18 de maio de 2013

ROADIE CREW: UM GOLPE CERTEIRO AOS FÃS DEVOTOS

“Revista comemora 15° aniversário com resenhas e entrevistas baseadas na história do Metal Nacional”

Por João Messias Jr.

Roadie Crew 172
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Desde o seu início em 1998, a revista Roadie Crew sempre teve a preocupação de trazer matérias caprichadas e com muito embasamento. O que além de transmitir conhecimento aos fãs de publicações do estilo, trouxe como conseqüência a admiração de muitos e a ira de outros.

E nestes 15 anos eu poderia citar aqui dezenas de edições bem sucedidas, só que nesta demora em publicar algo, os caras, como bons jogadores de carteado, guardaram a melhor carta para o fim: uma edição comemorativa que retrata o que de melhor aconteceu (e ainda acontece) na cena nacional.

São 60 discos contados em ordem cronológica até 2011. Além de bandas indispensáveis como Stress, Dorsal Atlântica, MX, Korzus, Sepultura, Viper, Angra, Sarcófago, Salário Mínimo, esquecidas como Eterna e Silent Cry, foram comentadas as coletâneas Warfare Noise e SP Metal. O interessante foi a citação de “novas” bandas que continuam representado muito bem o estilo aqui e na gringa como Shadowside e Mysteriis e Carro Bomba. Tudo de forma detalhada e com comentários especiais.

Junto com os álbuns, foram realizadas entrevistas com artistas que retratam o período que gravaram os clássicos. Então, gente como André Matos, Rafael Bittencourt (Angra), Andreas Kisser (Sepultura) e Zhema (Vulcano) comentam sobre a concepção de discos como Angels Cry, Chaos A.D. e Bloody Vengeance.

Só que os melhores momentos da publicação são com ícones do metal que estão longe de serem considerados os “mocinhos”do estilo, graças as  declarações polêmicas e pela personalidade: Wagner Lamounier (Sarcófago) e Carlos “Vândalo” Lopes (Dorsal Atlântica). O primeiro, chega a citar que a sua banda sempre recebeu mais atenção que deveria e o segundo relata que esta foi a última entrevista sobre a banda e o último trabalho que lançaram, 2012, será?

Não seria preciso mais nada, mas as seções de resenhas de álbuns e shows continuam presentes. Esta última com uma novidade pra lá de especial, os comentários de bangers e produtores sobre determinados eventos, como o Live ‘n’Louder.

Só resta encerrar parabenizando a Roadie Crew pelo excelente trabalho feito em prol da cena nacional, informando os fãs sedentos por informação, cultura e conhecimento!

17 de maio de 2013

GALLO AZHUU: “UMA VIAGEM DE PSICODELIA E PESO”

“Disco de quarteto maranhense faz uma síntese bem detalhada do blues/rock dos anos 60/70”

Por João Messias Jr.

Gallo Azhuu
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Antes de falar do álbum da banda de hoje, preciso retificar uma coisa: na resenha dos também maranhenses do JackDevil, citei apenas os caras e o Moto Clube sobre algumas coisas boas desse estado. Descobri esses dias que há mais um “ponto positivo” a ser mencionado: Gallo Azhuu.

Sim, apesar do nome um tanto exótico, o quarteto formado por Patugaza (voz e guitarra), Moaci Junior (guitarra), André Grolli (baixo) e Denis Carlos (bateria) faz uma mistura de rock, blues e psicodelia que se torna viciante e irresistível a cada audição.

Apesar da gravação suja e pesada, os caras mostram grande preocupação com os arranjos, principalmente as guitarras, que fazem bases e solos de tirar o fôlego, como em Um Filho em Você, onde ao perceber, estamos fazendo um saudável “air guitar”. Outros exemplos ficam para Praia, Amor e Vamos Combinar, onde o grude é tão grande, que quando menos se vê, acontece o fenômeno de cantarolar as letras.

Além das guitarras pesadas emanando o blues, a  psicodelia é outro ingrediente presente aqui, como a própria capa entrega. Essa aura  pode  ser ouvida em Homem Árvore e Hippie Rico, cheia de passagens longas, que nos remetem as jam sessions.  Ainda falando de Hippie Rico, ela conta com vocais discursados, que acaba a deixando mais especial.

No meio desse resgate aos grupos dos anos 60/70, junto com grupos como Balls, Blues Riders, Baranga, Carro Bomba, Pedra, entre tantos outros, o “Galo” é mais uma banda que merece ser apreciada.

Caso um dia você resolva ir ao Maranhão, procure assistir a um show desses caras. Se a grana estiver curta, conheça o som, pois vale à pena.

11 de maio de 2013

ROCK IN RUA: O ENCONTRO DE VELHOS AMIGOS

“Edição realizada em abril, no Parque da Juventude contou com as bandas Sallen, Os Búlticos, Nervos, Rygel e The Best Maiden”

Por João Messias Jr.

Confesso que essa edição do Rock in Rua, realizada no último domingo de abril (28), teve um sabor de reencontro. Não com as bandas em si, mas com o lugar das apresentações: o Parque da Juventude. Localizado próximo ao Estádio Bruno Daniel, foi o palco que fez a formação musical de muitos então adolescentes nos anos 90, seja com o nome Rock in Rua ou Rota do Rock. Esses espetáculos contaram com apresentações de grupos do underground (Necromancia, Seven7h Seal, Nitrominds) e mainstream (Marcelo Nova, Sepultura e Barão Vermelho).

Passada mais de uma década, eu retornei ao local onde conheci muitos dos meus heróis da minha fase de mudar o mundo. Foi emocionante voltar lá depois de “velho” e deparar com muitos adolescentes fazendo a mesma coisa: esperando por muito rock. O mais engraçado é que eu não estava como fã, mas trabalhando neste evento que consolidou a minha formação musical...

... Mas, vamos deixar de conversa e nostalgia e vamos para as apresentações:

Musa do festival e o resgate dos  primórdios do estilo

Fernando Fox - Nervos
Foto: Gil Oliveira
Às 13h15 e sob as bênçãos do Dr. Rock a banda Sallen começou sua apresentação. Com músicos experientes, o quinteto presenteou o público com versões de blues, hard e heavy metal. Os destaques foram as versões para Rainbow in the Dark (Dio), Man In the Box (Alice In Chains) e Livin’ On a Prayer (Bon Jovi). Só que as melhores canções executadas foram Don’t Tell Me (Van Halen), Anytime Anywhere (Gotthard) e a sensualidade da vocalista Simone, que arrancou suspiros do público. Uma boa abertura que mostrou se o quinteto investir em canções próprias de hard, pode se dar muito bem.

Após um intervalo para ajustes técnicos, às 14h25 começou a apresentação do quarteto Os Búlticos. Formado atualmente por Johnny Garcia (voz e guitarra), Marcos Eduardo (guitarra), Painho Brown (baixo) e Diego Costa (bateria) , fizeram uma apresentação marcada pela irreverência e a crueza, características dos primórdios do estilo. Uma atração que agradou aos presentes, cujos destaques foram O Verdadeiro Rock and Roll Nunca Morre (faixa título do álbum da banda), Você Não Serve Pra Mim, O Segredo do Casamento Perfeito e as versões para clássicos dos Rolling Stones (Honky Tonky Woman) e My Generation (The Who), que encerrou o show.

O Rock Nacional Vive

Sim, essa frase serve para os que ainda pensam que o estilo está restrito aos
LPs da Legião Urbana, Plebe Rude e Raul Seixas. A banda Nervos, não se resume a fazer um recorte fiel do que foi produzido nos anos 80, também investe em letras que embora trate de assuntos cotidianos, possuem um ar “erudito”, onde o que poderia ser banal se torna agradável. Como a letra de A Chama de Eros, que retrata situações da adolescência, que TODOS nós já vivemos.
Outros destaques foram Al Capone (onde o vocalista Fernando Fox explicou aos presentes que se não fosse Raul, a banda não existiria), Eu Sou Uma Bagunça, a polêmica O Céu para Você, O Inferno pra Mim (dedicada aos pastores televangelistas), O Que Me Falta é Paciência e o encerramento com Eu Não Matei Joana D’ark (Camisa de Vênus).

A Hora do Metal

Jon Levischi - Rygel
Foto: Gil Oliveira
Após apresentações que ficaram entre o hard e o rock and roll chegava a hora do metal. Coube ao quinteto santista Rygel, que às 16h50 colocou as cabeleiras para balançar. Com um som compacto, que varia do prog metal ao death/thrash, chamou a atenção pelas guitarras bem timbradas de Wanderson Barreto e Vinnie Savastano, o baixo de Ricardo Reis e o vocal rouco de Daniel Felipe (também Lothloryen), na escola Grave Digger, Dragonheart e Blind Guardian. Atualmente, a banda promove o álbum Imminent (2012) e dele a banda mandou as pesadíssimas End of Days, Just One e Damnation, que esbanjaram técnica e mostrou que o novo baterista Jon Levischi vai elevar ainda mais o trabalho da banda.
A banda ainda mandou sons do debut “Realities” e versões poderosas para Sad But True (Metallica), Violent Revolution (Kreator) e A New Level (Pantera), que encerrou a apresentação do quinteto e deixou o público satisfeito. Grande show, que mostrou que não é à toa o burburinho que o quinteto vem causando na Europa, onde gozam de boa popularidade.

Um tributo aos fãs

Às 18h05, coube ao  The Best Maiden encerrar a edição o festival. Como o próprio nome diz, se trata de um tributo as canções da Donzela de Ferro. O sexteto, formado por Lennon “Harris” Biscasse (baixo), Lely “Murray” Biscasse (guitarra), Ricardo “Smith” Cordeiro (guitarra), Raphael “Gers” Gazal (guitarra), Luis “Dickinson” Wasques (voz) e Guto “Burr” Franceschet (bateria), fez uma apresentação perfeita, marcada pela precisão, melodia e talento dos músicos. Quando se fala de um tributo, não espere apenas por caras que “mandam bem” nos clássicos, pois uma apresentação desse calibre temos a fidelidade nos figurinos, guitarras e baixo modelos “Strato”, as “corridinhas do trio de guitarras, o vocalista erguendo a bandeira inglesa em The Trooper. Outro destaque foi a aparição de Eddie em The Number of the Beast, além  de clássico atrás de clássico, em que o público foi premiado com hinos do estilo como Aces High, The Trooper, Waysted Years, The Clansman, Fear of the Dark, Run to the Hills e Running Free, que encerrou de forma nostálgica mais uma edição do Rock in Rua, que mostrou mais uma vez que o estilo não tem idade e possui os fãs mais devotos do mundo, que estiveram em excelente número desde o início do festival.

Enfim, depois de assistir grandes apresentações, só restou aos presentes contar os dias para a próxima edição. E lembrem-se, quando vier alguém dizer na sua orelha que show de rock é tudo igual, muitos barulhos e gritos, responda em alto e bom tom: MENTIRA!

PARADISE INC.: “FOI GRATIFICANTE RECEBER E-MAILS DE FÃS PELO MUNDO INTERESSADOS NO NOSSO TRABALHO”

Com quatro anos de estrada, a banda Paradise Inc. surgiu como uma opção aos fãs de hard rock. Pois embora tenhamos em terras tupiniquins nomes de destaque como Dr. Sin, não há aquele nome “padrão exportação”, que poderia cravar a bandeira nacional no velho mundo.

O quinteto formado na época por Rick (baixo), Marcos e De Grigo (guitarras), Alan (bateria) e o alemão Carsten Schulz (voz), lançaram como demonstração a música Time, que tem tudo para conquistar os fãs do estilo. Mas aqui no Brasil, o nome foi perdendo força e nesse ínterim, houve a saída do guitarrista De Grigo e nada do lançamento do disco. Até que recentemente fizeram uma apresentação junto com o Firehouse em São Paulo, contando com o vocalista Gus Monsanto.

Para contar sobre o momento e esclarecer essas questões, o baixista Rick conversou com o NEW HORIZONS ZINE e não apenas deixou os fãs do estilo mais tranqüilos como falou sobre outros assuntos que vocês conferem nas linhas abaixo:

Por João Messias Jr.

NEW HORIZONS ZINE: Quando a banda foi formada, as expectativas
Time
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eram enormes, pois no Brasil há poucos nomes do estilo. Como surgiram os primeiros passos da banda?
Rick A.: Bom, de uma forma resumida, a banda Paradise Inc. foi formada em 2009, já com o intuito de resgatar esse estilo de música que está jogado nesses últimos anos aqui no Brasil, mas que tem muitos fãs desse estilo aguardando algo novo. Vale lembrar que são pouquíssimos os heróis que ainda tentam levantar essa bandeira durante esses anos.
A base da banda que é: eu, Rick no baixo, Alan na batera e Marcos na guitarra, continuou a mesma, facilitando a formação dessa banda atual. Ela surgiu naturalmente depois de anos tocando covers de bandas de hard rock por São Paulo e demais Estados do Brasil.

NHZ: Uma das maiores surpresas na formação da banda foi na escolha da voz, pois foi escolhido para o posto o alemão Carsten Schulz (Evidence One). O que os fizeram escolher um estrangeiro ao invés de um brasileiro?
Rick: Esse é um ponto delicado, mas a verdade é que são poucos os vocalistas brasileiros que passam no controle dos gringos. São criteriosos, principalmente com o inglês perfeito, sotaque, etc. Posso dizer que esse foi um dos motivos da escolha ao Carsten, que foi indicação do nosso produtor, Paul Logue. Mandamos uma música para interpretação e o resultado foi ótimo, um excelente vocalista!

NHZ: Outro fator que parecia levar a banda ao estrelato foi à assinatura de contrato com a gravadora alemã Avenue of Allies Music. Como foram as negociações?
Rick: Assim que acabamos de gravar o álbum “Time”, tivemos algumas opções de escolha com relação a gravadoras. A Avenue of Allies nos pareceu bastante interessada em apostar na banda, conseqüentemente fazer uma ótima divulgação pelo mundo. Fechamos um contrato com ela.

NHZ: Uma amostra estava disponível no site, que era a música Time, que musicalmente aponta que a banda está no caminho correto. Qual a aceitação dos fãs em relação à música?
Rick: A aceitação foi imediata, muito maior que imaginávamos. Foi muito gratificante receber e-mails de fãs pelo mundo interessados no nosso trabalho e principalmente nas músicas Time e Not in Paradise. As resenhas pelo mundo, principalmente na Europa foram muito boas.

Paradise Inc.
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NHZ: Mas após isso, pelo menos aqui no Brasil, a banda foi sumindo, apesar de ter tido resenhas e entrevistas em alguns portais o nome Paradise Inc foi perdendo a força. Um primeiro indício de susto foi o site estar fora do ar. Vocês pretendem retomá-lo?
Rick: O foco do produtor realmente é na Europa, EUA e Japão, tendo em vista além de outras coisas o incentivo inexistente por parte de algumas pessoas para com esse estilo de música aqui no Brasil, infelizmente. Não há também união entre bandas, casas de shows, promotores, etc, que poderia resultar em uma melhor divulgação para todos, como mini festivais de hard rock, etc. Vejo muita gente inerte só preocupada em ganhar dinheiro e não ajudar as bandas que realmente dão um duro para mostrarem seus trabalhos, muitas vezes tendo que tirar do próprio bolso para continuarem, mas enfim, Brasil.....

Com relação ao site é uma mudança natural, estamos reformulando o site do Paradise Inc., contratamos um profissional renomado para nos ajudar nesse novo site, e em breve ele já estará no ar.

NHZ: Depois ocorreu a saída do guitarrista De Grigo. O que aconteceu?
Rick: A entrada do guitarrista De Grigo foi de fundamental importância para o Paradise Inc., que com certeza ajudou a banda a subir muitos degraus. Acontece que ele também tinha seus projetos pessoais, inclusive com músicos bem conhecidos internacionalmente. Logo depois de lançado o álbum Time, com uma repercursão positiva, ele resolveu dar continuidade no seu projeto pessoal, mas sempre acompanha nosso trabalho de perto.

NHZ: O auge desse ponto de interrogação veio nessas últimas semanas, com o lançamento do álbum Time em CDr aqui no Brasil e na abertura do Firehouse, vocês contaram com o vocalista Gus Monsanto (Symbolica). Qual é a real situação da banda?
Rick: Com o nome girando, pintou a oportunidade de abrir para o Firehouse aqui em SP, que seria uma ótima vitrine para mostrar nosso trabalho. Ocorre que o vocalista Carsten não poderia fazer essa data tendo em vista as gravações e trabalhos que estava fazendo na Alemanha. Como não queríamos perder a oportunidade, resolvemos chamar um vocalista daqui que estivesse disponível e principalmente que se encaixasse no nosso estilo.  Sem dúvida nenhuma Gus Monsanto foi o nome. Nos divertimos bastante no show.

Com relação ao CDr, foi apenas uma tiragem para o show. Queríamos que as pessoas que ainda não conheciam a banda pudessem através desse “brinde”, conhecerem mais sobre nosso trabalho.

Paradise Inc.
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NHZ: Bandas como Europe, Mr. Big e Journey arrastaram uma multidão de pessoas em seus shows por aqui. Como avaliam o potencial do estilo no Brasil?
Rick: Tenho certeza que com uma maior divulgação e a boa vontade de algumas pessoas, muitas bandas de hard rock nacionais surgirão. Torço para que uma nova onda do estilo volte com toda a força, principalmente em SP. Assim, conseqüentemente haverá a  valorização dessas bandas, como acontecem com as bandas internacionais que conhecemos.

NHZ: Para encerrar, vou citar algumas bandas nacionais de hard/AOR e queria a opinião de vocês sobre elas:
Rick: Antes de entrar nos itens abaixo, gostaria de citar uma banda que me chamou muito a atenção, chama-se AURAS de Curitiba, e que na minha opinião tem uma das melhores músicas de hard rock nacional dos últimos anos. A música chama-se “Hungry Hearts”. Parabéns pelo excelente trampo rapaziada, espero num futuro próximo fazermos um show aqui em SP.

Taffo:  Uma das melhores bandas de hard rock surgiram no Brasil. Eles tinham o pacote completo na época, tanto visual quanto musical. Inclusive Marcos foi aluno do Wander Taffo, grande influência para o Paradise Inc.

Dr. Sin: Outro grande nome do hard rock brasileiro. Com certeza outra grande influência do Paradise Inc.

Dirty Woman: já ouvi falar, banda com formação antiga, atual Dancing Flame, se não me engano, ela fica naquele limite entre o hard rock e o heavy tradicional. Bem interessante.

Silent: Não conheço, mas se é hard rock nacional gostaria muito de conhecer seu trabalho.

Angel Heart: Banda antiga na cena. Não conhecia muito, mas tem uma sonoridade muito bacana, todos os elementos do hard 80’ estão presentes.

NHZ: Amigos, muito obrigado pela entrevista! Deixem uma mensagem aos leitores desta publicação.
Rick: Muito obrigado João! Agradeço desde já a força e a atenção especial que você dá as bandas de hard rock. Pessoas como você é que precisamos para que este estilo esteja sempre no topo, onde ele merece estar!
Bom galera, espero que conheçam e curtam o som do Paradise Inc. Foi realmente um trabalho muito duro, mas o resultado foi incrível. Espero o total apoio as bandas de hard que estão surgindo e para aquelas que já estão na batalha. E o mais importante: nunca deixem de acreditar no seu sonho, por mais difícil que pareça.
Um abraço a todos!

6 de maio de 2013

CONSTANTINE: O ROCK POSSUI RENOVAÇÃO SIM SENHOR

“Quinteto feminino possui como  pontos fortes a variedade de estilos e a força do conjunto”

Por João Messias Jr.

A coisa mais chata em pessoas que possuem “anos de décadas de Metal” é que boa parte delas se fecha e fica presa a apenas alguns segmentos do metal, o bendito radicalismo. Algo contraditório, pois o rock and roll no geral é um estilo que prega a liberdade....

Constantine
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... Mas, deixando essa postura de lado, apesar de não ter começado a curtir/ouvir e divulgar o estilo ontem, sempre me interessou conhecer grupos novos, independente do seu estilo musical. Nessa busca, uma agradável surpresa foi o trabalho da banda Constantine, que acabei conhecendo num evento de bandas femininas no ABC.

Com quatro anos de estrada e formado por Cintia (voz), Emily e Mariana (guitarras), Monalisa (baixo) e Larissa (bateria), tem em seu EP de nome “Nas Suas Costas” apresenta uma mescla de estilos, que passeiam do metal moderno ao pop rock. O trabalho abre com a faixa título, que possui um apelo radiofônico (o que não é ruim) apresenta a principal característica da banda: a força do conjunto.

A próxima e que considero a melhor é Cicatrizes, empolgante com toques hard rock, cujo refrão deve soar matador ao vivo. I Hate It é possui um delicioso ritmo poppy punk que faz todo mundo cantar junto. Deixe Sumir faz uma linha mais pesada, com um ótimo trabalho de guitarras. Tarde Para Tentar encerra o trabalho numa linha mais “teen”, que agradará muito os adolescentes e iniciantes no estilo.

Outros pontos positivos  são a boa produção e o trabalho da capa, que sintetizam bem o que vem pela frente.

Encerro estas linhas dizendo que o rock tem renovação sim senhor e bandas como a Constantine são a razão para que eu acredite, escreva e divulgue sobre o estilo por anos e anos.

1 de maio de 2013

GAIJIN SENTAI: MAIS QUE ANIMES E METAL

“Debut de sexteto paulista mostra muito mais que músicas pesadas com temáticas voltadas aos animes”

Por João Messias Jr.

Cada vez que chega um CD na caixinha do correio de casa, crio mil e uma expectativas sobre o que emanará das caixas de som através das bolachinhas. Mesmo que seja uma banda que eu já conheça o trabalho, a esperança continua presente. Mas quando determinado trabalho te surpreende para o bem ou mal...

OST
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... Como foi o caso do debut do sexteto paulista Gaijin Sentai. Considerado pela mídia como o maior grupo de J-Rock da América Latina, já se apresentaram por diversos estados brasileiros e  outros países, não se acomodaram com a fama e mostram um trabalho repleto de bom gosto. Chamado de OST, em 12 faixas, passeia pela diversidade, algumas surpresas e muito peso.

Essa característica aparece logo nos primeiros acordes de The First e Okami No Youni, que soam próximas do hard/heavy. Além do peso, a gravação apresenta instrumentos bem timbrados, coesos e uma bela atuação do novo guitarrista, Arilson Poli, que é muito talentoso e inseriu no som da banda, passagens cheias de virtuosismo que casaram muito bem.

Então a banda se transformou num grupo de metal? Não, pois as músicas cantadas em japonês, com algumas partes em inglês os mantém nos dois mundos. Aliás, a atuação dos vocalistas Nordan e a bela Dani. A moça tem uma atuação emocionante em Hachi No Densetsu o rapaz em Mega, Defender e K.

Mas ainda não acabou. Embora prevaleça o peso e a pegada nipônica, OST nos reserva algumas surpresas, como a faixa Jaguatimen vs Sunrider, que conta com ritmos brasileiros. A já citada faixa e Metaru Hiro contam com a participação do ícone nipônico, Eizo Sakamoto (Animetal, Anthem). Só que o melhor fica para a acústica Horses And Gears, que é um folk medieval que nos remete ao Blackmore’s Night, com uma ótima atuação dos vocalistas e do guitarrista Arilson.

Um dos trabalhos mais inspirados de 2013, daqueles que dá vontade de ouvir inúmeras vezes. Aliás, vou fazer isso agora!