mensagem forte e direta, chegaram a ser criticados ou a receber alguma ameaça judicial?
Fernando: Ainda não. Só um “não gostei” do Youtube (risos)!
É por isso que queremos ser populares. Conhecem aquela letra do Raul Seixas: “Arapuca está armada // e não adianta de fora protestar // Quando se quer entrar num buraco de rato // de rato você tem que transar”?
Alguém precisa falar com o povo, mostrar o outro lado.

NHZ: Outro feito na carreira de vocês foi ter a música “Rock do PGN” (que não está no CD) executada em uma rádio de notícias. Conte dessa experiência inusitada.
Fernando: Gosto de ouvir rádio desde criança. Não só de música, como também de noticias.
Conheci a Band News FM e virei fã dos jornalistas: Ricardo Boechat (Se tem um “Maluco Beleza” de verdade, inteligente e “rock´n roll”, que precisa ser ouvido, esse alguém é o Boechat), Luis Megale, que é um cara um pouco mais velho que eu e tem muito a dizer e o grande José Simão, que tem o trabalho que pedi a Deus, mas que merece muito mais. Afinal, ele é o presidente (risos)!
Nas eleições de 2010, eles lançaram o PGN (Partido da Genitália Nacional). Um dos slogans, diz tudo: “Orgia por orgia, fique com a Gente”.  A Nervos não podia ficar de fora (risos)!
A rádio tem esse poder de fazer o ouvinte ser “amigo” dos apresentadores. O Rock do PGN é uma homenagem, uma maneira de retribuir o bem que eles me fazem.  Consegue rir preso num trânsito infernal as 08h48?  Eu consigo!
Essa música não faz parte do álbum. É uma faixa bônus. O clipe dela no Youtube conta com muitas visualizações.

Banda Nervos em 2010
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NHZ: Vocês se apresentam com freqüência nos bares e casas de shows de São Paulo e ABC. Muitas delas foram abrindo para grandes nomes da música nacional como Nasi, Velhas Virgens, entre outros. Qual a importância de abrir para artistas renomados?
Fernando: Veja que os artistas de rock que você citou têm, no mínimo, vinte anos de estrada.  Se com cinco, a Nervos já passou por poucas e boas, imagine os caras!
São nossos heróis e “enfrentar” o grande público deles é um baita teste. Afinal, é esse público que gosta e consome rock brasileiro.
Até agora, a resposta da galera e essa experiência de tocar com nossas referências, têm sido motivo de muita alegria para a banda.

NHZ: Falando em grandes nomes do rock, recentemente a rádio 89FM voltou à ativa, inclusive como apoiador de um festival que também retornou aqui no ABC, o Rock in Rua. Qual a importância da volta desses gigantes para bandas como o Nervos?
Fernando: A 89FM não podia ter acabado. Agora que voltou com tudo, tornou-se uma das maiores esperanças para o rock brasileiro. Todas as bandas estão se “coçando” para tocar lá, inclusive a Nervos. Nessa, podem surgir grandes nomes. Fora isso, o apoio da Rádio Rock em festivais é fundamental para atrair público.

Banda Nervos em 2010
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NHZ: Continuando a falar na rádio, recentemente a banda iniciou por meio das redes sociais uma campanha para ter suas músicas executadas na emissora. Como surgiu a ideia e como está essa batalha?
Fernando: E a tal da esperança (risos)!
Estamos plantando.

Obrigado pela entrevista! Deixem uma mensagem aos leitores dessa publicação.
Fernando: Obrigado João Messias Jr.  pelo espaço. Sabe o quanto é importante para nós.
Aos leitores, espero que tenham gostado da entrevista. Conheçam mais o nosso trabalho pela internet e apareçam nos shows. Precisamos de vocês!


2 de fevereiro de 2013

MAGNUSS: O ROCK TEM DE SER SISUDO?

Com influências diversas e uma charmosa dose pop, quinteto lança EP que merece ser ouvido por muita gente

Por João Messias Jr.

Capa do EP "Primeiro Ato"
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Vou repetir a frase: Quem disse que o rock tem de ser sisudo e os músicos usarem poses de fodão?

O quinteto paulista de pop/rock Magnuss, por meio do seu EP, chamado Primeiro Ato (2012), não apenas joga a linha acima no lixo, como mostra que um trabalho bem feito pode romper fronteiras (e ouvidos).

Com uma produção cuidadosa, o quinteto que gravou o registro:  Felipe D'Orazio (voz), Bruno Perroni e Alexandre Salvador (guitarras), Bru Santos (baixo) e Rodrigo Cunha (bateria), se destaca pelo instrumental seguro, com peso na medida certa e passagens elaboradas, como Literal (ótimos solos e conta com citações sobre Ayrton Senna), Contradicão (a lá Stone Sour), Tocando Suas Lágrimas (perfeita para as rádios) e Horizontes. 

O timbre grave do vocalista Felipe funciona muito bem com a proposta da banda, lembrando Renato Pêra (Combate Vertical) e Alax William (ex-Faceless).

Outro destaque são as letras, que são positivas e mesmo que essa não tenha sido a intenção, servem de motivação para quem não anda muito legal espiritualmente, como em Enquanto Durar.
Para ouvir de ponta a ponta diversas vezes sem preconceitos!