9 de março de 2015

GAIJIN SENTAI: PRIORIZANDO O PESO

Sexteto surpreende com sonoridade mais pesada em seu novo single

Por João Messias Jr.


Um dos maiores nomes do J-Rock do Brasil e América Latina, o Gaijin Sentai sempre primou em surpreender seus fãs, desde o EP "Jaguatimen Vs Sunrider" até o debut "OST". Desta vez, o grupo, formado por Nordan (voz), Dani (voz), Arilson (guitarra), Alexandre (baixo), Jefferson Amorim (teclado) e Kleber Amorim (bateria) apimentou mais a coisa em seu novo single "Nunca Se Renda". Eles resolveram injetar peso (muito peso) e aqui o resultado é positivo. Utilizando muito da ginga do new metal, a canção conseguiu combinar o já citado estilo sem entrar no lance da gritaria gratuita, colocando um refrão contagiante, além de uma mensagem pra lá de positiva. 

Outro aspecto que chama a atenção são os berros da vocalista, que mostram uma faceta diferente e interessante, que serve como ponte para a excelente atuação de Nordan, que prende o ouvinte sem gritos e jeitão de menino maldoso, apenas cantando de forma natural.

Enfim, expectativas mais do que positivas para um futuro álbum de inéditas, visto que o single é o primeiro trabalho com a gravadora japonesa Colormark Music.

5 de março de 2015

HATEFULMURDER: ESPERA QUE VALEU A PENA

Após singles e EPs, quarteto carioca brinda o público com o debut "No Peace", unindo o peso e a cadência do thrash com a brutalidade death metal

Por João Messias Jr.

No Peace
Divulgação
Desde o início de suas atividades em 2008, o Hatefulmurder mereceu o barulho criado ao seu redor. Embora o quarteto sempre manteve a qualidade em todos os trabalhos anteriores ao debut "No Peace, não há como negar que o grupo chegou ao auge nesta bolachinha.

Sem invenções ou soluções mirabolantes, o quarteto hoje formado por Felipe Lameira (vocal), Renan Campos (guitarra), Felipe Modesto (baixo) e Thomas Martin (bateria) fizeram aqui uma mescla bem feita de música extrema, utilizando o peso e a cadência do thrash com a brutalidade do death. Cujo resultado agradará fãs de ambas as vertentes, como Gates of Despair, que serve como um cartão de visitas. 

Uma agradável surpresa fica por conta de Worshippers of Hatred. Em meio ao ritmo quebra pescoço, em sua metade, aparecem riffs e paradinhas que lembram Internally (Korzus). Não sei se foi intenção, mas ficou bem sacado e não deixa de ser uma bela homenagem aos pioneiros do thrash nacional.

Voltando ao disco, interlúdios como Ways of the Lust funcionam como descanso para o banging, mas o pique e retomado logo na cadenciada Burning to Ashes e a grooveada Fear My Wrath. A " "videoclíptica" Fear My Wrath chama a atenção pelos climas em meio a brutalidade e o encerramento com a épica e instiganteScars to God, que contém vocais femininos bem encaixados. Qualidade que não se restringe as canções, pois a mesma é percebida desde a produção equilibrada, feita por Fabiano Penna em conjunto com o grupo até o trabalho gráfico, a cargo do vocalista Felipe.

Valeu a pena esperar o debut do Hatefulmurder, mais uma evidência que o metal no Brasil, apesar dos graves problemas e condições para a cena, na parte musical vai muito, mas muito bem.

2 de março de 2015

FABIANO NEGRI: UM JEITO BACANA DE FAZER HARD ROCK

Novo single, "The Fall", vocalista explora melancolia do soul, a emoção do hard rock com a aura da black music

Por João Messias Jr.

The Fall
Divulgação
Após o fim do grupo de hard rock Rei Lagarto, o vocalista Fabiano Negri atacou por frentes diversas. Lançou-se em carreira solo e entrou no Dusty Old Fingers, cujo resultado foram discos muito legais. E a fase boa gera expectativas em relação aos futuros trabalhos, como o novo single da carreira solo do cantor, The Fall, que fará parte do álbum "Maybe We'll Have a Good Time, que sai em maio.

A canção mostra algo presente nos trabalhos do cantor, que é a inspiração em estilos como a soul e black music. Mas, diferentemente das canções recentes, o single tem muito do hard rock. Não aquele lance farofeiro do estilo, mas aquele lado mais introspectivo, que gerou ótimas canções em grupos oitentistas como Mr. Big, Poison e White Lion. 

Só que a canção em nada lembra as bandas citadas. The Fall possui um brilho próprio, graças a interpretação cheia de emoção e um teclado que proporciona o clima na medida certa, que tem como ponto alto o refrão, que é naquela linha pra todo mundo cantar junto.

Se ficou curioso, ouça a música no link abaixo: