18 de julho de 2017

O GRANDE ENCONTRO

Criadores e criatura se encontram em apresentação no Manifesto Bar

Por João Messias Jr.
Fotos: Caike Scheffer

O ano de 2017 é um ano mágico para este que escreve essas linhas. Além de marcar os dez anos do blog, são comemorados os vinte e cinco anos de estrada no rock, além de ser o ano que completo quarenta anos. Porém, a realização de um sonho marcará a minha vida não apenas por alguns dias e meses, porém por toda a vida.

Depois de anos com o desejo incubado, em 2016 resolvi que iria me tatuar e como esse tipo de arte é para toda a vida, teria de ser algo que sempre que mirasse o olhar, teria de me orgulhar. Decidi que seria sobre algo que amo, o rock e seria uma capa de álbum, afinal, antes desses tempos digitais, o que fisgava o futuro fã eram as capas dos vinis.

Voltando no tempo, só um pouco


Nessa época fiquei entre três capas, que terão suas homenagens na pele em outros momentos. A escolhida foi a do álbum Foundation, da banda Hatematter, cujo som e capa me conectaram de imediato. A mescla de metal tradicional, death metal melódico e o clima melancólico de bandas como Nevermore foi a deixa para que a banda ganhasse um fã e a minha pele sua primeira tatuagem, cujos traços tiveram início no dia do músico, 22 de novembro.

Batendo na trave até que o dia chegou


O mais engraçado é que apesar de ter entrevistado a banda e resenhado o Foundation, nunca havia visto a banda ao vivo, às vezes que tentei sempre esbarravam no quase, até que no dia 29 de abril esse encontro finalmente aconteceu.

Engraçado que, nesse dia, a casa teria dois eventos, um fest voltado a música cristã e o show do grupo seria a atração seguinte. Um detalhe merece menção: faziam mais de duas décadas que eu não ia a casa, ainda mais numa jornada dupla, mas a oportunidade seria única, afinal, estava de férias e depois disso, shows seria algo complicado de ir aos sábados.


Depois de conferir o primeiro evento, eis me frente a frente com a banda que prestei homenagem. Contando hoje com Luiz Artur (vocal), André Buck (guitarra), Lucas Emídio (bateria), e os fundadores André Martins (baixo) e Gustavo Polidori (guitarra), a banda subiu ao palco e fez um set especial de uma hora, que além das músicas de seus dois trabalhos de estúdio, Doctrines e Foundation, cujos pontos altos foram Left Hand of God e Ovethrow. 

Como se tratou de uma apresentação mais longa que a habitual, o show teve alguns covers e participações especiais, cujo maior destaque foi para Pinball Map (In Flames), que teve a participação de Victor Cutrale (Furia Inc.).

Uma apresentação profissional sem deixar de lado aquele clima descontraído, o que deu um clima intimista a apresentação, o que deu mais brilho a noite, que para este que escreve essas linhas, foi perfeita!

Pós show


O evento ainda contou com as bandas Amon Amarth Brazilian Tribute (formada por membros da Hatematter) e Eye of the King (King Diamond Tribute) que fez apresentações de alto nível, mas que me desculpem os tributos, a Hatematter detonou em cena. Em mais uma evidência de que temos uma cena forte, que conta com excelentes bandas e músicos, que fazem trabalhos bem produzidos e que só precisam que o público os valorize e os respeitem como devem ser respeitados. 

Pois para falar a verdade, é muito fácil comprar um ingresso do Iron Maiden e se portar como se tivesse numa micareta ao invés de prestigiar uma banda emergente do cenário. Isso tem de mudar já!

E afinal, quantas vezes você teve a oportunidade de mostrar aos criadores a criação que você fez na pele?

Veja outras fotos da apresentação em: 

19 de junho de 2017

ENTRANDO NA BRIGA

Trio do ABC paulista entra na briga por um lugar ao sol com o lançamento do EP Palhaço Triste

Por João Messias Jr.

Palhaço Triste
Divulgação
Tempos atrás, escrevi a resenha da apresentação da banda Vint3. Show na ocasião, que marcava o lançamento oficial do seu primeiro trabalho físico, o EP Palhaço Triste. Se ao vivo o trio formado por André Barbosa (guitarra e voz), Nélio Borrozino (baixo) e Gabriel Diego já havia deixado uma boa impressão, as coisas ficam ainda melhores ao ouvir o disquinho.

Praticantes de um som que tem base no rock, mas que flerta bastante com o pop, porém com uma linguagem urbana e jovial, os caras começam metendo os pés no peito do ouvinte (para o estilo é claro) com as pesadas Vida Dura e Mente Louca, que fazem mais bonito do que muita coisa que é executada nas rádios rock da vida.

Mas o pulo do gato aqui são as seguintes. A faixa título, uma homenagem ao ator Robin Williams (1951-2014), que carrega introspecção e melancolia e a festeira Aprendiz, que conta com a participação da vocalista Joana Mellito.

Fora a música, o trio investiu no capricho da apresentação do material, numa embalagem criativa e bonita, além da ótima produção feita por Yuri Bertozzi.

Que tal dar uma chance para aqueles que buscam fazer as coisas corretas ao invés de consumir apenas o que é veiculado na grande mídia? Fica a dica...

5 de junho de 2017

THRASH THRASH THRASH

Primeiro EP do grupo mergulha no espírito oitentista do thrash metal

Por João Messias Jr.

Falange
Divulgação
É aquela, quando velhos amigos se reúnem para fazer um som, é natural que a coisa fique séria. Desde a fundação de um novo grupo, fazer shows e por fim, lançar um material de responsa. Como foi com os thrashers da Falange. Dando as costas para o modernismo musical, os veteranos Luciano Piagentini (vocal), Ivan Miotto (guitarra), Marcelo Colleti (baixo) e o "novato" Diego Henrique (bateria) fazem um thrash metal que é feito pra bater cabeça, sem a preocupação de soar bonitinho.

O EP abre com Destruction of Sky, que chama a atenção pelas partes feitas para bater cabeça e solos bem sacados, além do vocal cru, inspirado em Kurt Bretch (DRI), assim como a seguinte, Madness.Fight mostra novos caminhos no som dos caras, com um groove foda e bem sacado, com bateria quase tribal e partes mais cadenciadas, fazendo dela a melhor da bolachinha.

Mas as seguintes mantém o nível alto. Humano Débilmental tem partes inspiradas nos anjos da morte do Slayer, enquanto Fuck Your Play é para detonar pescoços e Fogueira mescla partes lentas e momentos letais de pura selvageria e solos inspirados. Aliás, as seis cordas do trabalho são exemplo pra muito músico metido a virtuoso, mostrando que o menos é mais, muito mais.

Além da música, o material tem uma capa que nos remete ao estilo e uma produção muito boa, feita no Bay Area Estúdios, que permite que o ouvinte ouça com clareza o som dos caras.

Se for a sua praia aquele thrash metal americano de pegada ora crua, ora agressiva, é uma boa pedida!

22 de maio de 2017

ALÉM DO METAL E HARDCORE

Canções dotadas de agressividade, modernidade e peso são a base do novo álbum de quinteto paulista 

Por João Messias Jr.

O que é a evolução musical. Se pegarmos o rock como referência, quantas metamorfoses o mesmo teve durante todas essas décadas. Mutações que ocorrem e ocorrerão  todo o tempo, inclusive com suas ramificações. Um exemplo é a junção do metal e hardcore. Desde Anthrax, D.R.I, passando por Agnostic Front até bandas como Caliban e Shadows Fall, embora mantiveram características como o protesto e a conscientização nas letras, a sonoridade é MUITO diferente.

Uma banda que é um retrato fiel dessa evolução é o quinteto paulista Céu em Chamas, que lançou seu primeiro registro full, o álbum Infernal.  Contanto hoje com Rafael Coradi (voz), Alemao Pompeu (guitarra),  Maicon (guitarra), Frango (baixo) e Betao (batería) possuem uma pegada mais contemporânea, que vai de Heaven Shall Burn a In Flames. 

Sonoridade que aparece logo de cara na faixa que abre o disco, Lutar, que também é o primeiro single do álbum. Guitarras mesclando melodias funcionais com muitas quebradas de bateria, que começa bem o trabalho, assim como a seguinte, Portões do Inferno.

Porém, a grande sacada aqui é a variação. Temos desde músicas curtas, as agressivas Inferno e Sopro da Destruição até faixas mais intensas como Falida Imaginação e Caos. Mas o melhor ficou para o fim. Olhos Pulsantes tem um começo inusitado, com melodias inspiradas e depois descamba para o que de melhor os caras fazem: pancadaria.

Evolução musical que agradará aos fãs de algo mais moderno e agressivo. E que dividirá pessoas que curtem uma sonoridade mais oitentista.

18 de abril de 2017

A REALIZAÇÃO DE UM SONHO

Com passagens por diversos grupos, integrantes do Vint3 realizam o sonho de lançar sua música em formato físico

Por João Messias Jr.
Fotos: Joana Mellito

“Sabemos o quanto é difícil trabalhar com música autoral aqui no Brasil, mas decidimoseguir por esse caminho pois temos muito a dizer, e dizer com nossas próprias palavras por mais difícil que seja tem válido a pena.” André Barbosa

Palhaço Triste
Divulgação
O depoimento acima do músico nos faz pensar no seguinte: Quantos músicos talentosos que você conhece por aí que pela ironia do destino (ou do relaxo) não conseguiram deixar sua música lançada. Seja num CD, vinil, Demo ou menos numa gravação legal.

Com certeza seria assunto para inúmeras  linhas e discussões citando pessoas que não foram bem sucedidas numa investida musical. E hoje essa luta oficialmente começa com a banda de pop rock Vint3.
 Contando hoje com André Barbosa (voz e guitarra), Nélio Borrozino (baixo e vocal) e Gabriel Diego (bateria e vocal) andaram muito por aí, tocaram com bastante gente e agora juntaram forças, cujo ápice da carreira foi nesse sábado quente de oito de abril. Que culminou no lançamento de seu primeiro trabalho, o EP Palhaço Triste. 

O local

Ao invés de uma cerimônia formal, o trio optou por algo mais descontraído e intimista e o que seria um show, tornou-se uma festa com banda ao vivo, o que não foi  ruim, até pela escolha do local, o Estúdio Prisco, em Santo André. Com bastante espaço e um palco grande, a casa, localizada no ABC paulista, pode ser uma nova opção para as bandas da região produzir e promover seus trabalhos.

Abertura

Antes dos anfitriões, o evento contou com a participação da banda Dallas 89. Confirmada aos 40 minutos do segundo tempo, o quinteto, que conta com o baterista da Vint3, fez um set baseado em covers variados. De INXS a Bom Jovi e de Foo Fighters a Bruno Mars, o que agradou os que estavam afim de ouvir música e se divertir. Uma versão pra lá de descontraída de Whisky a Go Go (Roupa Nova) encerrou os 50 minutos de set.

A  Grande Hora 

Vint3
Joana Mellito
Depois de alguns ajustes e aquela arrumada no palco, às 21h45, os anfitriões iniciaram a sua apresentação com a inédita Distúrbio. Bem sacada, chama a atenção pelo uso dos backing vocals, artifício que pode ser um diferencial do trio em relação à concorrência. As músicas do EP foram apresentadas após a  primeira pausa. As pesadas Vida Dura e Mente Louca se destacam graças ao bom nível instrumental e ao vocal de André, com uma veia Renato Russo (Legião Urbana).

“É gratificante ver a galera entendendo nosso propósito e curtindo nossas músicas. Queremos passar uma mensagem e isso se torna real a cada show, a cada contato com as pessoas que tem nos acompanhado.” Nélio Borrozino

Com os narizes vermelhos, mandaram mais uma do EP, dessa vez a que nomeia o
Vint3
Divulgação
disquinho. Inspirada na vida do ator Robin Williams foi um dos pontos altos da apresentação, graças ao clima melancólico e intimista, que ganha um realce maior graças a letra bem sacada. Essa vibe se manteve durante a versão para Black (Pearl Jam).

Chutando a melancolia, Ascenção tem um jeito de hit e faria bonito nas rádios rock. Mantendo a mesma vibração, fizeram uma espécie de medley da já citada Legião Urbana.

Aprendiz, que contou com a participação da cantora Joana Mellito encerrou a apresentação do trio que definitivamente entrou de peito aberto no duro e muitas vezes injusto cenário da música autoral. “É uma enorme responsabilidade entregar o nosso pensamento através de canções, mas ao mesmo tempo, é libertador e realizador.  Fazer a galera refletir e ao mesmo tempo tentando levar diversão e qualidade é mais que um sonho se tornando realizado, chega a ser um presente divino.” Gabriel Diego

Bem vindos à selva, Banda Vint3.

13 de abril de 2017

A UNIÃO DE FORÇAS EM PROL DA CENA

Woslom e Divide partem em tour conjunta, que terá dezesseis shows em dezesseis dias

Por João Messias Jr.
Fotos: Edu Lawless

Cartaz do Evento
Divulgação
Não é novidade pra ninguém que salvo um número pequeno de bandas, a situação não é fácil para a música autoral no Brasil. Alguns detalhes latentes dessa dura realidade são a baixa venda de CDs, a falta de interesse do público nos shows, falta de profissionalismo das bandas e o “medo” (ou preguiça?) em se conhecer novas e promissoras bandas.

O que fazer? Aceitar a situação ou buscar soluções para reverter o quadro? Seria cômodo demais concordar com essa realidade. Mas felizmente temos pessoas que pensam de forma contrária. Numa iniciativa que começa a pegar gosto aqui (junto com apoiadores), as bandas Woslom e a alemã Divide partem para uma tour conjunta, que abrangerá 16 shows em 16 dias, cujo pontapé inicial rolou em São Paulo, no Espaço Som.

Divide
Edu Lawless
Com um bom público na casa, o Divide deu início a sua apresentação às 21h10. Daniel Stelling (vocal e guitarra), Nils Köhnken (baixo) e Mortiz Paulsen (bateria), fazem um híbrido de death e thrash metal, que tem como pontos altos o instrumental intrincado e muita variação. Uma pena que durante boa parte do show alguns problemas na guitarra e voz não permitiu que ouvíssemos com total clareza o som dos caras. Alguns exemplos ficaram por conta da excelente The Abyssal Malice e Phalanx. Embora os pontos altos do set foram Mortification of the Flesh e o bem vindo cover para Evil Dead (Death). Versão que contou com a participação do guitarrista do Woslom, Rafael Iak.

Messiah of the Mutilation deu números finais ao show do trio, que contou com uma boa aceitação do público presente.

Woslom
Edu Lawless
Após um curto intervalo para ajustes dos equipamentos, às 22h20, o Woslom mostrou aos presentes o que sempre esperamos deles: uma apresentação explosiva e com entusiasmo. Silvano Aguilera (vocal e guitarra), Rafael Iak (guitarra), André Mellado (baixo) e Fernando Oster (bateria) começaram com  uma trinca do mais recente trabalho, A Near Life Experience, de 2016: Underworld of Aggression, a faixa títilo e Unleash Your Violence, que foram retribuídas com muita satisfação pelos presentes, que retribuíam com muito banging, mesmo com alguns problemas na voz de Silvano.

A seguinte, teve um gostinho especial, o  cover de Thrasher’s Retturn (Bywar). Para executarem a música, Silvano chamou o vocalista do saudoso grupo, Adriano Perfetto (Deathgeist, Timor Trail e fizeram assim mais um ponto alto da apresentação, mesmo com algumas falhas no microfone do cantor.

Uma volta aos tempos do primeiro álbum, Time to Rise foi feita com Beyond Inferno, que teve em sequencia Purgatory, Pray to Kill e o encerramento com Time to Rise. Comprovando a boa fase dos paulistas, são hoje uma das bandas mais “quentes” do país no quesito apresentações ao vivo.

O pontapé da tour foi dado com o pé direito, o que transmite uma visão positiva de como será o giro, que abrangerá as regiões Sul e Sudeste do país.

Esperamos que não fiquemos apenas com essa tour. Que  bandas, bookings e investidores acreditem nesse modelo de negócio e que os fãs voltem a prestigiar os shows. Fazendo que dessa forma, mude o panorama da cena metal nacional, que assim como muitos times de futebol, vivem de alguns lampejos, mas que em maioria deixa a desejar.

4 de abril de 2017

MEXENDO COM OS BRIOS DO OUVINTE

Quarteto paulista aposta em emoções e reações variadas no primeiro trabalho da carreira

Por João Messias Jr.

In the Shadows
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Em 25 anos de Rock and Roll tive a felicidade de escrever sobre muitas bandas e uma infinidade de estilos. Desde bandas leves até a extremas, um quesito que sempre julguei (e ainda julgo) ser o primordial em um trabalho é se o mesmo causa alguma reação a quem está ouvindo.

Pois é esse o combustível que vai fazer a banda melhorar o que já está organizado e acertar o que estiver bagunçado. Essa reflexão veio a mente quando comecei a escrever sobre o EP In the Shadows, da banda Shadowrath.

Apesar da banda dizer ser praticante do Death Metal Melódico, o trabalho do quarteto passa um pouco distante desta sonoridade. Pois, embora temos alguns elementos básicos do estilo como guitarras ora melódicas, ora pesadas e vozes agressivas e guturais, o quarteto formado hoje por Walter Vaughan (guitarra e voz) Vic Oliveira (guitarra),Ariel Marinho (baixo) e Felipe Muniz (bateria) deve um pouco em rispidez e brutalidade.

Das cinco faixas do trabalho, embora Become End e No Goodness In my Heart soem comuns, Shadowrath, com um clima quase Hard Rock e a levada marcante e "alegrinha" de In the Shadows of Wrath (se pensou em Helloween acertou) são os pontos altos do disquinho. Suicide, apesar das boas intenções e instrumental voltado ao Power Metal, soou desencontrada em algumas passagens.

Embora precise lapidar algumas coisas, o interessante do som dos caras é o lance de mexer com o brio do ouvinte, algo que num cenário competitivo e saturado é um diferencial.

23 de março de 2017

APARÊNCIAS QUE ENGANAM

Apesar do nome e visual, a pegada da banda finlandesa é mais voltada à introspecção

Por João Messias Jr.

As aparências enganam sim ou Não?

Black Aura
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Não sei se existe uma resposta definitiva para essa questão, mas ouvindo o novo trabalho dos finlandeses da Viper Arms me faz crer que elas enganam sim. Veja bem, com um nome desses e uma capa forte e chamativa, pensamos que estamos diante de uma banda de hard rock.

Apesar de umas guitarras pesadas e músicas contagiantes como Time Bomb (um grude só) e a energética Lucky 7, o que temos ao decorrer do disquinho são canções mais introspectivas, que aparecem logo na seguinte faixa, Holy in One, que mantem o nível alto.

To the Wolfes é densa, já Everything Nothingness é  deprê, enquanto Black Surf é um ska muito gostoso de escutar. Apesar da inegável qualidade, o nível cai um pouco, voltando a subir em na interessante The Worst Candidate e Sightseeing to Hell.

Mesmo com a “queda de temperatura", o quarteto formado por Niina (voz e guitarra), Heidi (guitarra), Soffe (baixo) e Jonne (bateria) tem suas qualidades e pode cair no gosto de fãs de rock, em especial de vertentes como o alternativo, grunge e o pop.

20 de março de 2017

GARRA É TUDO

Gana de fazer músicas envolventes e apaixonantes é o trunfo de banda sergipana

Por João Messias Jr.

Seeds of Evil
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Sabe aquele jogo em que a melhor equipe leva um baile do adversário infinitamente inferior e que compensa tudo com garra, raça e vontade? É essa sensação que é passada ao ouvir Seeds of Evil, primeiro trabalho dos sergipanos da Stonex, que tem como referências o hard/heavy dos anos 70 e 80.

Mas engana que se trata de uma formação stoner, pois o pessoal aqui soa como as primeiras bandas nacionais de metal daqui do Brasil. Outro aspecto que nos remete ao período é que tocam com muita garra e paixão, mostrando que em muitos casos, o entrosamento vale mais do que a técnica masturbatória. As quatro músicas chamam a atenção pela linearidade entre elas....nada aqui foi feito para encher linguiça. Porém Electric Sky e Master of the Pit são as melhores aqui. A primeira pelo bom trabalho de guitarra e a segunda pelo refrão pra lá de  convidativo.

Por ser um primeiro trabalho nota-se algumas coisas a serem melhoradas. Começando do som, só devem fugir um pouco das influências, além de buscarem uma qualidade melhor de áudio. Além de um melhor cuidado na identidade visual do grupo. Quesitos que devem ser resolvidos nos futuros trabalhos.

13 de março de 2017

RECOMEÇO EM GRANDE ESTILO

Grupo formado das cinzas da Invisible Enemy lança EP que pode cair no gosto da galera Death/Thrash

Por João Messias Jr.

Blood Path
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Ás vezes dar um passo para trás não significa regredir, pelo contrário. É pavimentar o caminho para seguir com novos e largos passos. Assim podemos definir a caminhada da banda Terrorsphere. Oriunda do Paraná, surgiu em 2014 após o fim da Invisible Enemy e agora nos brinda com seu primeiro trabalho, o EP, Blood Path.

O trabalho transita entre o Death e o Thrash, que mescla diversas escolas dos estilos citados, tendo como base a velocidade e crueza, que gera canções feitas para os palcos. O que percebemos logo de cara, com a faixa de abertura, Assassinos, única cantada em português, que tem um refrão marcante. As passagens cadenciadas e o clima mórbido de War Curse também chamam a atenção, assim como a empolgante faixa que dá nome ao disquinho.

Reforçando as boas impressões musicais, a banda "embalou" o material com uma boa gravação, que poderia ser menos crua e uma bela capa que deve ficar ainda mais bonita como uma camiseta ou em formato para vinil.

Agora é aguardar os próximos passos da turma formada por Werner Lauer, Udo Lauer, Francisco Neves e Victor Oliveira.