22 de maio de 2017

ALÉM DO METAL E HARDCORE

Canções dotadas de agressividade, modernidade e peso são a base do novo álbum de quinteto paulista 

Por João Messias Jr.

O que é a evolução musical. Se pegarmos o rock como referência, quantas metamorfoses o mesmo teve durante todas essas décadas. Mutações que ocorrem e ocorrerão  todo o tempo, inclusive com suas ramificações. Um exemplo é a junção do metal e hardcore. Desde Anthrax, D.R.I, passando por Agnostic Front até bandas como Caliban e Shadows Fall, embora mantiveram características como o protesto e a conscientização nas letras, a sonoridade é MUITO diferente.

Uma banda que é um retrato fiel dessa evolução é o quinteto paulista Céu em Chamas, que lançou seu primeiro registro full, o álbum Infernal.  Contanto hoje com Rafael Coradi (voz), Alemao Pompeu (guitarra),  Maicon (guitarra), Frango (baixo) e Betao (batería) possuem uma pegada mais contemporânea, que vai de Heaven Shall Burn a In Flames. 

Sonoridade que aparece logo de cara na faixa que abre o disco, Lutar, que também é o primeiro single do álbum. Guitarras mesclando melodias funcionais com muitas quebradas de bateria, que começa bem o trabalho, assim como a seguinte, Portões do Inferno.

Porém, a grande sacada aqui é a variação. Temos desde músicas curtas, as agressivas Inferno e Sopro da Destruição até faixas mais intensas como Falida Imaginação e Caos. Mas o melhor ficou para o fim. Olhos Pulsantes tem um começo inusitado, com melodias inspiradas e depois descamba para o que de melhor os caras fazem: pancadaria.

Evolução musical que agradará aos fãs de algo mais moderno e agressivo. E que dividirá pessoas que curtem uma sonoridade mais oitentista.