6 de agosto de 2017

AINDA TEMOS MAIS...

Segundo DVD da coletânea de clipes, aposta em repertório que passeia do Thrash ao Rock and Roll

Por João Messias Jr.

DVD Roadie Metal Vol. 1
Divulgação
Pois é, não bastou ousar fazendo uma coletânea de vídeos, mas sim bolar um DVD duplo, no qual a primeira parte fora comentada na semana passada, segue agora a segunda parte deste projeto, que aqui tem um caráter mais eclético, indo do Thrash ao Rock and Roll.

Elephant Casino - Believe: Com um vocal extremamente talentoso, o grupo chama a atenção pela sua forma de fazer Hard Rock. Não espere nada influenciado por Poison e Ratt, mas sim aquela linha mais introspectiva de grupos como Kings X, Galactic Cowboys e Dr. Sin da fase Insinity. Os solos de guitarra limpos e bem encaixados também se destacam.

SuperSonic Brewer - Blood Washed Hands: O ponto alto do disquinho. As gravações do EP são o cenário desta bela canção, que no começo soa como algo que o Zakk Wylde fez nos seus primeiros tempos de Pride and Glory ou em carreira solo. Porém o jogo de vozes (caprichadíssimas por sinal) fazem com que essa música funda Hard Rock e Southern Rock com extrema maestria. Para colocar no 'repeat' diversas vezes.

Demons Inside - Remorse Infected of Trauma: Bateria pesadona comandando tudo nesta música bem elaborada e cheia de groove. Alguns momentos lembram o clássico Dehumanizer (Black Sabbath). Só precisam encaixar melhor algumas passagens do vocal pra cair nas graças do público.

Jäilbäit - Take it Easy - Ai o bom e velho Rock and Roll, se não fosse ele, suportar o estresse cotidiano seria mais complicado. Essa é a ideia do quarteto alagoano. Tudo isso permeado por um metal classudo, de vozes esganiçadas e muita energia e como destaque a bela Wanessa Alves. Vale citar que por problemas autorais, hoje a banda se chama Prision Bäit.

Apple Sin - Apple Sin: Representantes do Heavy Metal Tradicional, os mineiros apostam numa ótima produção visual, tendo na canção um instrumental encorpado, voz na medida certa e o grande destaque: solos que nos remetem ao Mercyful Fate.

Cervical - Arquétipo: Energia e uma mensagem de conscientização. Esse é o recado dos cariocas, que transitam entre o metal e o Hardcore. Direto e sem firulas, o som é para pogar.

Galo Azhuu - Bruxa: Outro ponto alto do disquinho. Com mais que bem vindas referências do anos 70, com riffs e solos feitos com maestria e o clima místico da película deu um charme a mais na canção.

Exorddium - Heavy Metal: Assim como o título entrega, estamos diante de um som tradicional, que chama a atenção por ser simples e bem feito. Com referências diretas das primeiras bandas brasileiras do estilo, provaram aqui que "o menos é mais".

Magnéttica - Super Aquecendo: Rock and Roll despojado e feito por excelentes músicos. Apesar das boas intenções, soa deslocado pela coletânea ser "metal demais" para o som dos caras.

Basttardos - Despertar do Parto: Uma banda muito legal, num som que privilegia o peso e as vozes cheias de emoção, num som que transita entre o Hard e o Thrash.

Hellmötz - Wielding the Axe: Groove e peso mandam nesta canção.Num vídeo que lembra muito o modelo usado pelas bandas de Thrash do fim dos 80 e começo dos 90, fazem o cenário desta banda que faz um som bem feito e competente.

Burnkill - Cadáver do Brasil: Mais um exemplo de que o menos é mais. Produção simples, que tem como tema as manifestações que se fundem com os caras mandando seu Thrash de instrumental encorpado e vocais crus, que só precisam ser melhor lapidados.

Fallen Idol - The Boy and the Sea: Imagens de guerras e destruição em primeiro plano com o grupo atuando é a receita da banda, que funde o Doom Metal com o Metal Tradicional, onde o peso e os vocais, cantados de forma natural são os destaques.

The Phantoms of Midnight - Midnight:  Para aqueles que sentem falta daquele Metal Sinfônico de bandas como Nightwish, taí uma banda que podem gostar. Com os teclados na frente e executada por bons músicos, temos uma canção bem construída, porém sem novidades.

Dust Commando - P.O.T.U.S.: Outro ponto alto do disquinho. Instrumental pesado com vozes que vão do Alternativo ao Grunge e Stoner com um instrumental encorpado. Alice In Chains, Soundgarden são algumas referências desta banda que merece ser ouvida por mais pessoas.

Razorblade - Cuts Like a Razor: A bola fora da coletânea. Donos de um instrumental passável e um vocal que remete a grupos como Damien Thorne e Living Death, a banda precisa melhorar alguns pontos, como o vocal e a cozinha. Mas o pior é o vídeo, com imagens de mal gosto e clichês. Se uma banda pretende vislumbrar algo na cena, deve colocar o que tem de melhor a prova. Não o contrário.

Além dos vídeos, o trabalho apresenta extras como depoimentos das bandas participantes e um menu simples e eficaz, junto com uma bela embalagem, citada na resenha anterior.

Apesar deste segundo DVD oscilar mais entre as bandas participantes, assim como o primeiro volume, é uma bela forma de se conhecer novos grupos, talvez tendo alguns deles como suas futuras bandas de cabeceira.

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