4 de abril de 2017

MEXENDO COM OS BRIOS DO OUVINTE

Quarteto paulista aposta em emoções e reações variadas no primeiro trabalho da carreira

Por João Messias Jr.

In the Shadows
Divulgação
Em 25 anos de Rock and Roll tive a felicidade de escrever sobre muitas bandas e uma infinidade de estilos. Desde bandas leves até a extremas, um quesito que sempre julguei (e ainda julgo) ser o primordial em um trabalho é se o mesmo causa alguma reação a quem está ouvindo.

Pois é esse o combustível que vai fazer a banda melhorar o que já está organizado e acertar o que estiver bagunçado. Essa reflexão veio a mente quando comecei a escrever sobre o EP In the Shadows, da banda Shadowrath.

Apesar da banda dizer ser praticante do Death Metal Melódico, o trabalho do quarteto passa um pouco distante desta sonoridade. Pois, embora temos alguns elementos básicos do estilo como guitarras ora melódicas, ora pesadas e vozes agressivas e guturais, o quarteto formado hoje por Walter Vaughan (guitarra e voz) Vic Oliveira (guitarra),Ariel Marinho (baixo) e Felipe Muniz (bateria) deve um pouco em rispidez e brutalidade.

Das cinco faixas do trabalho, embora Become End e No Goodness In my Heart soem comuns, Shadowrath, com um clima quase Hard Rock e a levada marcante e "alegrinha" de In the Shadows of Wrath (se pensou em Helloween acertou) são os pontos altos do disquinho. Suicide, apesar das boas intenções e instrumental voltado ao Power Metal, soou desencontrada em algumas passagens.

Embora precise lapidar algumas coisas, o interessante do som dos caras é o lance de mexer com o brio do ouvinte, algo que num cenário competitivo e saturado é um diferencial.

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